sábado, 17 de agosto de 2013

Decidimos: vamos fazer o Cross Match


Oi, meninas

Estou meio sumida, pois não tenho novidades. Agora tenho que esperar o novo ciclo para retomar o tratamento.

Também conversei com meu marido e tomamos uma decisão: faremos o Cross Match nesta semana. Vamos fazer o que for necessário, como tomar as vacinas.

Quem acompanhou os posts anteriores, sabe que desconfio da eficácia deste exame, mas estou apelando para tudo. Espero que a ciência possa ajudar, acho que a fragilidade deste momento nos leva à buscar esperança nos tratamentos possíveis...

A semana foi tensa no trabalho e até deixei estas questões mais pessoais de lado, já que não daria para fazer muita coisa sem os exames. Tenho tentado pensar em outras coisas para não fixar no negativo e esquecer um pouco da decepção.

Hoje, sabadão, acordei cedo para trabalhar, à tarde tirei uma soneca para o “sono embelezador” e recuperar as energias e ir ao shopping para algumas comprinhas.

Enquanto não sou mãe (por enquanto...) continuo investindo em mim (bem egoísta.... rd), pois sei que em breve só pensarei  em coisas para o bebê.  Não vejo a hora! Os 3 “congeladinhos” vão esperar um pouco... mas vai valer a pena!
 

 
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Aprendendo a lidar com o negativo da FIV

Meninas, tenho escrito pouco, mas é que estou sem novidades.
Estou no aguardo da aprovação do plano médico dos exames de sangue para avaliar trombofilia e farei o Cross Match na semana que vem.
Apesar de todas as dúvidas sobre a eficácia do Cross Match, conversei com meu marido e acho que vamos fazer. O grande problema é que sei que o resultado recomendará as tais vacinas e não há consenso se realmente funcionam – e tenho dúvidas se realmente funcionam.
Todos os exames normais, não sei o que pode ser... então devemos pensar em como usar os recursos da ciência, mesmo que ainda esteja em dúvida.


Voltei a fazer atividades físicas e o meu corpo voltou ao normal. Tinha ficado bastante inchada e com uns quilos extras, agora já me recuperei fisicamente.
Já no aspecto psicológico, posso dizer que estou com a sensação de ressaca. Parei de falar sobre o assunto com meu marido, que estava ficando estressado – e não apenas com o assunto, mas também com o trabalho, aí junta tudo, um caos.
Não sei se comentei, mas eu e meu marido trabalhamos juntos, tentamos separar as coisas, mas não tem sido fácil. No trabalho, tivemos mudança de diretoria, muita pressão por metas e início das aulas na faculdade (já que somos professores também, é bem agitado).
Ele estava tão carinhoso comigo quando achava que eu estava grávida, me sentia uma princesa. Depois do negativo, ele mudou completamente... Ai, isso me deixa tão triste.
Posso dizer que um negativo na FIV abalou nosso casamento.
Agora estou esperando passar este semana estranha para retomar tudo semana que vem. Estou juntando forças e vamos lá...


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cross Match: fazer ou não fazer? Funciona ou não funciona?

Estou me organizando para as próximas etapas e uma nova transferência. Enquanto isso, vou compartilhando com vocês o que está acontecendo.
Nesta fase, o dilema é se tento sem fazer os exames (para verificar a questão imunológica do casal, possíveis problemas como trombofilia e se faço o PGD dos embriões congelados).
Tem a questão da grana, que é um fator que sempre pesa – que ficaria mais ou menos R$4.000,00 (R$500,00 do PGD, R$400 dos exames de sangue que o plano não cobre, R$500,0o da consulta para fazer o Cross Match, R$500,00 do Cross Match, R$2100,00 de 3 doses da vacina antes da transferência – sem contar as que virão depois).
Mas também ficou em dúvida sobre a eficácia do Cross Match. A médica já avisou que não é um consenso na literatura médica, mas uma possibilidade a tal a vacina.
A consulta seria com o tal do Dr. Barini, que preconiza esta vacina. A clínica dele fica um quarteirão abaixo do consultório da minha médica. Ela disse que, ao tentar engravidar, fez o tratamento e hoje tem gêmeos.
Realmente não sei...Mas aí vem à cabeça aquela venha frase, “se não tentar, não vou sabe”.
Como estou na fase de recomeço, estou pronta para tudo.



Li em alguns blogs de fivetes que fizeram o teste e todas que fizeram (todas!!!) deu negativo (para estar bom deve ser positivo, pois se deu negativo é que há implicações entre o sistema imunológico do casal, que segundo os médicos, o sangue do pai é muito parecido com o nosso e o corpo reage.
Até tem o blog da Iracema (Diário de uma Fertilização) em que ela conta que, mesmo sendo já mãe de duas filhas, o exame deu negativo – aí o médico disse que era outro pai e tal. Pelo que entendi,  ela fez o tratamento com as vacinas  ILP (que é produzida com leucócitos paternos).

Há muita discussão mesmo sobre a eficácia, o que nos deixa ainda mais em dúvida....

Sobre o Cross Match
O exame de Cross Match é uma avaliação da presença de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Quando o resultado é negativo, a mulher deve receber 3 doses da vacina antes da fertilização.
Este tratamento imunológico então é baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo da mãe. O intuito é estimular a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que auxiliarão na gravidez (implantação).
Em resumo, esta é a teoria que justifica o uso deste tratamento imunológico, com linfócitos paternos (ILP) para casos de falhas na implantação ou abortamentos em repetição, decorrente de causas associadas à aloimunidade.
O que mais me deixa a dúvida é que todas as mulheres, que nunca engravidaram, terão o Cross Match negativo, pois nenhuma mulher nasce imune à gravidez. De forma forma, podemos dizer que é durante a gravidez que irá se imunizar ou durante o tratamento com as vacinas. Assim, um “negativo” no resultado é o esperado.

Não sei se fui clara, mas de qualquer forma, vou acabar me submetendo às vacinas, se fizer o exame. Esta seria uma precaução depois de uma FIV negativa.
Aí que pergunto: será que realmente preciso? Será necessário ou um stress extra, além dos vários que passamos?
Bom, resolvi entrar em contato com as clínicas.

