quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Por que a FIV pode dar errado?

Estou na fase de investigação para saber por que a FIV pode dar errado.
Vou colocar em prática as minhas habilidades de pesquisadora.


Para começar, encontrei um texto bacana no site do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), com um artigo muito bem esclarecido sobre os fatores que alterar a fertilidade e os tratamentos.

“Aspectos Importantes sobre a Pesquisa e o Tratamento da Infertilidade”, publicado pelo Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi


Também entrei em um fórum, com um post publicado por Maria Lúcia Tomé, chamado “Cuidado especial antes de se correr para uma FIV” que me chamou a atenção.

Vou reproduzir, porque fiquei pensando em 2 problemas comuns que nem sempre são investigados antes da FIV:

1)         Trombofilia
A trombofilia é uma doença relacionada à coagulação do sangue que pode ter influência na fertilidade. Embora a ligação ainda seja considerada incerta no mundo científico, o tratamento da doença costuma melhorar as chances de a mulher ter uma gravidez de sucesso. A doença também estaria relacionada à dificuldade de implantação de embrião ou abortos de repetição. Os coágulos podem diminuir o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a oxigenação dos tecidos, o que é fundamental tanto para que o embrião se fixe no útero, quanto para o seu desenvolvimento.
Para pacientes que tenham passado por abortos recorrentes ou falhas de implantação, o tratamento pode ser feito com uso de anticoagulantes, como a aspirina infantil, ou, nos casos mais graves, a heparina.

2)         Fatores Imunológicos (Aloimunidade e Cross Match)
Acredita-se que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento da carga genética diferente de um feto, e com isso, consiga protegê-lo contra a destruição. Haveria, assim, a produção dos chamados anticorpos bloqueadores que protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este tipo de resposta recebe o nome de aloimunidade. Quando não existe grande variabilidade genética entre o homem e a mulher, mesmo que eles não sejam parentes, tais anticorpos não são produzidos, deixando o embrião susceptível ao ataque do sistema imune. Portanto, se existe certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno, tais anticorpos bloqueadores não serão produzidos. Sendo assim, o embrião tem maior chance de ser destruído pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em tais casos poderá ser reconhecido como abortamento de repetição.

Voltando ao post, vou reproduzir o que ela escreveu e depois complementarei:

“Oi, meninas, tenho 37 anos, estou casada há 5 anos, evitei filhos mecanicamente por 3 anos e há 2 anos tento engravidar. Fiz todos os tipos de tratamento e de exames, acompanhada de vários especialistas e nunca aparecia algo de errado comigo ou com o meu marido, mas sempre nada! 
Até que, já desgastados com os procedimentos, tabelas, termômetros, tentamos uma FIV, hoje eu diria por falta de mais informação. Digo isso pois só após o fracasso da FIV é que tomei conhecimento de outros exames mais específicos que poderiam ter sido pedidos muito ANTES, não só para evitar o desgaste emocional, como pelo alto custo financeiro da FIV, muitas vezes intangível para muitos casais, agravado pela perda de tempo precioso quando se passa dos 35 anos. 
Com este veredito gostaria de avisar a todas as mulheres que tentam engravidar em vão, sem causa aparente, que não busquem o recurso da FIV sem antes descobrir detalhadamente quaisquer outros fatores desconhecidos através de exames laboratoriais específicos como os para constatar ou descartar halominunidade, incompatibilidade genética, hipo ou hipertireoidismo, trombofilia como anticardiolipina, anticoagulante lúpico, DHEA e outros. Resultam muitas vezes em alterações passíveis de tratamento medicamentoso, que aumentam em muito as chances de se engravidar naturalmente. Faça sempre estas perguntas ao seu médico desde o começo de qualquer tentativa. Exija aprofundamento das pesquisas desde o começo. 
Não custa nada descobrir antes que se perca mais tempo. Fica aqui o nosso recado, não busque a FIV sem antes pesquisar todas as causas possíveis. Sairá muito mais barato e você entenderá muito mais do que acontece com você e seu organismo. 
Eu ainda não engravidei, pois só agora tomei a vacina e vou começar a tomar heparina, pois constatei apenas recentemente que tenho trombofilia haloimune e quando olho para trás vejo o tempo que perdemos sem esta informação que divido aqui com vocês, numa tentativa de alertá-las a não repetir o mesmo erro. Sabe, a gente tem que fazer certas exigências. Acabou a época em que não se tinha informação. Diga queremos, precisamos, exigimos todos os tipos de exames AGORA, não depois de fracassadas quantas FIVs, etc. Sabe-se que cada caso é um caso, mas QUANDO NÂO SE TEM CAUSA APARENTE a gente tem que ir na frente e EXIGIR mais exames para descartar ou constatar o verdadeiro problema. 
Agora eu vejo como é comum esta possibilidade e poucas de nós sabemos. Precisamos avisar o maior número possível de mulheres, para parar este mecanismo de 3, 4 ou 5 FIVs até se pedir um exame para trombofilia ou haloimunidade, imagine, quanto prejuízo moral, emocional e financeiro!! Agora estamos cheios de fé, pois com este novo e fiel diagnóstico, ficamos mais perto do sonho de segurar nosso bebê no colo. Longe de outra FIV. Boa sorte para você também!!!

A partir de agora, me concentrarei na análise do que mais afeta o sucesso da FIV e estes depoimentos são importantes.

Para saber mais, tem outros post que deixei aqui no blog sobre o assunto:
http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2013/11/por-que-fiv-pode-dar-errado-motivos-da.html