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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D11 após transferência


E hoje é o dia do Beta... Socorro, tô com medo do resultado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acordei um pouco mais tarde porque trabalho a partir do meio dia e fui até o laboratório que fica a algumas quadras de casa. Meu marido foi comigo, que bonitinho. Como estava sem guia do plano de saúde, fiz particular, mas o exame do Beta custa só R$40,00 e parece pouco perto de toda a grana que gastamos na FIV.... rs.
Saí do laboratório e vim trabalhar, onde estou agora tentando fingir que não estou ansiosa. Vim até com as pulseiras que comprei na semana passada, uma para cada bebê, para dar sorte. Meninas, torçam por mim, espero voltar com ótimas notícias!!!

domingo, 25 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D10 após transferência


E neste domingão levei um susto... No final do dia, ao fazer xixi, vi um pouco de sangue junto com o resíduo da medicação. Era bem escuro, semelhante ao que saiu no dia da transferência.
Aí fiquei feliz, pensando que seria a tal da nidação, que nunca tive. Coração disparou pensando que seria o primeiro sinal de que eles estão aqui comigo.
Passei o dia no shopping e, ao chegar em casa, não vi mais nenhum indício da borra de sangue. Apenas uma cólica chata, aquela de quando a menstruação está querendo chegar, sabe? Bom, vou fica com a opção de que é nidação e dormir feliz, pois amanhã é o dia do Beta!!!!!!!!!!!

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D9 após transferência




Não precisei trabalhar neste sabadão, que maravilha! Aproveitei para descansar um pouco, dormindo até mais tarde. Se bem que a vizinha não colaborou porque começou uma reforma justamente hoje com quebradeira no andar de cima, aff.
Até o momento, nenhum sintoma. Tudo silencioso, o que dá um medinho e ansiedade...
À tarde fui passear com as amigas em um evento do tipo OktoberFest e só tomei cerveja sem álcool. Uma fila danada no único lugar que vendia este tipo de cerveja, mas não vou arriscar, depois do susto da semana passada, quando peguei meu sobrinho no colo. Se não der certo nesta FIV, vou me culpar muito. Mas vai dar certo!!!

Diário da 3ªFIV/ 4ª TEC: Sobre o D8 após a transferência



Apesar da correria do trabalho, sempre lembro que o dia do Beta está chegando... Será na segunda. Ai, socorro, que medo!!!!!
Fiquei pensando qual o tamaninho dos bebês porque meu marido diz que eles ainda são um “punhado pequeno de células” e assisti um monte de vídeo no Youtube. Pelo menos, lembrei das aulas da Biologia, já que fui para outra área... rs. É só jogar lá na busca as palavras “embriologia humana”, “desenvolvimento embrionário” que aparece um monte de coisa.
Aí pensando que eles foram transferidos com 5 dias (blastocistos), fiquei em dúvida se estão com 12 dias (5 dos embriões fora + 7 dos embriões) ou apenas os 7 dias após transferência.
Pelo que entendi, o correto é contar a partir do dia da fertilização, para simular como seria o crescimento que é o mesmo de um ciclo natural. Assim, com o início da divisão celular, contamos a partir da “fecundação”. No meu caso, hoje estou no D12.
Naquela pesquisa rápida para saber “Tamanho dos Embriões Após Transferência”, realmente, eles são minúsculos!!!
Vejam neste link, que tem um descritivo bem bacana da evolução por dia: http://www.clinicafgo.com.br/obstetricia/crescimento-embrionário
 
 
Só para termos uma ideia sobre as duas etapas iniciais:
 
- BLASTOGÊNESE: é o período que vai do D1 até o D12 após a fertilização.
O tamanho do embrião é o mesmo neste período, cerca de 0.1 - 0.2 mm. O que vai mudando o número de células, que duplicam a cada 20 horas.
 
O D5 quando vira um blastocisto é importante porque acontece o "hatching" em que o invólucro da zona pelúcida é abandonado e no D6, ele penetra no útero para iniciar o processo de fixação no útero.
 
As células do trofoblasto secretam uma enzima que provoca erosão no revestimento uterino e cria um espaço de implantação para o blastocisto. Aí o ovário é induzido a continuar a secreção de Progestrona, enquanto o hCG (gonadotrofina coriônica humana) é liberado pelas células trofoblásticas do blastocisto em implantação.

 

- EMBRIOGÊNESE: de 13 a 57 dias
Quando começa a gastrulação no D13, o embrião tem cerca de 0.2 mm e os chamados vilos coriônicos assumem a forma de “dedos de luva” para fixar a placenta em formação (quando começam a existir os vasos sanguíneos do embrião).

D16 a D17 = 0,4 a 05 mm
D18 a D19 = 1.0 - 1.5 mm
D20 a D23 (3ª semana pós-concepção) = 1.5 - 3.0 mm
D23 a D25 = 2.5 - 3.0 mm
D25 a D27 = 3.0 - 5.0 mm
D27 a D29 = 4,0 a 6,0 mm
D31 (5ª semana) = 5,0 a 7,0 mm
D33 a D34 = 9,0 a 11,0 mm
D41 (6ª semana) = 10,0 a 13,0 mm
D44 (6ª semana) = 11,0 a 14,0 mmD47 a D48 = 13,0 a 15,0 mm
D49 (7ª semana) = 15,0 a 20,0 mm
D54 (7ª a 8ªsemana) =19,0 a 24,0 mm
D56 a D57 (8ª semana) = 23,0 a 26,0 mm
 
Nesse momento, todas as estruturas externas e internas essenciais estão presentes. Ainda assim, são cerca de 2,5 cm... Bem pequeno!!!
 
No final do período de embriogênese (em que acaba o desenvolvimento embrionário e começa o fetal), o embrião está conectado à placenta em desenvolvimento por um pedículo, que mais tarde será parte do cordão umbilical.
 
Ah, uma informação interessante (eu não sabia): embrião é o produto da concepção que vai do momento da fecundação até 8 semanas de vida embrionária. Já o feto é o bebê em formação da semana 9 até o fim da gestação.
 


 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D5 após transferência




Nada de sintomas após transferência dos embriões... Tudo tão quieto que dá medo... Será que eles ainda estão aqui? Penso isso a cada 15 minutos do dia, todos os dias desde o procedimento.
Ainda sinto um pouco de inchaço na barriga da medicação (3 x Primogyna, Crinome pela manhã e Utrogestan à noite), mas nada além disso. Já a “cabeça nervosa”... vixi... nem vou comentar nada.
Desde o episódio de sábado, para quem está acompanhando minha tristeza nesta FIV, tenho me sentido agitada e ansiosa, com momentos de tristeza e insegurança. Em média, estou dormindo 4 a 5 horas por noite e, considerando que estou cheia de problemas no trabalho, parece que fico ainda mais cansada.
Ontem estava bem e hoje foi outro dia de “baixa”. Acordei de novo com a sensação de vazio e parte disso deve ser porque estou dormindo muito mal. Demoro para pegar no sono, tenho um sono agitado e durmo por poucas horas. Alguém mais sentiu insônia?????
Precisando de um Rivotril... Brincadeirinha.... Foi só para descontrair, porque ando muito tensa. Bjs
 
 


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D3 após transferência



O domingo amanheceu triste, com um silêncio de luto, talvez tragicamente antecipado por nós – e espero, lá no fundo, que eu esteja enganada. Depois da discussão com meu marido na noite anterior porque peguei sobrinho no colo e isso pode ter afetado o processo de fixação dos embriões. Como disse, na hora, não percebi e foram uns 2 minutinhos. O garoto é bem pequeno, tem 2 anos e uns 13 Kg. Só que a bronca que levei do meu  marido foi tão intensa, que além da briga, tive uma crise de ansiedade e ataque de pânico, algo que não acontecia comigo há uns 5 anos.
Chorei muito... Fiquei com medo que o esforço para controlar a respiração durante a crise possa ter gerado contrações uterinas, o que afeta a fixação dos embriões, mas não pude evitar depois da discussão.
Fiz uma pesquisa e não encontrei nada sobre o assunto, pois o repouso absoluto é controverso, mas as clínicas pedem repouso relativo sem carregar peso ou algum outro movimento brusco. Alguém sabe algo sobre isso???