Em Campinas, há 3 lugares que o exame pode ser feito:

1)  Clínica Alovita (do tal Dr. Barini – que já deve estar rico a esta altura, com o desespero dos casais inférteis)
Liguei lá agora e o exame custa R$480,00 (pago com dinheiro ou cheque, não aceita cartão)

2) Na UNICAMP (onde fazem somente o exame, que apesar de ser no HC, é pago, pois para entrar na fila da FIV por lá, tem uma série de critérios baseados na renda)
Como imagino que seja uma mega fila e bem demorado, acho que vale a pena tentar na clínica

3) No laboratório Fleury
Tentei ligar muitas vezes, mas não consegui retorno (se fazem ou qual o valor)

Estava lendo um tópico bacan no E-family que a Solures conta um pouco sua história e recomenda fazer sempre o Cross Match de Citometria de Fluxo.
Valeu, Solures, vou lembrar disso.

Meninas, vale a pena ler o tópico: http://www.e-familynet.com/phpbb/viewtopic.php?t=410250

Achei o link de uma outra clinica que faz isso (não consigo parar de pensar que há todo o aspecto lucrativo do negócio e na % de eficácia, sou muito desconfiada): http://www.aloimune.med.br/noticias.asp?cod=11

domingo, 11 de agosto de 2013

Próximos passos depois do Negativo

Gente, sumi por uns tempos. Na verdade, não tinha muitas novidades e foi uma semana bem corrida no trabalho. Até tentei me desligar um pouco do assunto "gravidez", meu marido falou que eu estava ficando paranoica e só falava nisso. Percebi que ele estava certo, eu estava obcecada. Na verdade, estava muito frustrada por tudo. 
Não tem sido fácil em família, pois ninguém sabe de nosso tratamento. Gostaria de compartilhar com alguém e me sinto melhor quando compartilho com vocês!
Já passei da fase de dar satisfações à família, principalmente às tias chatas que em festa de família perguntam se nunca vou ter filhos. Me dizem que sempre me voltei muito para o trabalho e aí digo: "É verdade, o meu negócio é trabalho, não penso em ter filhos". Deixo por isso mesmo, é melhor assim, pois tive a fase dar respostas atravessadas, com por exemplo, "ninguém paga minhas contas" ou "vou esperar a hora certa".
Aí tem aquelas pessoas com cara de pena, dizendo "Deus vai te ajudar". Eu devia fazer uma cara de c* porque todas as pessoas se intrometem em nossa vida. Uma vez vi uma frase em parachoque de caminhão que todos deveria, usar: "Deus deu a vida para cada um cuidar da sua". Nossa, desculpem, como escrevi, estou na fase da revolta, mas já está passando...
Sei que minha mãe fica triste e até chorou, ainda mais que minha irmã, 10 anos mais nova, acabou de ter um bebê. Ele é lindo, seria madrinha dele e são apenas opções que não preciso justificar porque não tive filhos antes.
E aí, dando sequência, os próximos passos incluem:
1)    Sair da fissura de engravidar e deixar o processo fluir
2)    Pedir autorização ao plano de saúde dos exames de sangue
3)    Escolher a clínica para fazer o Cross Match

Confesso que ainda tenho muitas dúvidas sobre este exame Cross Match e a eficácia, tenho medo de me decepcionar novamente e passar de novo por vários exames para nada.
A própria médica disse que é possível que a gente faça o exame, use as vacinas, gaste tempo, dinheiro e mais expectativas para nada.
Nesta semana farei tudo isso para retomar os planos.

Tenho lido blogs de outra fivetes e me animando.


O que acontece com a menstruação depois da FIV ou TEC?

O que acontece com a menstruação depois da FIV/TEC?

Gente, após a ressaca do negativo e de alguns posts mais técnicos, estou voltando a escrever.
Para quem está acompanhando: o Beta fiz no D13, uma paulada na cabeça que me tirou o sentido... Parei com a medicação e 3 dias depois, fiquei menstruada - domingo passado).
Logo depois do resultado, voltei a conversar com a médica para discutirmos o que deu errado. Tenho suspeita de que nos precipitamos e ela não pediu todos os exames, por exemplo, de tipagem sanguínea do casal, cariótipo ou o cross match.
Acho que faltaram os exames imunológicos do casal, já que a investigação de problemas genéticos deve ser parte da explicação do insucesso da implantação. Assim o problema pode ser também do endométrio e pesquisei que existe um novo exame (ERA – Receptividade Endometrial ARRAY), que avalia a receptividade endometrial, poderá esclarecer alguns resultados negativos e melhorar as chances de gravidez.
Quem acompanhou o blog nestes dias percebeu que fiz uma pesquisa na web sobre os motivos, tem uma pasta no meu computador com um “dossiê” sobre os problemas... Mas preciso parar de olhar os problemas e pensar na solução! E a melhor coisa, além de ficar paranoica com o Dr. Google, é conversar com a médica.
Mas já estou cogitando buscar outras clínicas, principalmente que é a CRH, Clínica de Reprodução Humana de Campinas, que é referência no Brasil e América Latina, bem pertinho da minha casa. São médicos professores da UNICAMP, instituição onde estudei (fiz minha graduação, mestrado e doutorado) e confio muito.
Como ontem me senti bem mal quando a M (“monstra” - chegou no domingo passado), fiquei pensando... “O que acontece com a menstruação depois da FIV/TEC?
Bom, após o Beta negativo, a progesterona (Utrogestan®, Crinone®, Evocanil®, dentre outros) é imediatamente interrompida – e no meu caso, usava estrogênio (tomando Natifa e colocando adesivos de Estradot). Assim o sangramento menstrual é esperado que aconteça, em média, entre 2 a 10 dias após a interrupção deste hormônio.
Mais do que o aspecto simbólico, a menstruação é o resultado natural do processo fisiológico que marca o fim de um ciclo e o início de outro. Aí renovamos nossas esperanças e repensamos o que fazer.
Aí vem aquela outra pergunta: “O ciclo é diferente depois da FIV com Beta Negativo?”
Quando a transferência é feita no “ciclo fresco”, verifica-se que o aparelho reprodutivo ainda não retornou por completo ao status pré-tratamento. Os ovários habitualmente se encontram ainda aumentados de volume e organismo feminino está retomando a sua anatomia e o seu funcionamento. Esta involução gradual costuma levar vários dias ou até mesmo algumas semanas.
Já nos ciclos de transferência de embriões que se encontravam criopreservados o retorno ao funcionamento normal se dá de forma quase imediata. Este foi o meu caso e o que senti de diferente foi a cólica inicial muito mais forte.
Como era domingo, resolvi correr no parque para ver se o negócio descia logo. Foi um caos, pois a dor era muito forte e o meu carro estava estacionado a pelos menos uns 3 km do lugar em que comecei a passar mal. Reduzi o ritmo e continuei a corrida, completando os 6km do percurso. Mas também dormi o resto do dia, depois de me entupir de Ponstan.
Agora é a fase de investigação para explicar ou tentar identificar a causa do insucesso.
Neste momento, vale fazer alguns exames ainda não realizados, para completar a avaliação. Dentre estes, alguns dos mais solicitados são a histeroscopia, exame que verifica como está o interior da cavidade uterina onde são colocados os embriões e a parte imunológica da paciente.
Abaixo alguns questionamentos que podem povoar em nossas cabecinhas ansiosas.... 
Foram respondidas pelo Dr. Marcos Höher,  integrante da equipe do Centro de Reproduçao Humana Nilo Frantz (a referência com o link está ao final).

