segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Retomando ao passo 1: Processo de Indução da Ovulação


Meninas, fiquei um tempinho fora por motivo de viagem a trabalho, mas continuo firme no tratamento para a 2ª FIV.
Para quem me acompanha, sabe que fiquei muito frustrada com o negativo de uma FIV que realizei no ano passado (julho de 2013). O primeiro negativo foi bem forte para mim. Fiquei praticamente paralisada por um ano, digerindo o processo e, de forma inconsciente, boicotando com o trabalho em ritmo frenético como uma desculpa para não pensar sobre o assunto.
Entre o “urgente” e o “importante”, fiz muitas coisas que eram urgentes em minha vida, mas parei e resolvi a voltar àquilo que é importante, o Projeto Babies (vejam que já esta no plural, pois gostaria de ter dois).

Esta foi até uma discussão com meu médico (novo, pois resolvi trocar neste novo tratamento), já que tenho 3 embriões congelados (2 de boa qualidade e um nem tanto). Pensando que, com a intenção de ter gêmeos, para aumentar as chances, optamos por um novo ciclo de FIV para gerar mais embriões e de melhor qualidade, com alvo dos dois bebês em uma mesma gestação. O raciocínio foi mais ou menos assim: se estes embriões que estão congelados forem implantados e apenas um vingar, o bebê nascerá aos meus quase 39 e não terei mais paciência para tentar depois outro filho.

Bom, foi a partir disso que decidimos, em setembro, que iniciaríamos um novo. Porém, como sempre, porém... como tenho 3 miomas grandes – e dois bem grandes, a partir de uma ressonância realizada em agosto:

- mioma subseroso / exofítico posteior (5,4 X 3,5 X 4,5 cm)
- mioma subseroso / fúndico posterior (1,7 X 1,3 X 1,2 cm)
- mioma subseroso / intramural posterior direito (3,5 x 3,3 x 3,0 cm) com degeneração cística central

Para saber mais, há um excelente artigo do Dr. Michel Zelaquett no link: http://www.portaldomioma.com/2008/09/miomas-e-gravidez.html


Os miomas subserosos estão na parede uterina, mas ficam mais próximos da parte externa do útero (chamada serosa) e não trazem sintomas, apenas quando atingem volumes maiores e causam compressão de órgãos adjacentes. Já o mioma intramural, fica na parede uterina e causam mais sintomas quando aumentam, causando sangramentos e chegando a distorcer a cavidade uterina, o que pode levar à infertilidade.

Como no meu caso eles não impedem a gravidez – podem atrapalhar ou gerar desconforto – o médico optou por tentarmos diminuir as dimensões deles e não operar (como a médica anterior queria fazer e por isso a abandonei), receitou o uso de Allurene (e como menstruei no primeiro mês mesmo com o medicamento, ele acrescento Primogyna). Isso ainda é uma questão em aberto, mas já decidi que não vou operar!

Aí o tratamento foi o seguinte:

Setembro/ Outubro = Uso de Allurene + Vitaminas
Novembro = Uso de Microvlar + Vitaminas + Metformina (para os ovários policísticos)


Em consulta, foi combinado que na menstruação de novembro (que estava prevista para o dia 26/11), começaríamos a indução. Como esqueci de parar de tomar o Microvlar e usei por 4 dias a mais, começamos depois.

 
CRONOLOGIA DO TRATAMENTO
 

25/11 = Exame hormonal (hormônio folículo estimulante, hormônio luteinizante, estradiol e progesterona) - avaliando a data para início.
28/11 = Exame hormonal (hormônio folículo estimulante, hormônio luteinizante, estradiol e progesterona)
30/11 = Início da indução (112,5 de Gonal)
01/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
02/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
04/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
04/12 = Mais repeteco dos exames hormonais + Aplicação de 112,5 de Gonal
05/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
06/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
07/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
08/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal + Cetrotide


Até o momento é isso... Amanhã teve novo exame hormonal, ultrassom e consulta com médico.
Agora vai!!! Boas expectativas, energia positiva!!!