domingo, 1 de dezembro de 2013

Enquanto a gravidez não vem... a "percepção seletiva"

Olá, meninas!
Faz um tempo que não escrevo, pois resolvi parar com os tratamentos para terminar tudo o que tenho que fazer no trabalho e retomar nas férias de dezembro com as vacinas.
Tenho andado angustiada e neste final de semana fui até o shopping (uma loucura, pois as pessoas receberam o 13º salário e estavam bombando nas lojas) e aí deu uma sensação estranha, porque para todo lado que eu olhava só via bebês e grávidas.
Acho que é o que chamamos de "percepção seletiva" em marketing, ou seja, programamos nosso cérebro para, de forma inconsciente, "perceber" alguma característica específica do contexto. Assim, parece que tinha tanta grávida e eu pensava: "por que não eu?"
Com a percepção seletiva, as pessoas costumam dar atenção a apenas uma pequena porção dos estímulos aos quais são expostos e isso é um saco, pois ficamos muito mais propensas dar atenção a estímulos relacionados nossas necessidades e desejos atuais.
E quando isso se mistura à frustração, acaba acontecendo uma “defesa perceptiva”, que é o fato de tentar ignorar ou não querer ver algo que incomoda no momento.
Sei que não é legal e que parei com o projeto por um tempo em função do stress do trabalho. Como o tempo urge, não posso deixar passar muito mais. Quero que o meu presente em 2014 seja um (ou dois ou três) lindos bebês. Ai, ai... Por enquanto é só.

Dezembro, que você comece com espera para encerrar o ano com boas energias!


domingo, 10 de novembro de 2013

A “Janela de Implantação” na FIV e o exame ERA - Endometrial Recepty Array

Meninas, estou compartilhando um tema sobre o qual tempo pensando, principalmente depois da FIV negativa, fico elocubrando oque pode ter dado errado.
Um dos fatores que influencia é o momento exato em que é feita a transferência dos embriões, que deve seguir o que os médicos chamam de “janela de implantação”.
Como minha médica atrasou em um dia devido à agenda dela e disponibilidade da clínica, fiquei pensando se isso pode ter afetado. Desde então estou com esta “pulga atrás da orelha” e resolvi pesquisar um pouco.

A “Janela de Implantação” é o período de receptividade endometrial. O endométrio é receptivo quando está pronto para a implantação do embrião, e normalmente isto ocorre entre os dias 19-21 do ciclo menstrual (5-7 dias pós-ovulação).

Um dos motivos da falha na FIV decorre de problemas de implantação do embrião no endométrio, que pode ter alterações. Tais problemas podem ser analisadas por alguns exames, como o aumento de células NK (Natural Killer) e processos inflamatórios

O IPGO divulga um novo exame, chamado ERA (Receptividade Endometrial ARRAY), que avalia a receptividade endometrial para esclarecer alguns resultados negativos e melhorar as chances de gravidez.

Segundo o site, o ERA – Receptividade Endometrial ARRAY é um novo método de diagnóstico desenvolvido pela IVIOMICS (departamento de R & D), após mais de dez anos de pesquisa e patenteado pelo grupo IVI (Instituto Valenciano de Infertilidad – Espanha).
O exame ERA consiste em avaliar a receptividade endometrial do ponto de vista molecular, como uma importante análise do fator uterino. Essa ferramenta molecular nos permite diagnosticar se o endométrio é receptivo ou não, analisando a expressão de um grupo de genes responsáveis por esta função. Para isso, uma biópsia endometrial deve ser feita na fase receptiva do ciclo menstrual, no sétimo dia após o pico do hormônio LH, ou após cinco dias de uso da progesterona, em um ciclo estimulado.
Nos casos de falhas repetidas de tratamentos de fertilização, antes de iniciar um novo tratamento o Teste ERA pode identificar se o paciente vai exigir uma janela personalizada de implantação. Desta maneira, caso dê alterado, os médicos podem tomar as medidas corretivas necessárias para que o processo de reprodução assistida possa ser realizado com sucesso.
Há mais detalhes no link: http://www.ipgo.com.br/novos-exames-era/

Pelo que li em um dos fóruns do E-family, custa em torno de R$2mil: http://www.e-familynet.com/phpbb/fiv-tec-mulheres-que-ja-passaram-pelo-negativo-parte-4-t757701-930.html


Se alguém souber de alguma coisa, por favor, compartilhe...