Achei este link que até alivia um pouco, mas ainda há controvérsia sobre o tema:
http://www.medicinareprodutiva.com.br/2013/09/atualizacao-sobre-o-repouso-apos-a-transferencia-embrionaria/

E este trecho: “A recomendação é de repouso relativo nos dois primeiros dias. Pode andar, ir ao banheiro, sentar, sem problemas. Existem trabalhos que não evidenciaram melhora na taxa de gravidez com o repouso, mas achamos importante para que a paciente fique em paz e não se sinta culpada de fazer atividades nesse dois primeiros dias. A vida segue normal após esse dois dias, mas a paciente deve evitar atividades físicas e relações sexuais, prevenindo a contração uterina que pode prejudicar a implantação”. Fonte: Clínica Vida Bem Vinda (http://blog.vidabemvinda.com.br/duas-semanas-de-muita-ansiedade)
 
Bom, voltando ao meu diário: depois de um café da manhã em silêncio, não aguentei e caí novamente no choro, me culpando por tudo. Aí meu marido percebeu o quanto fiquei mal e ligou para o médico. No vivavoz, o doutor (sempre muito gentil), me disse que o repouso é um zelo extra e que não afeta e eu deveria me acalmar. Acho que ele disse isso apenas para me tranquilizar e agora o estrago foi feito.
Tentei não pensar nisso no restante do dia, apesar da tristeza Estou tirando forças do meu interior para continuar com a perseverança de sempre, mas me permiti sentir a dor deste momento, pois não somos de ferro. Juntando energias para manter o otimismo. Seguindo em frente, sempre...

domingo, 18 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D2 após transferência



Este não será um dos posts mais animadores do meu blog... Mas vamos lá, vocês entenderão o motivo. Podem até achar exagero de minha parte, mas é algo muito complexo em uma história toda de anos neste processo de tentativas de engravidar. Quando somos adolescentes, é aquele medo de acontecer algo e depois quando encontramos alguém para viver conosco, o fantasma da infertilidade aparece para nos assombrar.
 
Bom, o dia começou tranquilo, não fui trabalhar e fiquei o dia todo deitada, esticada como um lagarto ao sol ali no sofá, vendo TV. Como sou irrequieta, logo fiquei entediada e combinei de sair com minha irmã para começar uma pizza. Além da estar com saudades dela e de meu sobrinho (meu afilhado de 2 aninhos, uma fofura), ela me contou semana passada que está grávida de novo. Nem preciso comentar que vem aquele sentimento dúbio (e que até me sinto mal por narrar aqui, mas ao mesmo tempo que fiquei feliz por ela, dá aquele vazio. Poxa, ela é dez anos mais nova que eu, aquela cobrança chata da família e tal.
Chegando na pizzaria, meu sobrinho veio correndo me abraçar e o peguei no colo para ver os peixes em um aquário que fica no local. Na hora, não lembrei que poderia ser um tipo de esforço e que afetaria o fato de ter feito a transferência. Foi um lapso, uma grande besteira que não me liguei na hora. Como puder não perceber? Que erro imperdoável que me cobrarei pela vida toda?
Mas quando cheguei em casa, meu marido ficou muito bravo comigo por isso e foi dormir sem me dar boa noite. Não aguentei o chamei para conversar. Quando ele me disse que estava zangado, entendi e pedi desculpas, mas me magoei demais quando ele me disse que eu não estava nem aí para a FIV. Aquilo doeu de mais...
Na hora, ele estava muito bravo e eu chorei muito porque aquilo me feriu por dentro. Tive uma crise de ansiedade e pânico, horrível. Acho que não contei aqui, mas lutei por anos sobre algo muito complicado, que é a SAG (Síndrome da Ansiedade Generalizada) e contra os ataques de pânico. Relutei para não ficar dependente das medicações super fortes, mas foi um processo difícil. Não é fácil assumir que passei por isso e hoje consigo falar mais calmamente sobre o processo pois achei que tivesse superado tudo.
Se vc que está lendo e já passo por ataques de pânico, irá me entender. É uma sensação de quase-morte em que os efeitos não são apenas psicológicos, mas físicos. No meu caso, fico sufocada e não consigo respirar direito. Resultado: ontem me esforcei muito para controlar a respiração que minha barriga até doeu, além da forte dor no peito. Acho que este esforço pode ter afetado os bebês, pois foi uma das piores crises que tive.
Não consigo expressar em palavras o meu desejo em ser mãe, mas se fosse preciso dar um dos rins para ter um bebê, eu faria isso. Exagero? Não sei. Um devaneio sincero para tentar simbolizar o quanto quero concretizar meu sonho.
Fui dormir muito triste, não consigo explicar. Pode parecer exagero e racionalmente as pessoas podem dizer que devo ficar calma. Sabe, nesta hora é uma questão de ter feito vários cursos de Pós e especialização, de ter mestrado e doutorado ou outras porcarias acadêmicas que o ponto é mais emocional e isso não tem nada a ver. Somos humanos, somos emocionais, somos mulheres, somos passionais, somos sensíveis. Porra, há anos as feridas de resultados negativos nos marcam e cada vez é um processo de luto. Perder algo que estava tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Este foi um desabafo, desculpem por não ser alta astral e tão confiante como sempre sou, no dia a dia e aqui nas postagens.
Vamos em frente, um vazio no coração e um sentimento de culpa que vou carregar para sempre se não der certo desta vez... Sorry...

Desculpem a todas que me seguem por desmotivador... Ao mesmo tempo, agradeço pelo apoio, pois posso falar tudo o que sinto, sem máscaras ou cobranças sociais. Estou abrindo meu coração e amanhã espero estar melhor. Foi bom desabafar

sábado, 17 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D1 após transferência


Então... como este blog é também um diário, vou contar o dia a dia desta transferência, os sintomas e um pouco da ansiedade, sabe como é...  Lembrando o meu histórico, para quem está chegando agora ao blog:
  • 1ª FIV (maio/2013) com 1 TEC (julho/2013) = 3 embriões
  • 2ª FIV (novembro/2014) com 1 TEC (fevereiro/2015) = 2 embriões com 1 TEC (março/2015) = 2 embriões
  • 3ª FIV (agosto/2015) com 1 TEC (outubro/2015) = 3 embriões
Ainda sobraram 3 congelados na clínica! (Mas espero não precisar mais ou deixar para o futuro)
 
Bom, o dia da transferência conta como D1 e foi tudo tranquilo, como já comentei no post anterior. Tive uma pequena mancha com sangramento escuro do tipo “borra” pela manhã antes do procedimento, mas aí o médico, muito gentil como sempre, me explicou que é comum e pode acontecer até o exame do Beta.