Neste mesmo ciclo ovula-se normalmente ou pode acontecer de não ovular?
Assim como ocorre após a suspensão da pílula anticoncepcional, a retomada dos ciclos menstruais ovulatórios regulares após os ciclos de fertilização in vitro acontece de uma forma bem variável e pouco previsível. Algumas mulheres rapidamente tem sua produção hormonal restabelecida, enquanto outras vão necessitar de mais tempo para retomarem a sua plena capacidade ovulatória.

E no mês seguinte, a menstruação poderá atrasar? Os hormônios poderão ficar "bagunçados"?
No segundo mês (ou ciclo) após uma fertilização in vitro a maioria das mulheres já recuperou a sua produção hormonal. A duração do tratamento corresponde a 1(um) ciclo e no seguinte é comum haver alguma irregularidade ou disfunção. No entanto, no ciclo subseqüente tudo já deve estar voltando ao normal.

É comum a formação de cistos após o uso de medicamentos que estimulam os ovários durante a FIV / TEC ou isso é mito?
O ovário, por natureza, é um órgão em constante atividade e mutação e a formação de cistos é extremamente frequente.
Já no ciclo de FIV o que se verifica é o crescimento intencional de múltiplos folículos ovarianos. Após a punção para coleta dos óvulos alguns destes folículos puncionados se enchem novamentente de líquido (chamado de transudato) ou de sangue formando múltiplas pequenas cavidades císticas. Trata-se de algo esperado e com regressão completa transcorridos alguns dias ou semanas. Na ocorrência da gestação é observada uma reabsorção mais lentas destes "cistos" e uma persistência dos mesmos até a completa reabsorção por um período mais prolongado.


É isso, fiquei uma semana menstruada, triste porque era para já estar curtindo a gravidez.
Zapeando na TV, acabei de ver a notícia naquele programa “Domingo Espetacular” que a Ana Hickmann está grávida e fez FIV.
Poxa, todo mundo, menos eu? L

Desculpem, estou na fase da revolta, depois passa...




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quanto custa uma FIV?

Meninas, tudo bem?

Depois da necessidade de fazer os exames (cross match) e outras investigações, fiquei pensando em quanto tinha gastado até o momento com a FIV - sem contar um medicamento ou outro que a gente esquece - ou quanto gasta com um monte de vitamina (só aí vai uns R$300,00 por mês).

Ainda estou pensando no que fazer, mas acho que vou tentar os exames da imunologia, tô pensando...

Bom, para se ter uma ideia, para o meu tratamento o que gastei (mais ou menos), foi:


Exames não cobertos pelo plano de saúde
R$700,00
Honorários médicos
R$2.500,00
Clínica
R$6.500,00
Congelamento dos embriões
R$1500,00
Material para transferência
R$500,00
Medicamento (Menopur – 12 cx)
R$1340,00
Medicamento (Ovidrel – 1 cx)
R$350,00
Albumina (por causa do Hiperestímulo)
R$350,00
Femara (por causa do Hiperestímulo)
R$520,00
Dostinex (por causa do Hiperestímulo)
R$70,00
Estradot (4 cx)
R$320,00
Natifa (4 cx)
R$140,00
Evocanil (5 cx)
R$300,00
Total
R$15.090,00

Obs.: Valores de referência de maio a junho / 2013.


Não tenho referência de outros lugares, mas esta é a variação próxima do que vi na internet. 

No meu caso aumentou um pouco porque tive hiperestímulo na indução da ovulação.

Não sei se alguém que está lendo tem outras informações.

Sei que tem a chamada "FIV garantida" em algumas clinicas, que independente do valor por tentativa, garante até que se engravide - não sei bem as condições, teria que pesquisar um pouco mais.



Juntando os cacos e partindo para a próxima tentativa

Para quem está acompanhando a minha jornada e toda a decepção depois do negativo, estou na fase de recuperação da notícia (mais emocional, porque físico a gente não sente muita coisa quando é feita TEC - Transferência dos Embriões Congelados).

No domingo fiquei menstruada, com cólica absurdamente forte e fluxo intenso. Também, depois de tantos hormônios, o corpo sente. Como engordei uns 3Kg, voltei a fazer atividade física.

Continuo tomando vitaminas (B, C, E) e ácido fólico, também tenho comigo um monte de gelatina. Cortei doces e o café já tinha cortado há muito tempo.

Estou preparando novamente o meu corpo para receber os 3 "congeladinhos" que estão na clínica.