Por que a FIV pode dar errado: motivos da falha de implantação dos embriões

Como muitos outros casais, acho que passamos por histórias parecidas, que começam com a investigação da infertilidade, iniciando com tratamentos de menor complexidade (como coito programado com indutores de ovulação ou Inseminação Artificial), até que chegamos à FIV como último recurso. É muito frustrante quando depositamos todas as nossas expectativas neste tratamento e vimos que todos os esforços foram em vão quando recebemos o negativo.
É desgastante em todos os sentidos, desde os físicos (com injeções, ultrassom), emocional  (disciplina nos horários, expectativa, ansiedade) e financeiros (elevado valor dos remédios e exames que nem sempre os planos de saúde cobrem, além dos tratamentos nas clínicas, que exigem um boa reserva de recursos).
Eu “travei” com o negativo na 1ª FIV, não desisti, apenas senti o impacto, mas leio história de mulheres que conseguiram após a 5ª ou 6ª tentativa.


Uma pergunta comum após o teste negativo é: por que o embrião ou os embriões transferidos para o útero não implantaram? A resposta geralmente não é simples, mas algumas hipóteses devem ser avaliadas e para ajudar nesta reflexão, segue um compilado de fatores que podem afetar o resultado.
É parte deste meu processo de aceitação e busca de compreensão dos motivos para o negativo, até para responder a pergunta: "O que fazer agora?"
Espero que seja útil para vocês também!



Fatores associados à falha de implantação na fertilização “in vitro”


1. Alterações no útero

Como o útero é um órgão muito importante no processo gestacional, não pode ter alterações, sendo que devem ser investigados as seguintes alterações uterinas mais comuns:

  • Miomas (principalmente os submucosos, ou seja aqueles que atingem diretamente o endométrio, que é o tecido que reveste o útero por dentro);
  • Pólipos endometriais (são tumores benignos da parte interna do útero (endométrio) e em alguns casos, podem ser absolutamente assintomáticos
  • Adenomiose (presença de glândulas e estroma endometrial no interior do miométrio, podendo resultar ou não na hipertrofia das fibras musculares uterinas, com hipertrofia do órgão)
  • Septos uterinos (ocorre quando a cavidade interna do útero é dividida por uma parede, chamada septo, que pode ir só até metade do caminho ou chegar até o colo do útero.
  • Mal formações do útero (útero rudimentar ou infantil, útero bicorno, útero didelfo)
  • Doenças infecciosas (endometrite - que é inflamação e/ou irritação do endométrio - revestimento do útero). Nos casos de endometrite crônica, encontra-se microorganismo s como bactérias comuns (streptococos, stafilococos, E. coli em 70% dos casos), ureaplasma urealiticum em 10%, micoplasma em 12% e clamidia em apenas 5%).
  • Prolactina (pacientes com aumento da prolactina podem ter a receptividade do endométrio alterada)
  • TSH (hormônio que reflete o funcionamento da tireóide. O hiper ou o hipotireoidismo podem levar a falha de implantação
  • Hormônios masculinos (Testosterona, Androstenediona, Dehidroepiandrosterona Sulfato de dehidroepiandrosterona - mulheres com aumento destes hormônios, como acontece na Síndrome dos Ovários Policísticos tem mais chances de falha de implantação)
  • Progesterona



Para investigar estas eventualidades uterinas podemos utilizar alguns exames, tais como: ultra-som transvaginal (comum ou em 3D); histerossonografia, histeroscopia e Ressonância Magnética.