Apesar de já conhecer os procedimentos e não ter tanta novidade neste sentido, sempre dá o friozinho na barriga.

Nesta clínica, gosto muito mais do ambiente e me sinto melhor. Bem diferente da clínica anterior, que era meio sombria com uma iluminação amarelada na recepção com móveis escuros e sombrios, uma recepcionista pouco gentil, sempre tinha alguma coisa para pagar que não estava no contrato (parecia que sempre devíamos algo) e a dona/gestora da clínica muito grossa em um momento delicado Não recomendo esta clínica anterior. O procedimento era feito no andar de baixo, tipo um subsolo que, apesar de equipamentos novos, era tudo muito claustrofóbico.

Na clínica atual, tudo é bem claro, as recepcionistas são muito gentis, recebo ligações das embriologistas explicando tudo e que são muito fofas, há uma equipe sempre de prontidão e tanto os quartos como centro cirúrgico são bem amplos e aconchegantes, na medida do possível de um tratamento... rs

Por isso, percebo que ter confiança no médico é muito importante - e super recomendo o meu médico atual, mas não deixaria de recomendar os médicos anteriores, de forma alguma. Mas é essencial também ter confiança na clínica.

E sobre o procedimento, foi tranquilo, cheguei com a bexiga bem cheia, quase explodindo. Depois do momento de indecisão, foram os 3 embriões transferidos e está aqui a primeira foto de nossos babies... vejam que lindos:
 

Eles não são fofos??? 

Depois de descansar um pouco, acabei indo à noite para a faculdade, sem me esforçar fisicamente. Não senti nada, só uma leve cólica à noite.

Aliás, por causa da ansiedade, acordei às 4 da manhã e não conseguia mais dormir. Tentei ficar mais calma, mas aí veio a “mente nervosa” e perdi o sono.

Mais uma vez, ESTOU GRÁVIDA... ATÉ QUE PROVEM O CONTRÁRIO...

Obs: Links sobre Blastocistos

http://www.medicinareprodutiva.com.br/2012/10/a-transferencia-embrionaria-na-fertilizacao-in-vitro-fiv-como-selecionar-o-embriao/

http://www.medicinareprodutiva.com.br/2012/11/a-transferencia-embrionaria-na-fertilizacao-in-vitro-fiv-como-implantar-o-embriao-no-utero/

https://www.youtube.com/watch?v=0ierexWtcLA
 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Acabei de chegar da clínica... Foi hoje a transferência dos embriões!!!



Chegou a dia! Cheguei há pouco da clínica, a transferência dos congeladinhos aconteceu em clima de tranquilidade, sem grandes ocorrências. Ontem à noite fiquei na sacada do apê à noite tomando uma cervejinha e olhando a paisagem, com o calorão do interior paulista, como uma despedida já que não poderia tomar álcool nos próximos meses pois estarei grávidaaaaaa!!! Espero que isso se concretize, muita esperança.
Acordei hoje mais tarde pensando que é um dia importante. A faxineira já estava na maior empolgação querendo conversar, mas queria tomar o café bem quietinha, compenetrada, mas não deu muito certo. É minha 4º tentativa de transferência, mas ainda dá um friozinho na barriga...
Tive um breve susto ao aplicar o Crinone logo que acordei, com um sangramento escuro, de leve, junto com os restinhos da medicação que ficam no aplicador. Fiquei bem preocupada e contei na clínica antes do procedimento. O médico olhou e disse que era de um pequeno pólipo e era para ficar tranquila, pois o preocupante é sangue vivo. Se tem “borra” ou leve sangramento escuro, é normal, inclusive após a transferência – e no período interminável até o exame Beta HcG.
Ah, como sempre, o suspense a dúvida mais importante: tínhamos 6 embriões lindões congelados em duas plaquetas (3 em cada). Para descongelar, uma delas com os 3 melhores ficou pronta para o procedimento. O questionamento: transferir 2 e congelar 1 ou transferir logo os 3? Ai, ai... Frio na barriga, ali no centro cirúrgico.
Após uma conversa com o médico, ele disse que as estatísticas são melhores com “2 tentativas com 3 embriões” do que “3 tentativas com 2 embriões”. As chances de trigêmeos são menores pela minha idade, mas podem acontecer. Olhei para meu marido, ele disse que sim e respondi: “Manda os 3 aqui pro forninho!”.
Pronto, depois de ver os pontinhos brilhantes no ultrassom, receber uma gentil saudação de “boa sorte” das embriologistas da salinha que fica com a janela aberta para passar os congeladinhos pelo cateter e um abraço caloroso do médico, fui ao quarto. A enfermeira, sempre muito gentil – e  por coincidência é a mesma que trabalhava na clínica anterior -  me ajudou a ir o quarto. Fiquei lá por 10 minutos e tive que correr até o banheiro depois que deu este tempo porque tinha tomado muita água. Era muito xixi, mas segurei firme porque quanto mais cheia a bexiga, melhor para visualizar no ultrassom na hora de transferir.
Dá aquele medinho de ir ao banheiro logo depois, uma vontade sair dali “plantando bananeira” para os bebês não saírem... kkkk... é bobeira e não faz sentido, mas a gente pensa numas doidices... Acho que quem já fez a FIV entende, apesar da insanidade deste pensamento.
Como sou teimosa, estou descansando um pouquinho porque fiquei trabalhando de casa, mas vou à faculdade à noite para o 3º turno, dar aulas na graduação. Mas não vou me mexer muito, só vou entregar uma atividade. Vou contando as novis por aqui...
 
 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Notícias sobre esta minha 4ª TEC – Transferência dos Embriões (3ªFIV)