Na segunda fui até a médica, meu marido foi comigo. Ele tem sido muito compreensivo, ficou decepcionado com o negativo e está me dando muito apoio. Me mimou tanto nos dias que esperamos o resultado, tive "13 dias de vida de princesa" kkkkkkk

Como já tinha feito uma pesquisa no Dr. Google (tá, seu sei que não devia, mas fiz...), aí fui esperando uma resposta da médica, que falou maios ou menos o que já era de protocolo - mas deixou algumas dúvidas.

Tudo são probabilidades e aí tem que haver um pensamento bem racional...

Ela disse que a falha na implantação dos embriões pode ser decorrente de falhas genética e há médico que preferem tentar duas transferências antes de solicitar alguns exames (que são caros e os planos de saúde não cobrem).

Como, em nosso caso em particular, não queremos perder tempo, ela disse que podemos fazer a investigação antes de usar os congeladinhos.

Assim, os problemas poderiam ser: 

a) Imunológicos: faremos o Cross Match e alguns exames de sangue (o exame custa R$500,00 e se precisar usar as vacinas, são R$700,00 cada dose, sendo 3 antes da transferência e mais algumas até o 3º mês de gravidez.

b) Genético: podemos fazer o PGD para analisar os embriões (que custa R$500,00) - embora a médica tenha dito que na minha idade (36 anos), são mais raros os problemas desta natureza

c) Fisiológicos: que seriam do endométrio, mas ela descartou.

Para garantir, também pediu alguns exames para analisar se há problemas de trombofilia.

Estou com a lista de exames e vou passar na Unimed para ver se autorizam... Acho que não vai rolar pelo plano, mas vou tentar.


Pelo que conversei com meu marido, vamos fazer esta investigação, mesmo que demore um pouco mais para a próxima transferência...

Até arrumei um trampo extra (dar uma aulas nos cursos de pós-graduação) para reforçar o caixa e uma grana para compensar estes exames. Fazer o quê... tenho certeza que isso não é nada perto da alegria que os bebês nos trarão. 



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Depois do Negativo, estou de volta...

Gente, após a ressaca do negativo e de alguns posts mais técnicos, estou voltando a escrever.

"Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima..." Bora lá!
Só pra relembrar: estou na 1ª FIV, fiz uma TEC no dia 18 de julho e o Beta no D13. Deu negativo, uma paulada na cabeça que me tirou o sentido... Parei com a medicação e 3 dias depois, fiquei menstruada (ontem, domingão).



Hoje, enquanto escrevo, estou aguardando o horário em que chegue a assistente da médica para agendar uma consulta e discutirmos o que deu errado. Tenho suspeita de que nos precipitamos e ela não pediu todos os exames, por exemplo, de tipagem sanguínea do casal, cariótipo ou o cross match. Acho que faltaram os exames imunológicos do casal, já que a investigação de problemas genéticos deve ser parte da explicação do insucesso da implantação. Assim o problema pode ser também do endométrio e pesquisei que existe um novo exame (ERA – Receptividade Endometrial ARRAY), que avalia a receptividade endometrial, poderá esclarecer alguns resultados negativos e melhorar as chances de gravidez.
Quem acompanhou o blog nestes dias percebeu que fiz uma pesquisa sobre os motivos, tem uma pasta no meu computador com um “dossiê” sobre os problemas... Mas preciso parar de olhar os problemas e pensar na solução! E a melhor coisa, além de ficar paranoica com o Dr. Google, é conversar com a médica. Mas já estou cogitando buscar outras clínicas, principalmente que é a CRH, Clínica de Reprodução Humana de Campinas, que é referência no Brasil e América Latina, bem pertinho da minha casa. São médicos professores da UNICAMP, instituição onde estudei (fiz minha graduação, mestrado e doutorado) e confio muito.
Como ontem me senti bem mal quando a M chegou, fiquei pensando... “O que acontece com a menstruação depois da FIV/TEC?
Bom, após o Beta negativo, a progesterona (Utrogestan®, Crinone®, Evocanil®, dentre outros) é imediatamente interrompida – e no meu caso, usava estrogênio (tomando Natifa e colocando adesivos de Estradot). Assim o sangramento menstrual é esperado que aconteça, em média, entre 2 a 10 dias após a interrupção deste hormônio.
Mais do que o aspecto simbólico, a menstruação é o resultado natural do processo fisiológico que marca o fim de um ciclo e o início de outro. Aí renovamos nossas esperanças e repensamos o que fazer.
Aí vem aquela outra pergunta: “O ciclo é diferente depois da FIV com Beta Negativo?”
Quando a transferência é feita no “ciclo fresco”, verifica-se que o aparelho reprodutivo ainda não retornou por completo ao status pré-tratamento. Os ovários habitualmente se encontram ainda aumentados de volume e organismo feminino está retomando a sua anatomia e o seu funcionamento. Esta involução gradual costuma levar vários dias ou até mesmo algumas semanas.
Já nos ciclos de transferência de embriões que se encontravam criopreservados o retorno ao funcionamento normal se dá de forma quase imediata. Este foi o meu caso e o que senti de diferente foi a cólica inicial muito mais forte.
Como era domingo, resolvi correr no parque para ver se o negócio descia logo. Foi um caos, pois a dor era muito forte e o meu carro estava estacionado a pelos menos uns 3 km do lugar em que comecei a passar mal. Reduzi o ritmo e continuei a corrida, completando os 6km do percurso. Mas também dormi o resto do dia, depois de me entupir de Ponstan.
Agora é a fase de investigação para explicar ou tentar identificar a causa do insucesso.
Neste momento, vale fazer alguns exames ainda não realizados, para completar a avaliação. Dentre estes, alguns dos mais solicitados são a histeroscopia, exame que verifica como está o interior da cavidade uterina onde são colocados os embriões e a parte imunológica da paciente.
Abaixo alguns questionamentos que podem povoar em nossas cabecinhas ansiosas.... 
Foram respondidas pelo Dr. Marcos Höher,  integrante da equipe do Centro de Reproduçao Humana Nilo Frantz (a referência com o link está ao final).