2. Alterações Hormonais

Alguns hormônios fazem parte da fisiologia gestacional e as alterações destes podem levar a falha de implantação e/ou abortamento de repetição. Assim, os seguintes hormônios devem ser avaliados, todos por exames de sangue:


3. Trombofilias

Chamamos de trombofilias alterações da cascata da coagulação sanguínea que, quando presentes, levam a um estado de hipercoagulobilidade sanguínea.

Os exames para avaliar este acontecimento são todas dosagens sanguíneas e estão listados a seguir:
- Pesquisa de Mutação do Fator V Leiden
- Pesquisa da Mutação da Protrombina
- Pesquisa da Mutação da MTHFR
- Anticardiolipinas IgM/ IgA/ IgG
- Anticoagulante Lúpico
- Anti-trombina III
- Homocisteína
- Proteína S
- Proteína C


4. Fatores Imunológicos

Alguns problemas imunológicos podem ser causas de abortamento de repetição ou falha de implantação na fertilização “in vitro” (FIV). Nesta caso, os exames que devem ser realizados são os seguintes (todos exames de sangue):

- Pesquisa de células Natural Killer (CD56/CD16)
- Anti-peroxidase Tireoidiana
- Anti-tireoglobulina
- FAN
- Cross-match e as vacinas de linfócitos paternos (que é um dos pontos de  grande controvérsia em reprodução humana)


5. Fatores Genéticos

As falhas de implantação ou aborto podem ser decorrentes de alteração genética na formação e desenvolvimento dos embriões.
Recomenda-se a realização tanto no homem quanto na mulher do seguinte exame de sangue: cariótipo com banda G, realizado antes da transferência.


6. Individualização da receptividade do endométrio: Janela de Implantação

Nos casos em que toda a avaliação acima explicada é normal ou as possíveis alterações foram diagnosticadas e tratadas corretamente, mas, mesmo assim, estas pacientes continuam tendo falha de implantação. Nestas situações, uma explicação plausível decorre da receptividade endometrial, que é conhecida como “janela de implantação”.

Como em todo o mês, seja em ciclo espontâneo ou induzido, o endométrio tem um período em que se encontra receptivo aos embriões e, se colocarmos os embriões fora desta janela de implantação, é como se estivéssemos os jogando fora, pois eles não encontram um ambiente adequado para implantarem.

Assim, um dos desafios na fertilização “in vitro” (FIV) é encontrar a janela de implantação individual para cada mulher, para transferir os embriões neste momento correto. Na maioria dos casos se colocarmos os embriões após 5 dias de ação da progesterona estaremos neste período da janela de implantação, porém em algumas pacientes, a janela de implantação pode ser diferente.
Existe um exame para tratar de forma individualizada a janela de implantação do endométrio, chamado método ERA (Endometrial Receptivity Array).
O teste consiste em fazermos uma biopsia do endométrio em determinado ciclo, que deve ser feita 5 dias após o início da progesterona em ciclo estimulado. É feita análise genética do material, para avaliar os genes responsáveis pela implantação dos embriões no útero. Dependendo do perfil genético visto, o teste dirá se aquele é o momento receptivo do endométrio naquela determinada paciente.

Segundo o site da Clínica Vivitá:
“Se o teste ERA diagnosticar endométrio não receptivo, isso mostra que naquela paciente a janela de implantação é deslocada e, assim, deve-se programar nova biopsia em outro ciclo. Os estudos científicos mostram que a maioria das amostras não receptivas eram, na verdade, pré-receptivas e portanto esta nova biopsia deve ser feita no sétimo dia após o início da progesterona em um ciclo estimulado. Novamente, após análise genética do material, o teste nos dará um novo resultado que na maioria das vezes virá endométrio receptivo. Neste caso programaríamos a transferência de embriões ocorrendo no sétimo dia após o início da progesterona. Se mesmo assim, o diagnóstico for de endométrio não receptivo, vamos repetindo o procedimento sucessivamente até encontrarmos a janela de implantação individual  da paciente em questão.”