Pois é, na 3ª FIV a gente já conhece os processos, mas as emoções voltam com força... Hoje fui à clínica fazer o ultrassom para programar a transferência dos congeladinhos!!!
Depois da “maré vermelha”, comecei com a Primogyna no 3º dia e hoje é o 11º do processo para deixar o endométrio bem fofinho. Este remédio me deixa um pouco mal, não sei se acontece com vocês que já tomaram. Além de uma puta oscilação de humor, ora feliz da vida e ora querendo acertar uma marretada na parede com situações bobas, estou muito inchaço e cansaço. Vcs também se sentiram mal? Eu já tinha tomada nos processos anteriores, mas não sei é a idade, porque fiz uma FIV com 35, outra com 37 e agora esta com 38 anos, parece que o corpinho já fica mais lento... eita, envelhecer é triste mesmo...
Como me senti muito, muito cansada, resolvi perguntar à medica durante o ultrassom. Bom, antes não tem muito o que comentar, é aquele esquema de sempre: chegar à clínica, levar um “chá de cadeira”, pegar umas revistas de futilidades para passar o tempo ou ficar nas redes sociais (até aproveito para responder uns e-mails do trabalho para não perder o hábito workaholic) e um silêncio entre os casais.
Sabe, acho engraçado este clima das clínicas. O silêncio sepulcral – e olha que já perdi a conta destes vários tratamentos quantas vezes já fui às clínicas e passei por várias. Nunca os casais de falam. Eles se olham, no máximo se cumprimentam e pela troca de olhares de cumplicidade – afinal todos estamos lá pelo mesmo motivo – ficamos fechados em nosso cantinho como uma blindagem. Somente conversei uma vez com uma garota muito simpática que tinha vindo de Brasília até Campinas para fazer o tratamento do Cross Match – aquelas doses de anticorpos chamada “vacina do pai” que é bem polêmico ainda – e coloquei alguns posts aqui. Foi na clínico do Dr Barini e por fim não fiz os procedimentos porque os médicos que cuidaram da FIV não recomendaram estas vacinas por não haver consenso médico-científico. Trocamos até contatos do WhatsApp e tal, compartilhamos informações antes da consulta, mas foi só nesta vez.
Ah, isso foi só um parênteses, uma breve divagação.... kkkkk... Agora voltando aos sintomas da Primogyna. Quase perdi o fio da meada. Perguntei à médica se era comum sentir um cansaço absurdo com a medicação e ela disse que sim, há mulheres que até dizem que o raciocínio fica mais lento. Foi aí que descobri o motivo dos problemas recentes de concentração e a malvada da insônia.
Me sinto tão cansada, espero que passe logo. E, obviamente, o peso que ganhei e não consigo perder. Apesar da dieta detox e de uma série super puxada na academia, que me faz sair de lá com os músculos das pernas tremendo, continuo engordando. Foram 6 kg desde o início do tratamento Vixi, tá complicado desta vez, espero que me livre deste peso extra logo.
E aí o desfecho: o endométrio precisa ter mais do que 6,5mm neste dia do ciclo e já está com 8,5mm e isso é uma ótima notícia. A médica disse que ele está bem trilaminar – não sei exatamente o que isso significa, mas ela mostrou que ele está com as “camadas” necessárias para receber os embriões. Na tela do ultrassom, deu para ver a imagem e no final é isso que importante.
Passamos por uma outra sala onde sempre, depois do ultrassom, vem a enfermeira passar as informações sobre medicamentos. Começarei no próximo domingo, dia 11/10, a usar o Utrogestan (1 capsula à noite via vaginal) e o Crinome (uma bisnaga pela manhã). E lá vamos nós para a transferência que ficou marcada para o dia 16, sexta-feira.
Neste final de semana tem feriadão, então vou aproveitar para ir à praia e descansar um pouco, me preparando para o momento esperado. Embora eu queira passar a imagem que estou calma, é mentira, viu, meninas... Estou super ansiosa como se fosse a primeira vez! Pensamento positivo, paz na alma e o coração já preenchido com a esperança de sempre. Bjsssss

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Como dizem... “Calma, é aos poucos que a vida vai dando certo!”

Bom dia, meninas! Quando comecei a escrever no blog era para ser um diário a partir do momento que iniciei a FIV. E, como um diário, esperava escrever todos os dias para contar a evolução do tratamento – que na minha cabeça, já daria certo na primeira vez e aí já começaria na fase da gravidez. Pois é, não foi bem assim que as coisas aconteceram... Este espaço foi ganhando novos contornos com o caminhar que a vida foi definindo.
Aos poucos, o blog se transformou em uma descrição dos vários processos e das várias tentativas neste projeto da minha vida, que é o mesmo de várias mulheres e acho que isso tem ajudado muita gente.
Embora não fosse esta a intenção inicial, ao compartilhar minhas experiências, angústias, desventuras e conquistas, este espaço virtual se ampliou e tenho trocado muitas informações e deixando muitas mulheres à vontade para contar o que estão passando.
Isso porque, de forma muito sincera, quando não conseguimos a maternidade, lá no fundinho, vem aquela dúvida: “Será que isso só acontece comigo”? Embora os companheiros estejam presentes e os médicos repassem os diagnósticos, não é a mesma coisa. Sempre bate aquela insegurança, bem lá no fundo, que parece só acontecer com a gente, porque todas as amigas estão engravidando, onde quer que a gente vá tem as mulheres com aquela barriga e com a gente... nada!
Poder contar para vocês minha experiência também mostra que nem sempre o tratamento dá certo na primeira vez. Isso foi algo que aprendi e hoje estou consciente. Há muita expectativa envolvida, mas tem coisas que não dependem de nós, da ciência ou do médico, mas do jogo de probabilidades e estatísticas da natureza.
Ter paciência e persistência, isso tem sido fundamental. Em alguns momentos, tomar decisões pensando no futuro para um dia poder dizer, “eu fiz o meu melhor” e acreditar que vai dar certo. Este processo tem me ensinado muito...
Bom, agora que viajei nas elocubrações...kkkkk... volto ao motivo pelo qual escrevi o post: hoje chegou “maré vermelha” e, embora sempre fique mal humorada com isso, desta vez comemorei porque a menstruação é o sinal para começar a medicação para transferência!!!!!!! No domingo começarei com a Primogyna e dentro de alguns dias, mais uma TEC.
Queridos embriões, me aguardem que estou preparando o bercinho (meu endométrio) para vocês!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sobre os posts mais acessados e as dúvidas que chegam por email


Nesta semana, estive em consulta para decidir o que faria com os embriões – e já comentei no update do post anterior – mas aí o médico falou uma coisa ao final da consulta e fique pensando nisso deste que saí da clínica...
Ele disse que, se eu não tivesse folículos residuais da punção, poderíamos começar o preparo do endométrio para a transferência no próximo ciclo. E, se eu concordasse, poderia fazer o ultrassom saindo da consulta. Eu disse que sim, pois tinha vôo agendado para uma reunião no Rio de Janeiro só às 16h e ainda era quase meio dia e poderia comer no aeoroporto. Aí ele olhou bem para mim e disse: “Não se esqueça das suas prioridades de vida. Achei que depois de todo este processo, você tivesse se cuidando mais e não deixando o trabalho te consumir”. Puxa, que paulada na cabeça.... kkkk... mas é verdade. Depois de tudo o que passei e decidi sobre carreira, preciso investir meu tempo e cuidar da saúde para ser mãe. Desta vez, tem que dar certo!!! Foi bom para refletir e transmitir coerência a tudo que tenho feito até o momento.

Aí isso me deixou pensativa... Deu tempo para tudo durante a semana. Hoje, mesmo com um tantão de coisas para fazer no trabalho, tirei um tempo para ler as mensagens e responder aos e-mails. Por isso, peço desculpas aqui para quem recebeu minha resposta atrasada, mas começou a bombar de e-mails com dúvidas.
Estamos com quase 175.000 acessos no blog e percebi que muitas dúvidas que nós temos são semelhantes. Estou tentando dar conta de responder a todas e já agradeço muito pelo carinho. De coração, obrigada pela companhia virtual de vocês, é isso que me faz escrever, contar a minha história, minhas tristezas e também as conquistas.