Neste mesmo ciclo ovula-se normalmente ou pode acontecer de não ovular?
Assim como ocorre após a suspensão da pílula anticoncepcional, a retomada dos ciclos menstruais ovulatórios regulares após os ciclos de fertilização in vitro acontece de uma forma bem variável e pouco previsível. Algumas mulheres rapidamente tem sua produção hormonal restabelecida, enquanto outras vão necessitar de mais tempo para retomarem a sua plena capacidade ovulatória.

E no mês seguinte, a menstruação poderá atrasar? Os hormônios poderão ficar "bagunçados"?
No segundo mês (ou ciclo) após uma fertilização in vitro a maioria das mulheres já recuperou a sua produção hormonal. A duração do tratamento corresponde a 1(um) ciclo e no seguinte é comum haver alguma irregularidade ou disfunção. No entanto, no ciclo subseqüente tudo já deve estar voltando ao normal.

É comum a formação de cistos após o uso de medicamentos que estimulam os ovários durante a FIV / TEC ou isso é mito?
O ovário, por natureza, é um órgão em constante atividade e mutação e a formação de cistos é extremamente frequente.
Já no ciclo de FIV o que se verifica é o crescimento intencional de múltiplos folículos ovarianos. Após a punção para coleta dos óvulos alguns destes folículos puncionados se enchem novamentente de líquido (chamado de transudato) ou de sangue formando múltiplas pequenas cavidades císticas. Trata-se de algo esperado e com regressão completa transcorridos alguns dias ou semanas. Na ocorrência da gestação é observada uma reabsorção mais lentas destes "cistos" e uma persistência dos mesmos até a completa reabsorção por um período mais prolongado.

Fonte: http://www.nilofrantz.com.br/noticias/o-que-acontece-com-a-menstruacao-depois-da-fiv/119/pagina-6

domingo, 4 de agosto de 2013

Pesquisando sobre porquê a FIV não dá certo...

Reproduzo aqui o trecho de um artigo disponível no site da Clínica Nilo Frantz, que traz esclarecimentos...

Abaixo algumas das causas mais comuns que levam a falhas na fertilização in vitro temos:

Alterações imunológicas
Existe um grande número de anormalidades no funcionamento do sistema imunológico que podem impedir a adequada implantação de embriões no ambiente uterino. Através da realização de exames de sangue altamente especializados, faz-se hoje possível diagnosticar e tratar tais alterações. 
Depois de adequada investigação, frequentemente são diagnosticadas elevações nos níveis de células natural killers (NK) ou de anticorpos do tipo anti-fosfatidilserina, anti-cardiolipina, anti-tireoglobulina, entre outros. Além da síndrome anti-fosfolípides, mutações em genes como o MTHFR, da protrombina e do fator V de Leiden também podem ser avaliadas. 
Os tratamentos variam desde o uso de comprimidos de ácido fólico, prescrição de corticóides, até a necessidade do uso diário de injeções subcutâneas de enoxaparina sódica. Em alguns casos específicos, pode estar indicada a administração de imunoglobulina humana endovenosa ou de imunizações com linfócitos paternos.

Alterações uterinas
Através de exames como a ultra-sonografia transvaginal de alta resolução, a histerossonografia, a ressonância nuclear magnética, a histerossalpingografia e a histeroscopia é possível diagnosticar e tratar problemas que levem às falhas de implantação embrionária.
Anormalidades como endometrite, pólipos endometriais, miomas submucosos ou sinéquias podem ser identificadas e tratadas.

Alterações cromossômicas e genéticas
Significativo percentual dos embriões gerados, seja naturalmente, seja mediante tratamento, apresenta anomalias em seus genes ou cromossomos, o que acabar por impedir o desenvolvimento de uma gestação normal. Sucessivos abortamentos ou repetidas falhas em fertilizações in vitro podem ser decorrentes deste tipo de alteração. 
Além da análise por cariótipo do homem e da mulher, hoje dispõe-se de uma série de métodos capazes de identificar o problema. Destacam-se o estudo do material nos casos de abortamento, o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD/PGS) e o array-CGH, estes últimos capazes de rastrear alterações cromossômicas e gênicas no estágio embrionário, antes mesmo da implantação da gestação no útero da futura mãe. 
O método array-CGH, por exemplo, está permitindo revelar milhares de alterações gênicas que até então não eram nem sequer suspeitadas. Algumas começam a ser descobertas e descritas na literatura médica somente agora. Este exame, quando indicado, analisa embriões no estágio de blastocisto (5º dias pós-fertilização in vitro) e exclui alterações gênicas imperceptíveis no estudo do cariótipo, elevando assim a taxa de gestação para até 60% por tentativa.

Alterações na qualidade dos gametas (óvulos e espermatozóides)
A qualidade dos gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozóides) influencia diretamente nas taxas de gravidez.
O embrião é o resultado da fusão destas duas células germinativas.  Basta uma ser alterada para não ocorrer a fecundação ou haver o desenvolvimento inicial de um embrião que não resultará em gestação evolutiva. 
No caso dos óvulos, verifica-se com o passar da idade o aumento no percentual de anômalos. Tal queda na qualidade se acentua após os 35 anos. Mas, mesmo mulheres jovens podem ter problemas desta ordem. Fatores agravantes são o tabagismo, o uso de drogas, o contato com substâncias químicas tóxicas e uma alimentação inadequada, sobretudo, a ingestão frutas e verduras com pesticidas. 
No caso do homem, verifica-se no exame espermocitograma uma parcela significativa de distúrbios na quantidade, na motilidade e/ou na morfologia dos espermatozóides. Exames como o teste de fragmentação do DNA espermático, por exemplo, podem quantificar se há ou não um comprometimento acentuado na cromatina. A superampliação da imagem dos espermatozóides em até 16 mil vezes (técnica denominada de IMSI ou, no Brasil, de super-ICSI) tem auxiliado os embriologistas a selecionarem os melhores espermatozóides.



Um dos principais quesitos para o sucesso do tratamento é o controle rigoroso da qualidade vigente no laboratório de reprodução assistida. Os investimentos em equipamentos e insumos, bem como na constante qualificação da equipe são fatores que, embora não estejam ao alcance da avaliação dos casais, tem estreita relação com o sucesso dos ciclos de fertilização in vitro.  