Como reagir perante a infertilidade?

Oi, meninas! Depois de um longo inverno, estou de volta e com energia na primavera para retomar o trabalho.
Agradeço o apoio de minhas leitoras que nem imagina que tinha tanta gente lendo. Queria que soubessem o quanto o apoio de vocês tem sido importante, de verdade! :)
Eu e meu marido optamos por não contar para ninguém da família e este blog tem me ajudado muito com o apoio de vocês, pois há um misto de sensação de solidão, medo, ansiedade e esperança, tudo ao mesmo tempo e em doses alternadas, mas que nos fazem oscilar demais.
Para quem está acompanhando minha história sabe que depois de uma FIV negativa, fiz o exame de Cross Match, que deu negativo, ou seja, que há necessidade que eu tome as “vacinas do marido”, como apelidaram, para resolver o problema imunológico.
Apesar de todo a polêmica que envolve este tratamento, resolvi que não tenho muito tempo e questionamentos e resolvi tentar. Todavia, a clínica do Dr. Barini, onde farei o tratamento, exige que todos os exames de sorologia sejam refeitos (ou seja, não podem ter mais do que um mês de realização). Como tinha feito tudo em junho para a FIV, terei que refazer tudo!
Fiquei p... porque já sei que estes tratamentos, além de caros, são decorrentes de uma modelo de negócios para estes médicos que é altamente rentável, já que estamos tão desesperadas que topamos tudo para engravidar. Não questiona a idoneidade dos profissionais e a eficácia, mas a verdade é que gastamos uma grana absurda investindo em um sonho.
Para justificar o título do post, é só para justificar que tinha sumido porque o impacto do negativo da FIV em julho me acertou forte, ou seja, não reagi bem, talvez porque as expectativas fossem muito altas ou porque não queria aceitar que isso seria um problema a ser enfrentado em novas etapas.
Como reagir diante da infertilidade? Realmente não sei, mas o importante é juntar forças e usar todos os recursos da ciência. Outro coisa importante é o apoio do marido, pois a mulher não pode carregar este peso sozinha (e muitas vezes tendemos a isso...)
Dei um tempo em tudo por causa da pressão no trabalho. Gente, estou trabalhando  de 12 a 14 horas por dia! Sempre fui workaholic, mas estou tão pressionada no trampo que até dei um tempo nos tratamentos. Juntar o stress, minha ansiedade natural e a pressão por metas, tenho certeza que isso atrapalhará o tratamento.
Em dezembro, estarei com um pouco mais de tempo por causa das férias nas aulas da faculdade. Amo dar aulas e os meus alunos são fofos, mas a grande está sendo muito pesada junto com o trabalho e as consultorias.
Portanto, vou refazer todos os exames de sorologia para tomar as vacinas ILP. Já sei que dói, pois quem tomou avisou. Tudo bem, estes esforços serão recompensados. Contarei tudo com detalhes.
Agora é só dar um tempo para recuperar as energias. Preciso estar bem para retomar o grande projeto da minha vida: ser mãe!