Um post que deu muito o que falar foi sobre a troca das clínicas, muitas pessoas querendo saber quais são as clínicas e os médicos. Em geral, não coloco nomes, para preservar a identidade e reputação. Não gostaria que ninguém se sentisse atingido e não é esta, de forma alguma, a intenção do blog. O post foi: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/08/explicando-porque-troquei-de-clinica.html
Comecei a escrever para me organizar nas ideias e na sequência do tratamento, até para lembrar de tudo o que aconteceu, para um dia reler e pensar: valeu a pena!

Tem muitas confidências, uma delas no post: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/08/o-que-aprendi-com-as-fivs-fazendo-um.html

Ainda não finalizei o processo e sei que isso vai acontecer logo. Também fico feliz em inspirar e ajudar outras mulheres neste processo tão complexo...
Além deste post, vejo que é bem comum que todas que passaram pelo implantação dos embriões ficam curiosas para saber o que acontece nos próximos 10 angustiantes dias até o Beta, quais os sintomas e tal. Eu tive aqueles sintomas psicológicos, em particular quanto estava com a expectativa na estratosfera, com a certeza do positivo. Mas na 3ª vez não senti nada, acho que porque já estava consciente que os embriões não eram de boa qualidade. Tem uns posts que comento isso, como no http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/03/novamente-na-tpb-tensao-pre-beta-socorro.html

Para cada transferência tem lá um "diário de bordo" para relembrarmos... rs.

Tem dois que traga mensagens para cuidarmos de nossa mente e coração em todo este turbilhão de procedimentos. Um deles é quando faço uma analogia com “arrumar as gavetas”. Ou seja, quando há uma bagunça em nossas ideias, reservo um tempo para arrumar o armário, o guarda-roupa e outras coisas que estão largadas que isso me traz a sensação de conforto. Algo que não tem relação direta com o meu problema me ajuda a pensar e me sinto melhor. Está em: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/04/a-metafora-para-arrumar-o-guarda-roupa.html
Tem outro post mais recente que gerou bastante comentário que recebi por email, sobre a decisão de recusar uma proposta de emprego, que esperei por ela a minha vida toda, mas teria que mudar de cidade e rotina, adiando mais o projeto de ser mãe. Comentei sobre os desafios da mulher moderna e a nossa luta contra o poder inexorável do tempo. Mesmo com a ciência nos ajudando, há limites das probabilidades. Fiz parte de uma geração que está chegando aos 40 anos e não teve filhos, acreditando que a medicina ajudaria depois. Vejo que não é tão simples assim esta equação.

Aí comentei sobre uma dessas histórias que rolam na internet sobre as “bolas” que carregamos na vida. Há a “bolas de vidro”, que quebram se deixarmos cair e não serão mais da mesma forma, como casamento, família, amizades e filhos – mas também outras que são “bolas de plástico”, que quicam e retornam depois, como oportunidades na carreira e aquisição de bens materiais. Está no link: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/09/so-para-contar-o-desfecho-da-postagem.html
Há vários outros pontos além da carreira, um deles é sobre como tudo isso afeta a intimidade do casal, que comentou em um post e recebo relatos que isso também é uma parte do processo: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/03/como-os-tratamentos-para-fertilizacao.html
Por tudo isso, resolvi abrir meu coração e minha vida para vocês – e agradeço pelo imenso carinho que tenho recebido. Vocês não imaginam o quanto me dão força para continuar!!! Bjs e um ótimo final de semana

Trazendo um "update"...


Meninas, estou de volta para contar as últimas novis... Vou fazer a transferência neste próximo ciclo!!!!!!!!!!!!!!! Eba!!!!!!!!!!!!!! Nesta minha trajetória, será minha 4ª TEC.
Na terça-feira fui conversar com o Dr para discutirmos se haveria a transferência ou iríamos tirar o mioma. Levei o ultrassom que fiz na semana passada, com o médico que ele indicou. Tinha ido lá na quarta (dia 9/9) e, depois de um chá de cadeira, que foi na clínica mesmo, o médico fez o exame detalhado. Ele disse que tenho alguns miomas menores, mas que os 2 maiores e que preocupavam não estavam abaulando a cavidade uterina, embora o intramural seja limítrofe. Ele está no “meio” do tecido, quase chegando ao endométrio. Só deixa a entrada um pouco sinuosa, mas a haste que entra com os embriões é flexível... então aparentemente não teria uma barreira.
Assim, isso foi levado em conta pelo Dr que nesta consulta nos liberou para fazer a transferência neste mês, fiquei super feliz!!! Combinamos o seguinte: temos 6 embriões de ótima qualidade. Vamos transferir 2 neste ciclo e ver dá tudo certo. Se não der (e estamos cientes disso), aí tenho que fazer a cirurgia para retirar o mioma e ficar “de molho” por uns 6 meses.
Radiante, já fiz o ultrassom após a consulta, tudo certo com ovário e endométrio. Assim que descer a “maré vermelha”, começo com Primogyna e vamos lá................................
Estou tentando me cuidar e ficar mais calma, pois foi um período muito tenso no trabalho, com muitas viagens, aeroporto pra cá, reunião com stress pra lá... Espero que isso não afeta o processo. Muita esperança e torcendo para dar tudo certo. Vcs já sabem, não vou desistir... Bjs

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Continuando com “Good News”!



Meninas, estou de volta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Foram dias super intensos no trabalho, mas também no processo da FIV. Vou resumir aqui os últimos acontecimentos.

Depois da ligação do médico no domingo, recebi a ligação da embriologista na terça, conforme esperado. Ela foi um amor e disse que os embriões estavam evoluindo muitíssimo bem! Alguns foram descartados devido à fragmentação e estávamos com 15 bem lindinhos, que maravilha. Estava no trabalho, fui até um cantinho para falar com ela e fiquei uns minutos paradinha depois da ligação, respirando fundo e torcendo para que continuassem a crescer.

Aí fiquei na quinta esperando a última ligação – e decisiva -  da clínica. Foi outra embriologista que ligou, mas muito simpática também e trouxe ótimas notícias!!! Ficamos com 6 embriões de qualidade muito boa, ela disse que são “embriões de livro de medicina”, de tão bonitinhos!  Ufa, maior euforia, mas tive que respirar fundo e voltar para uma reunião tensa de trabalho com o presidente da empresa para explicar os resultados das metas e orçamento. Apertei a tecla "SAP" no cérebro, apenas da vontade de sair de lá para comemorar :)

Passei o dia muito feliz e meu marido estava viajando a trabalho, ficou contente demais quando liguei para ele, contando a novidade. Até imaginamos que ficariam uns 9, mas s embriologista informou que a taxa é essa mesmo para chegar até D5 de blastocisto, que foi uma boa “safra”... rs.

Nesta terça cedo, fomos conversar com o médico, ele disse que as dúvidas sobre os embriões não seriam a causa principal, já que são de qualidade e evoluíram bem. Ainda ficou a dúvida sobre a retirada ou não do mioma. Ainda não estou segura quanto a isso e prefiro fazer uma tentativa sem retirar, pois tenho apenas um de 4,5 mm que é intramural e não está afetando internamente o útero ou abaulando a cavidade. Pois é, sempre há um dilema na minha história. Resolvo um, aparece outro... Mas espero que seja questão de tempo e que tudo logo se resolva.