Para ver outro texto, pois continuo pesquisando, leiam o outro post deste blog, chamado "Por que a FIV pode dar errado: motivos da falha de implantação dos embriões"


http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2013/11/por-que-fiv-pode-dar-errado-motivos-da.html




sábado, 3 de agosto de 2013

Diagnóstico genético pré–implantacional (PDG)

Quando fui até a clínica conversar sobre as condições do tratamento de fertilização e aspectos contratuais, foi oferecida a possibilidade de fazer o PGD.
Diagnóstico Genético Pré-implantacional, mais conhecido no Brasil como biópsia do embrião ou pela sigla PGD (Preimplantation Genetic Diagnosis) é um procedimento através do qual é realizada uma pequena biópsia que permite  identificar os embriões portadores de desordens genéticas e transferir para o útero materno apenas os embriões saudáveis.
O objetivo final é diagnosticar alterações cromossômicas antes da implantação no útero, para se obter uma gravidez bem sucedida e, sobretudo, o nascimento de uma criança perfeita. Assim, casais com alto risco para certas doenças serão beneficiados com aumentar os índices de êxito das fertilizações in vitro. 

Este procedimento foi inicialmente utilizado na Inglaterra no final dos anos 80 e a primeira criança nascida depois de utilizar esta técnica ocorreu em 1989.
O PGD consiste em abertura da zona pelúcida do embrião, utilizando técnicas de micromanipulação de gametas, com a retirada de um ou dois blastômeros (nome dado a cada uma das células do embrião). 

Antes, a análise só era possível no 3º dia de desenvolvimento do embrião após a fecundação (estágio de 6 a 10 células). Verificou-se que sendo feita no 5º dia (blastocisto), momento em que o embrião passa a ser chamado de blastocisto, a taxa de gravidez sobe significativamente.
É feita a retirada de uma ou mais células para análise genética. Utiliza-se um aparelho de laser  para realizar o procedimento e assim diminuir muito os possíveis danos causados ao embrião durante o procedimento da biópsia.

O diagnóstico é realizado pelas técnicas de FISH (hibridização “in situ” com fluorescência) que avalia os cromossomos XY, 13, 15, 16, 17, 18, 21 e 22 para trissomias (três cromossomos do mesmo tipo), translocações (defeitos dos cromossomos) e determinação de sexo (podendo evitar doenças ligadas ao sexo). Esse diagnóstico é estabelecido em 24 hrs e os embriões selecionados (sem defeito) são transferidos ou criopreservados.


As indicações para PGD são:

1) Idade materna avançada (mulheres com mais de 35 anos). Estima-se que mulheres que dão à luz com 35 anos tem uma chance de 1/384 de serem portadoras de um bebê com Síndrome de Down.
2) Doenças ligadas ao cromossomo X. Por exemplo, distrofia muscular de Duchenne e hemofilia.
3) Antecedentes de doenças gênicas
4) Progenitor com translocação balanceada. Homens e/ou mulheres que, mesmo sendo normais, podem transmitir doenças cromossômicas aos seus filhos.
5) Casais que já realizaram múltiplos ciclos de FIV sem sucesso.
6) Mulheres que tiveram mais de dois abortos devido a defeitos genéticos.

Quais doenças podem ser diagnosticadas pelo PGD:
• Distrofia muscular de Duchenne e Becker
• Doença de Alzheimer
• Hemofilia A e B
• Síndrome do cromossomo X frágil
• Retinose pigmentar
• Anemia falciforme
• Doença de Tay Sach
• Aneuploidias XY, 13, 15, 16, 17, 18, 21, 22
• Fibrose cística
• Fenilcetonúria
• Feminização testicular
• outras

Taxa de sucesso do PGD:

Há uma taxa de 90% de sucesso e em alguns casos ainda maior em alguns testes de PGD. Um erro de 10%, que pode ser falso positivo ou negativo. Há ainda a possibilidade que diferentes células (blastômeros) do mesmo embrião difiram no número de cromossomos (mozaico). Assim, podemos testar uma das células por PGD como normal, quando outras células do mesmo embrião sejam anormais.


Vejamos cada fase que o diagnóstico pode ser feito, assim como suas vantagens e desvantagens.

a) BIÓPSIA DO PRIMEIRO CORPÚSCULO POLAR
O oócito é fixado por meio de uma “holding” e uma abertura é feita na zona pelúcida no outro lado do oócito usando uma micropipeta com solução de Tyrode ou mesmo com o laser.
A abertura é feita justamente na largura pela qual seja possível a aspiração do corpúsculo polar por uma micropipeta um pouco mais calibrosa. Com relação ao genótipo, o corpúsculo polar é um “blue print” do oócito.
Como principais desvantagens apresenta:
- exame só oferece a possibilidade de diagnóstico de desordens genéticas maternas
- somente uma célula é examinada
- possibilidade de se não detectar a anormalidade genética devido ao “crossing over” que ocorre na meiose

b) BIÓPSIA NO ESTÁGIO DE 4 A 8 CÉLULAS
Tem sido mostrado que é possível a retirada de 1 ou 2 células no estágio de 4 a 8 células, sem se ter influência negativa sobre o desenvolvimento embrionário. As células são independentes e totipotentes, nessa fase.
Após a fixação do pré-embrião com “holding”, uma micropipeta é usada para se fazer uma abertura com a solução de Tyrode ou laser na zona pelúcida (este orifício é maior do que o produzida na biópsia de corpúsculo polar). Usando uma micropipeta mais calibrosa, cerca de 2/3 do tamanho do blastômero, uma ou duas células são removidas do pré-embrião.

c) BIÓPSIA NO ESTÁGIO DE BLASTOCISTO 
É uma forma de biópsia tardia no estágio de pré-implantação. Neste estágio, nos podemos diferenciar dois tipos celulares os embrioblastos e os trofoblastos, dois quais a placenta e outros anexos serão formados, mais tarde.
Após a fixação do blastocisto com a “holding”, uma abertura grande é feita na zona pelúcida de um blastocisto mais desenvolvido, usando uma agulha cortante de vidro (mais de ¼ da circunferência). Após 18 a 24 horas alguns dos blastocistos eliminarão, por extravasamento, algumas células que serão as analisadas.
Neste estágio de desenvolvimento, existem cerca de 100 células divididas entre embrioblasto e trofoblasto. Acredita-se que 10 células ser removidas sem afetar o futuro desenvolvimento.
Pela remoção das células do trofoblasto, das quais a placenta se originará, o embrião não é afetado, fornecendo, provavelmente, melhores chances de desenvolvimento. Inexplicavelmente o maior problema para a biópsia tardia é que as chances de implantação são bem menores.