Ficou então decidido que farei um ultrassom para ver como este mioma está se comportando após as doses de hormônio (e ele teve uma mega dose!) para decidirmos. Obviamente, será com um médico da clínica (tudo particular) e aí vem aquela dúvida que sempre é “pacote amarrado”, tipo venda casada, quando indicam quem é o profissional que deve fazer. Não gosto disso, mas acredito na ética dos profissionais envolvidos, prefiro pensar assim.

No dia 16 farei então o ultrassom e então conversarei novamente com o médico. Ele disse que iríamos transferir 2 de cada vez. Comentei que tinham sido 3 nas tentativas anteriores, mas deixamos em aberto para pensar melhor depois do exame. Aguardando......... Bjs a todas!
 
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sábado, 15 de agosto de 2015

E hoje foi o dia da punção!!!


Depois de uma semana tumultuada nesta fase final de estímulo à ovulação nesta 3ª tentativa de FIV – depois conto tudo aqui – foi uma tranquilidade o processo de punção.
Cheguei às 7h na clínica, já fui encaminhada ao quarto para me trocar pois não pode atrasa e estava marcado o início para as 7h30. Reconheci a enfermeira que trabalhava na outra clínica, perguntei se ela lembrava de mim e ela disse que trocou de emprego para buscar novas oportunidades. Nem quis saber muito o que aconteceu, mas com certeza o clima nesta nova é muito melhor, pelo menos vcs podem imaginar pelo que contei aqui sobre os motivos da minha troca de médico.

A médica que fez a punção e o anestesista foram muito simpáticos, conversamos um pouco sobre assuntos aleatórios – porque quem me conhece pessoalmente sabe que falo pra caramba, estou sempre de bom humor e adoro contar “causos” engraçados. Logo logo já dormi com anestesia e parece que, num piscar de olhos, fui encaminhada ao quarto. Como sempre, acordei com a maior fome!
A médica passou no quarto para dar a excelente notícia de que foram 28 óvulos maduros e bonitos, dos 38 folículos que estavam mapeados no ultrassom da quarta-feira. Iupi!!!!! Vamos torcer para que sejam de boa qualidade, pois o grande dilema de quem tem SOP (Síndrome do Ovário Policístico) como eu é que há grande quantidade, mas nem sempre qualidade...

Peguei a receitinha do Dostinex para evitar sintomas de hiperestímulo, mas saí super bem e às 9h da manhã já estava devidamente acomodada no meu sofá em casa, com cobertorzinho, vendo TV, o que fiz o resto do dia até agora.
Agora é só torcer para que os embriões evoluam... Parece que me ligarão amanhã ou na segunda para sabermos quanto conseguiram vingar. E, o ponto crucial, quanto irão se desenvolver até o quinto dia como blastocisto.

Como não tinha ainda comprado o remédio, vou sair agora e aproveitar para dar uma voltinha. A barriga tá meio inchada, mas estou bem e não consigo ficar muito tempo parada em casa!!!
 
 

domingo, 9 de agosto de 2015

E hoje minha homenagem é para eles, nossos maridos e “pais de FIV”


Neste dia dos Pais, com as redes sociais bombando com fotos com os filhos, um Facebook de mensagens das esposas, imagino que meu marido sinta algo parecido com o que sinto no dia das Mães. Por isso, o post de hoje é uma homenagem a todos nossos maridões, companheiros neste processo de quem é tentante e de quem está bem perto de conseguir realizar seu sonho.

Penso que todo o processo da FIV é muito marcante para a mulher, no aspecto psicológico e físico, mas que o homem não pode ser excluído de forma alguma. Talvez eles não consigam se expressar da mesma forma que nós, mas também sentem muito toda a pressão.

Meu marido tem sido carinhoso e um ótimo enfermeiro ao aplicar as injeções (rs...). Saber que ele está por perto, que cuida de mim e que faz o melhor para tudo dar certo, é uma parte importante de tudo isso.

Quero muito que no próximo ano já estejamos com nosso(s) filho(s) no colo no próximo Dia dos Pais e, enquanto isso não acontece, fica minha mensagem ao meu companheiro nesta trajetória – que estendo a todos os maridos que passam por algo semelhante.

Como já havia comentando, não contamos para ninguém sobre as FIVs, ficou um segredo nosso. Pode ser que o peso deste segredo seja maior por não compartilharmos com a família, mas optarmos por ficar somente conosco, até que tudo dê certo. Não sei como será o andamento deste ciclo, mas se eu mudar de ideia contarei aqui.

Outro segredo é este blog, ele não sabe que escrevo e não lerá a homenagem, mas fica aqui o registro de meu agradecimento por cuidar de mim e por sonhar comigo neste nosso desejo.

Hoje aplicarei, além do Gonal e Luveris, também o Cetrotide. Amanhã cedo tenho meu terceiro ultrassom (último antes da punção, acho que será na sexta, não sei bem, dependo dos óvulos aqui no reservatório... a barriga tá inchada e espero que estejam bonitões). Bjs e uma ótima semana a todas!


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Explicando porque troquei de clínica para a 3ª FIV



Estou tentando me concentrar no trabalho, mas agora que comecei o novo ciclo de indução para minha 3ª FIV, só consigo pensar no assunto... Fiquei “off” no período de férias, mas agora voltou aquela ansiedade. Mesmo sabendo tudo o que vai acontecer pelos protocolos, não há novidades sobre os procedimentos, mas a expectativa é mais para saber como ficarão os embriões, ou seja, como meu corpo vai reagir – e também os espermatozoides do maridão que precisamos captar os melhores.
Aí me concentro um pouco no trabalho e, de repente, fico pensando no processo da FIV...

Então resolvi colocar aqui neste post algo que estou pensando e foi parte das decisões nesta fase: os motivos pelos quais troquei de clínica. Adiantando o final do post, para mudar de clínica, tive que mudar de médico.
Acho que até devo isso ao médico que cuidou da gente no ciclo anterior. Obviamente ele não sabe do blog... rs... mas é algo meu e quero registrar aqui, já que a intenção do blog era essa também. E tem me ajudado bastante a lembrar como foi cada uma das etapas anteriores, com dúvidas que surgem e então dou uma espiadinha aqui nas postagens.

Bom, não tenho colocada aqui o nome dos médicos, por uma questão de preservação do profissional, mas quem quiser saber mais, pode me mandar um email (daniela.pessoa.blog@gmail.com). Se eu demorar para responder, me chamando pelo blog também responderei mais rapidinho.
Agora segue o momento da sinceridade do que achei em todos os procedimentos que passei.


FASE: PRIMEIRAS CONSULTAS PARA “TENTAR ENGRAVIDAR”
Antes de decidir pela FIV, em 2009, comecei a fazer os primeiros exames. Casei (oficialmente) em 2006, parei em 2008 com o anticoncepcional e estava naquela fase “se rolar, rolou”. Quando uma amiga de trabalho engravidou, resolvi ir ao ginecologista que cuidava dela e aí ele identificou meus ovários policísticos. Após o uso de indutor de ovulação para coito programado no início de 2011, fiquei estagnada até 2013. Melhor: em 2011 e 2012, procurei um excelente profissional, professor da PUCC com clínica em Cps que começou a nos apresentar a ideia da FIV, acho que até deveria ter seguido com ele, mas tínhamos dúvidas e ainda achava que tudo aconteceria naturalmente... Teve um cara chato que comentei no blog por indicação de uma amiga que nem vou mencionar.

 
FASE: A PRIMEIRA FIV
Em 2013, um casal de amigos, que sabíamos dos problemas que ele teve com câncer no testículo e ela com 40 anos – eles estavam na fila da adoção por tudo isso e, de repente, ficaram grávidos de gêmeos. Pedi o contato da médica, que esta amiga disse ser “um amor, mas um pouco atrapalhada”. E foi isso mesmo. Fiz a consulta e ela é extremamente atenciosa, mas muito desorganizada e tudo parecia “tentativa e erro”. Ainda assim resolvi continuar os procedimentos. O que a princípio seria uma IA (inseminação artificial), como gerei muuuuitos folículos, virou FIV no meio do caminho.

Esta médica é professora de cursos de Medicina, parece competente, mas vários problemas de falta de organização geraram muito stress com a clínica e aí vem todo o problema. A clínica... Pois é. Eu estava com a barriga estourando de óvulos maduros – e com hiperestímulo e a dona da clínica (ela é quem gerencia e o marido é o médico principal, mas tem uma equipe grande e é uma clínica bastante conhecida, em particular por cuida de problemas de infertilidade masculina). Quase perdemos tudo, uma total falta de sensibilidade dos profissionais administrativos e a médica bastante perdida em todo o processo. Stress total. Além disso, sempre tinha uma ligação da clínica com cobrança extra, nunca sabíamos de fato qual o valor total.

FASE: A SEGUNDA FIV
O médico foi muito atencioso, já descrevi bastante sobre ele nas postagens e detalhei todo o processo no blog com pormenores do tratamento. O problema foi a clínica, que sempre pareceu muito interessada em dinheiro, ou seja, só podia “descer as escadas para a parte dos procedimentos” quando tivesse compensando a transferência dos valores.

Além disso, a dona/gestora da clínica foi extremamente insensível conosco em momentos bem complicados do tratamento, porque não é só uma questão de grana, mas de sentimentos e expectativas. Na 1ªFIV quando os exames sorológicos estavam com alguns dias a mais do prazo e ela não permitiu a punção, viramos a cidade atrás de um laboratório que fizesse no prazo para eu não perder os óvulos maduros e que não fosse interna com problemas sérios com o hiperestímulo, pois fiquei muito mal mesmo, com dores e líquido na barriga, febre e muito mal estar até para respirar.
Depois foram cobranças que chegavam a todo momento, dizendo que faltava pagamento de material, depois de honorários de enfermagem, depois de taxa de congelamento e outros.

Aí a “gota d´água” veio na segunda FIV, assim que tivemos o negativo e estávamos fazendo as contas para começar novo processo para transferir os embriões restantes, fizemos um questionamento e ela foi grosseira demais. Eu que estava chorando pelo negativo, comecei a chorar pela falta de sensibilidade e respeito que ela demonstrou neste momento. Até copiou o médico e foi um constrangimento total. Ele sempre foi gentil e a equipe dele também.

FASE: A TERCEIRA FIV
Ainda não consigo ponderar sobre a clínica, mas deu para perceber que tratam tudo com muito profissionalismo. O médico principal é muito ocupado, vive em congresso e nos atendeu no início. Nas demais fases, é a outra médica da equipe que está acompanhando, mas é bem atenciosa. Vou comentando aqui as impressões.

 
RESUMINDO: Adoro o médico que fez a 2ªFIV, confio nele e na equipe. Não tenho dúvidas da competência e integridade dele, mas estou trocando por causa da clínica.

Não sei se ele (chamarei aqui de Dr JV) já perdeu outros pacientes por este motivo, mas foi o que pegou no meu caso.
Então, agora procuro uma clínica que me cuide bem neste momento, que tenha um processo humanizado porque é tão difícil tudo isso e ainda assim não há como ter certeza de que dará certo. Tenho consciência que posso ter outro negativo. Isso faz parte.
Deixo aqui meus agradecimentos ao Dr. JV, um profissional que recomendo muito!

 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O que aprendi com as FIVs? Fazendo um balanço sobre o processo de fertilização, ansiedade e expectativas...


 
O post de hoje é mais reflexivo... Quem lê o título parece que já consegui o positivo e estou contando o aprendizado depois de um processo finalizado. Na verdade, ainda estou no processo, mas sei que logo vou conseguir. Ainda estou no caminho, mas espero ansiosamente pelo destino. Não desistirei, como já escrevi várias outras vezes.

Como comecei um novo ciclo de indução na segunda, para quem está acompanhando, terei um ultrassom na sexta e possivelmente a punção entre daqui a uns 9 a 13 dias, não dá para precisar ainda porque vai depender da evolução dos folículos.
Eu estou com um tantão deles no ovário, porque são policísticos e isso ajuda neste momento, mas o problema é que todos precisam crescer no mesmo ritmo. Então a torcida é para o corpo reagir bem, para que todos cresçam uniformes (que não tenha aceleradinhos que fiquem maiores porque isso atrapalha) e os pequenininhos não são puncionados.

Aí fiquei pensando neste processo e o que tenho aprendido com tudo o que aconteceu nos últimos tempos...

Na verdade, fui mais longe, desde que fui à primeira consulta em 2008 para saber porque não estava conseguindo engravidar após 6 meses de tentativa. Eu nem poderia imaginar que aqueles meses se transformariam em anos de tentativa.

Já se passaram 7 anos e foram “tantas emoções”, como cantaria Roberto Carlos... kkkkkk

Nas FIVs, aprendi bastante sobre o processo, mas também aprendi sobre mim.


Aprendi a ser paciente com a natureza, comigo e com a vida

Aprendi a respeitar o meu corpo e o seu ritmo
Aprendi que não posso controlar tudo como gostaria – e que por muito tempo achei que pudesse, o que gerava uma baita ansiedade

Aprendi que as pessoas dão muito palpite e não precisamos contar tudo para os outro

Aprendi também que não somos “de ferro” e autossuficientes, por isso precisamos de alguém para compartilhar

Aprendi que precisamos tirar força de uma parte de nossa personalidade que nunca soubemos que ela existia até então

Aprendi que a força não é deixar de chorar, mas é chorar porque ainda temos força para tentar

Aprendi que o mundo não será do nosso jeito, mas que mostramos ao mundo que fizemos nosso melhor.
 
Por hoje é só... Finalizando o post porque está na hora da 2ª picadinha de Gonal do ciclo. Bjs


 

domingo, 2 de agosto de 2015

Começando mais um ciclo. Desistir? Nunca!


Quanto tempo...mas acho que já perceberam que desapareço e depois tento atualizar com as novidades. Bom, neste período que sumi, não aconteceu muito coisa, foi mais o período das férias.
No último post, tinha comentado sobre as consultas, possibilidades de tratamentos e novidades (não muito boas) sobre o problema da varicocele do meu marido.

Após as últimas consultas, a recomendação foi aguardar a próxima menstruação e então começar nova indução. Ambos os médicos (tanto o meu médico da FIV anterior, o japa que é especializado em fertilidade masculina que buscamos para analisar o caso de fragmentação espermática e o novo especialista da CRHC) disseram que o problema deve estar na qualidade dos embriões e, para saber ou dar qualquer sequência, deveríamos gerar mais óvulos. Portanto, novas picadas, remédios, dinheiro e expectativa.