FISH
O avanço mais importante para a identificação do sexo em embriões humanos foi a introdução de técnicas de FISH, que utiliza sondas de DNA marcadas com haptenos fluorescentes frente a seqüências específicas dos cromossomos sexuais, que se desejam identificar; mais tarde, sua aplicação se estendeu a outros autossomos responsáveis pelas principais aneuploidias.
 Com o FISH, fragmentos específicos de DNA podem ser modificados quimicamente ou enzimaticamente e, desta forma, uma sonda de DNA é formada. Quando o FISH foi introduzido, peças específicas de DNA forma marcadas radiativamente, mas o refinamento do método tem feito possível o uso de certas moléculas ou substâncias fluorescentes que marquem o DNA. Fragmentos específicos são complementares ao alvejado no DNA. Um híbrido é formado, sendo possível identificar o fragmento alvo.

PCR
É uma outra maneira de detectar seqüências do DNA da célula. É um método de grande importância para o PGD. Pela modificação de seqüências específicas do DNA de cromossomos sexuais, a determinação sexual tem sido usada com sucesso para diagnosticar várias desordens ligadas ao X (incluindo retardamento mental ligado ao X, síndrome de Lesch-Nyhan, distrofia muscular de Duchenne). Outras anormalidades não ligadas ao sexo podem ser também determinadas pelo PCR, como fibrose cística, hemofilia A e deficiência de alfa-antitripsina.
O PCR consiste na amplificação de uma seqüência de DNA, que permite obter um elevado número de cópias dessa seqüência, possibilitando sua mediante eletroforese. Inconveniente: pode produzir erros diagnósticos por falha de amplificação do DNA ou por contaminação com DNA exógeno (2% a 6%). Sua maior aplicação no PGD é a identificação de mutações nas enfermidades relacionadas com um único gene, quando se conhece sua sequência, como na mutação DF-508 da fibrose cística, a beta-talassemia, a anemia falciforme, a doença hemolítica e a doença de Tay-Sachs. - See more at:


“Imunologia da Reprodução”

Pesquisando sobre os motivos que levam ao fracasso da implantação dos embriões em uma FIV, percebi que há 2 grandes grupos de causas (além dos morfológicos): aqueles decorrentes de questões genéticos e os que são decorrentes da problemas imunológicos.
Vou escrever um pouco sobre a questão da imunologia da reprodução humana, na tentativa de conhecer um pouco mais sobre como isso pode ter afetado o tratamento.
Mas já aviso que tudo isso são especulações de pesquisa, pois ainda não conversei com minha médica...

IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE IMUNOLÓGICA
Existem vários distúrbios imunológicos que podem prejudicar o desenvolvimento adequado de uma gestação.
Hoje, que muitos casos de infertilidade anteriormente classificados como esterilidade (ou infertilidade) sem causa aparente (ESCA) se devem, na verdade, a distúrbios imunológicos para os quais existe tratamento.
Um diagnóstico de ESCA não pode ser data antes de uma avaliação imunológica detalhada, pois distúrbios imunológicos podem responder por quadros de abortamentos de repetição e por falhas repetidas de implantação dos embriões.

SISTEMA IMUNOLÓGICO  X  FERTILIDADE
a existência de vários distúrbios imunológicos que podem prejudicar o desenvolvimento adequado de uma gestação, pois a intensidade e a qualidade da resposta do sistema imune materno afetam o sucesso ou insucesso de uma gravidez. Os problemas são os abortamentos repetitivos e as falhas de implantação de embriões.
O sistema imunológico é o principal mecanismo de defesa do nosso corpo contra agentes externos, ou seja, que não fazem parte do organismo. Sendo assim, existem células especializadas do sistema imune que atacam agentes agressores, o que pode ocorrer tanto de forma direta, por meio de uma luta "corpo a corpo" ou pela produção de substâncias, como os anticorpos e as citocinas, que são mediadores químicos fundamentais na organização e no equilíbrio de todo o processo de defesa.
Além de defender o corpo contra agentes externos infecciosos, tais como vírus e bactérias, o sistema imune tem uma importante função de vigilância em relação à presença de células estranhas. Tem o papel de destruir estas células logo no início. No caso da FIV, o corpo estranho é o embrião implantado.

ALOIMUNIDADE
Acredita-se que, para que uma gestação seja bem sucedida, deve haver pouca compatibilidade genética entre a mãe e o feto. Todos provavelmente já ouviram dizer que o risco de malformações e de doenças genéticas é maior quando existe parentesco entre o homem e a mulher. Isto ocorre principalmente porque a consanguinidade aumenta a chance de que um gene recessivo se expresse, caso seja portado pelos dois membros do casal.
Desta forma, a diversidade genética é o caminho encontrado pela natureza para que a reprodução da espécie seja bem sucedida. Acredita-se que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento de um feto com carga genética diferente e, com isso, consiga protegê-lo contra a destruição. Haveria, assim, a produção dos chamados anticorpos bloqueadores que protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este tipo de resposta recebe o nome de aloimunidade.
Quando não existe grande variabilidade genética, por outro lado, entre o homem e a mulher, mesmo que eles não sejam parentes, tais anticorpos não são produzidos, deixando o embrião susceptível ao ataque do sistema imune. Este seria o mecanismo para evitar que fetos geneticamente semelhantes fossem gerados. Entretanto, mesmo quando não existe parentesco entre o casal, muitas vezes o sistema imune materno interpreta o embrião como semelhante porque avalia apenas moléculas (do sistema HLA) da membrana das células.
Quando existe um certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno, tais anticorpos bloqueadores não serão produzidos. Isto não significa que existe grande compatibilidade genética entre o casal e que o risco de feto com malformação é maior. Mas o embrião terá chances maiores de ser destruído pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em tais casos poderá ser o de abortamento de repetição.
Para tais casos os médicos podem indicar um tratamento imunológico baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos (células de defesa presentes no sangue) do pai, que são injetados no organismo da mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente, a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que poderão, assim, ter o efeito protetor numa gravidez subseqüente. Esta é a teoria que justifica o tratamento de imunização com linfócitos paternos (ILP) para casos de abortamentos de repetição de causa aloimune.
A avaliação da presença de tais anticorpos é feita com um exame denominado cross-match, que pesquisa a existência de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Os resultados dos exames de cross-match são usados para indicar o tratamento e para monitorizar a resposta materna à aplicação das vacinas (ILP).