Nas férias aproveitei para ir à praia, organizar a casa, meus armários, principalmente o de sapatos, que são a minha paixão e, embora não seja este o tema do blog, comentarei sobre eles e minha coleção. Tive que dar um jeito de ficar apenas com 120 pares e cataloguei tudo no closet, ficou bem organizado depois da faxina geral e das etiquetas e padronização em todos com caixas iguais e por categorias. Tentei esquecer um pouco dos tratamentos, mas como fizemos os exames, não dava pra esquecer. Deixei nossos exames de sorologia prontos e meu marido fez ultrassom do escroto. Tadinho, ele ficou constrangido, mas deu certo.

Na semana passada, na terça, fomos até o médico japa, que é andrologista para ver os exames. Ele disse que realmente há uma varicocele no escroto direito e que a recomendava o seguinte: fazer indução e, no dia da punção, meu marido faria uma punção dos espermatozoides diretamente “da fonte”. Segundo ele, a varicocele altera a temperatura e esta seria a melhor forma de captar melhores nadadores com este procedimento chamado TESA.
 
Como é na sala ao lado do médico da FIV anterior, que foi ele quem recomendou, disse para marcarmos o início da minha medicação. Como estávamos meio reflexivos sobre a recomendação e ainda pensando no que o outro médico diria, não agendamos a outra consulta, achamos melhor ir para a casa. Muitas dúvidas... parecia tão agressivo este procedimento, pediu para meu marido pesquisar um pouco mais, tanto em termos de benefícios médicos como para comparar valores entre as clínicas.
Tive que viajar a trabalho no dia seguinte e então meu marido fez contato como a CRCH. Não conseguiu falar com o médico, mas a outra médica que fez meu ultrassom no dia da consulta o atendeu por telefone, Dra. Márcia, muito bacana. Ela disse que não recomenda o TESA, pois seria para casos em que o homem não tem a dosagem necessária de espermatozoides ejaculados, que não seria nosso caso. Apenas recomendava a ICSI para captação dos melhores.
Putz, realmente estou em dúvida, mas decidimos fazer na CRCH. O valor ficará bem parecido, cerca de R$15mil, sem medicamentos e extras. A previsão de mais uns R$8mil dos remédios. O tal do TESA ficaria mais R$4,5mil – e não é só a grana, mas a avaliação da necessidade da intervenção. Isso sem considerar taxas para descongelar se for congelado e não ciclo fresco, mas uns R$2,5mil a R$4mil. É um investimento, mas depois de duas FIVs e 3 TECs, não posso desistir.

A cabeça fica uma bagunça porque não há resposta sobre o porquê não deu certo nas FIVs anteriores e isso é o que pega. Sabemos que os embriões não são os melhores, mas porquê não evoluem? Porque não implantar e continuam a divisão das células? Os meus miomas podem atrapalhar?

Acabei não fazendo a tal de histeroscopia, os médicos disseram não ser necessário, recomendam ter foco na qualidade dos embriões.
Cheguei de viagem a trabalho do Rio, durante o dia troquei mensagens pelo WhatsApp com meu marido e então conversamos sobre o que fazer. Decidimos trocar de clínica, não pelo médico anterior, porque confiamos muito nele, mas foi pela clínica.
Não sei explicar, mas a dona da clínica é uma megera, contei isso no episódio, que ela foi extremamente insensível quando fizemos um questionamento sobre valores após o negativo na segunda TEC, mas antes tivemos vários outros problemas com cobranças, sempre tinha alguma taxa extra para cobrar e também não recebíamos todos os relatórios detalhados sobre os embriões. Fiquei em dúvida sobre os biólogos responsáveis, pois pedi um relatório com a imagem dos embriões transferidos (a pedido do novo médico que consultamos) e não recebi. Ninguém me deu retorno. Este novo médico disse que pela qualidade, os embriões não estavam bons para congelamento/descongelamento e a clínica não deu detalhes sobre a qualidade deles (quantidade de células) para tomada de decisão. Disso, não é pelo médico, mas uma busca de troca de clínica para tentar aumentar novas chances no manejo dos embriões e protocolos que possam aumentar a qualidade deles.

Portanto, resumindo: ontem, dia 01 de agosto, sábado, chegou a “maré vermelha” e vou começar o procedimento. Como estou na praia, aproveitando ainda o clima de férias, embora eu não esteja mais há um 10 dias, vou pegar a estrada agora para amanhã cedo ligar na clínica e fazer o ultrassom. Iniciando novo ciclo, lá vamos nós mais uma vez!!!!

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

O que esperar quando você está esperando... pela FIV


Pessoal, o título é uma paródia a um livro que ficou muito conhecido entre as grávidas, que é "O que esperar quando você está esperando". Neste caso, esperando... pela FIV.

Com a internet, é impossível não pesquisar e saber o que as mulheres que passam por isso sentem. É muito triste quando estamos seguindo um blog de uma "fivete" e lemos a notícia de um negativo.

Achei o máximo a expressão "fivete" para definir quem está no processo do FIV, assim como as "treinantes". Hoje pergunto para meu marido se vai ter "treino"... kkkkk Também peço para ele não desperdiçar os melhores "nadadores".

Por falar em blog, comecei a ler um bem bacana, com um estilo bacana de escrita, a forma de encarar o processo, que é da Mar Brogg. Felizmente ela está grávida com a 2ª tentativa, mas o post mais bacana foi o da 1ª fertilização, quando ela descreve o processo. 

O link é http://diariodeumfiv.blogspot.com.br/2013_02_01_archive.html, com o título "Pontinhos de luz... no forninho", de 21/2/13.

O trecho que chamou a atenção é onde ela comenta sobre os pontos brilhantes.



Mar, vou reproduzir aqui, tá?

"Fui para o centro cirúrgico... aquela rotina... perna pra lá... perna pra cá... o médico começa a "preparar o campo"... e observo que ao meu lado esquerdo tem uma janelinha que dá pra uma outra sala, meio escurinha, dá pra ver uma moça num microscópio eletrônico.... é lá que estão os filhotinhos....

Quando o médico dá o ok, a menina fala lá de dentro meu nome completo, levo um susto e chego a responder! Ela com todo o cuidado do mundo, entrega para outra moça, que está do lado de cá, um tipo de uma seringona gigante (eu estava meio longe, mas me parecia isso, uma seringa alongada de uns 30 cm)... nessa altura do campeonato óbvio que as lágrimas já estavam escorrendo e eu engolindo o choro pra barriga não chacoalhar muito!... A outra moça pega com a delicadeza de quem pega a mais rara porcelana chinesa.... e entrega para o médico...

Então ele diz onde vai colocar, mostra no vídeo, coloca... eu não sinto absolutamente nada... e de repente aparecem uns pontinhos brilhantes na tela... coisa mais engraçada, no meio daquela imagem preto e branco toda borrada que a gente pouco entende... aparecem bolinhas brilhantes... brilhantes mesmo, não é exagero..... tá aí uma imagem que não quero esquecer... se nada der certo, pelo menos eu sei, que naquele instante... eles estavam lá... e naquele momento, pelo menos, eu "estava" mãe... e o Mau pai... de 3!!!"