PRODUÇÃO DE CITOCINAS
Existem dezenas de tipos de citocinas diferentes, cada uma com sua função para atuar como mediadores químicos produzidos por células para o funcionamento adequado do sistema imune.
Para que uma gravidez seja bem sucedida, a resposta imune predominante deve ser a de produção das chamadas citocinas Th2. O prognóstico da gestação pode não ser favorável se o tipo predominante de resposta for a Th1, que estimula mais a ação direta das células (resposta celular) em relação à resposta Th2.
Assim, casos de infertilidade podem se dever a um desequilíbrio Th1/Th2. Neste aspecto, acredita-se que as vacinas com linfócitos paternos, além do mecanismo de aloimunidade já explicado, também possam funcionar através do direcionamento do sistema imune materno para uma resposta predominantemente Th2. Tal efeito também pode ser obtido pela administração de imunoglobulina endovenosa.

AUTOIMUNIDADE
Embora o sistema imune de uma pessoa seja "adestrado" a reconhecer substancias estranhas a ele (ditas "não-próprias"), este mecanismo pode não ser perfeito. Algumas vezes, o sistema imune falha ao reconhecer componentes próprios do organismo como estranhos, levando à produção de auto-anticorpos. Estes auto-anticorpos podem levar a quadros de inflamação e de aumento da formação de coágulos no sangue, o que também pode levar a quadros clínicos de abortamentos de repetição e, possivelmente, de falhas da implantação do embrião.
É possível detectar os chamados auto-anticorpos em exames como dosagem de fator anti-núcleo (FAN) e anticorpos anti-fosfolípides (que podem indicar o desequilíbrio do sistema imune). Não necessariamente a mulher será portadora de alguma doença auto-imune, como lupus e esclerodermia.

O FATOR ANTI–NÚCLEO (FAN)
Um distúrbio autoimune que se associa aos anticorpos anti-nucleares é o lupus eritematoso sistêmico. A presença de um FAN positivo, importante frisar este ponto, não indica obrigatoriamente que a pessoa tem ou desenvolverá o lupus.
Pode indicar apenas alguma atividade auto-imune que não causa nenhum problema fora do período gestacional, mas que pode levar a fenômenos inflamatórios deletérios em uma placenta em formação.
A pesquisa de tais anticorpos se faz obrigatória em casos de infertilidade. Quando presentes, a terapia com a utilização de medicações com ação anti-inflamatória costuma dar bons resultados.

CÉLULAS NK
A sigla NK vem do inglês "natural killer" ou "assassinas naturais". As células NK são células de defesa do sistema imune que tem a função de reconhecer células estranhas ao organismo, células infectadas por vírus ou com algum tipo de alteração que possa levar ao surgimento de um câncer (participam ativamente do mecanismo de vigilância imunológica). Atuam prontamente, destruindo diretamente a células alterada pela injeção de substâncias que levam à destruição de sua membrana.
Existe uma grande quantidade de células NK no endométrio e um equilíbrio adequado de sua função é fundamental no processo de aceitação ou não de um embrião. Vários estudos já mostraram que quando a quantidade de células NK ativadas é aumentada, aumenta o risco de que elas venham a atacar o embrião, levando a quadros de abortamento. Nestas situações, o tratamento imunológico baseia-se na utilização de imunoglobulina endovenosa e tem o objetivo de regular a ativação e o número de células NK, evitando a destruição do embrião.
Estudos recentes mostraram que o próprio embrião, ainda, participa do processo de regulação da atividade NK, por meio da expressão, na membrana de suas células, de uma molécula denominada HLA-G, que tem ação inativadora sobre as células NK.

ANTICORPOS ANTI–TIRÓIDES
Não têm uma participação direta na evolução da gravidez. Servem apenas como marcadores de algum distúrbio imunológico, já que fazem parte do grupo de auto-anticorpos.
A detecção de anticorpos anti-tiróide, ainda, torna obrigatória a investigação da função da glândula tiróide, já que se sabe que um mau funcionamento da mesma afeta todo o metabolismo corpóreo, que, quando alterado, afeta a gravidez.

ANTICORPOS ANTI–FOSFOLÍPIDES
Fosfolípides são componentes normais das membranas de nossas células e fazem parte do grupo de auto-anticorpos. Quando presentes em títulos altos, podem levar a lesões do endotélio (tecido que reveste os vasos sanguineos, e, como conseqüência, levar a formação de coágulos -  trombos).
A presença de micro-trombos em uma placenta em formação é altamente prejudicial, levando a áreas de infartos e impedindo as trocas materno-fetais, resultando em abortamento.
Para tais casos, o tratamento adequado com medicações anti-coagulantes, como a heparina, costuma ter ótimos resultados em termo de sucesso da gravidez.

TROMBOFILIAS HEREDITÁRIAS
Algumas mutações genéticas podem levar a alterações de componentes do sistema de coagulação que resultam em maior chance de coagulação do sangue no interior dos vasos sanguíneos: são as trombofilias hereditárias.
Tratarei sobre ela com mais detalhes a seguir