domingo, 29 de setembro de 2013

Reflexão sobre a fertilidade: ciclos dentro de ciclos

Gente, este texto é meio reflexivo, um pouco de resgate, um pouco de deprê básica em um domingo chuvoso e uma mistura de vários outras coisas que aprendemos a lidar.
É uma análise sobre as diferentes fases que passamos quando temos dificuldades para engravidar. O engraçado é que, quando somos adolescentes ou estamos na faculdade, vivendo um turbilhão de coisas e emoções, morrendo de medo da gravidez e, mesmo com chances mínimas de ter acontecido algo, ficamos ansiosas esperando pela menstruação.
Depois do casamento, quando decidimos ter filhos, que é o momento certo, coisa e tal, os primeiros sinais de que o processo não será tão fácil e então entramos na primeira fase: NEGAÇÃO.
Na fase da NEGAÇÃO, não queremos aceitar, que em hipótese alguma, pode ter algo errado conosco, que pode ser que o stress do trabalho esteja afetando, que depois de uma certa idade demora mais mesmo, que o fato de ter tomado anticoncepcional por um tempo pode influenciar e outras desculpas, porque não queremos aceitar que pode haver um problema.
Depois de um ano de tentativas, se começa a perceber a realidade: tem algo errado com um dos dois. E a primeira coisa que a mulher pensa, é comigo. Aí começa a corrida ao ginecologista e a submissão à uma bateria de exames, já que os 35 anos chegaram e todo as estatísticas começam a jogar contra nossas expectativas. Aí entramos na segunda fase, que é da INVESTIGAÇÃO.
Na fase da INVESTIGAÇÃO é uma sequência louca  de exames e ficamos igualmente loucas com os possíveis resultados e a cada um deles pensamos: “deve ser isso que está atrapalhando”. No meu caso, teve a fase 1, que é a bateria geral dos exames de sangue, para ver hormônios e tal. Aí temos uma ideia geral da reserva ovariana, do funcionamento da tireóide e também o espermograma do marido. Tudo OK, parte-se para a fase 2, dos ovários policísticos, quando pesquisei um monte sobre isso e fiz vários ultrassons e tomei Elani, um anticoncepcional de uso contínuo. Depois teve a fase 3, quando problema seria de ovulação, quando tomei Serophene por 5 ciclos para estímulo do coito programado e nada. Aí veio a fase 4, da análise morfológica, quando fiz a histerossalpingrafia para ver se as trompas não estavam obstruídas, um exame tão doloroso que fiquei aliviada quando estava tudo certo e não precisaria passar por isso de novo. Aí veio a fase 5, quando um dos vários médicos com quem me consultei pediu um tal de exame CA 125 e o resultado sugeriu endometriose. Esta foi a fase mais longa e que trouxe mais dúvidas e a busca por diferentes especialistas. Depois de um tempo, decidi pela videolaparoscopia, que demonstrou não ter nenhum foco de endometriose, mas vários miomas e um deles bem grandão, com cerca de 10cm de diâmetro. Aí teria que decidir se faria uma cirurgia para retirada dos miomas (tipo uma cesariana ou toparia um tratamento mais heavy para engravidar logo e torcer para os hormônios fazerem o miomão parar de crescer).
Aí se percebe que uma decisão deve ser tomada para a fase seguinte, que é da AÇÃO.
Quando entramos na AÇÃO, é quando optamos por fazer algum tratamento de reprodução assistida e, no meu caso, foi primeiramente pela IA (inseminação artificial), já que não havia indícios de maiores problemas. Com a indução da ovulação e 24 folículos, resolvemos mudar a rota para uma FIV e evitar a gravidez múltipla. Aí quando se decide pela FIV, são outras fases.


CICLOS DENTRO DE CICLOS

A vida é assim, resumida em fases e a busca pela maternidade a cada momento nos coloca em um pequeno ciclo.
Em cada FIV ou TEC, começamos outros ciclos, que chamei de “ciclos dentro de ciclos”, pois quando chegamos neste estágio, já passamos por outras fases.
E o engraçado que, ao pesquisar na internet, em blog e grupos de discussão, a mulherada está unidade e compartilha suas experiências como num grupo de ajuda mútua, muito louco. A linguagem utilizada, depois de passarem por tantos exames, já é técnica e as siglas aparecerem, como GO, TEC, US, dentre várias outras. Embora em proporções diferentes, parece um grupo de vigilantes do peso ou de alcoólicos anônimos onde o grupo dá força e a troca de experiências bem sucedidas nos fortalece.
Então, dentro dos ciclos da FIV, temos a fase 1, que é conhecer cada um dos medicamentos na fase da indução da ovulação, com as malditas injeções na barriga e ultrassons constantes. Aí entra a fase 2, que é a punção, quando são retirados os óvulos e ficamos torcendo para que todos folículos tenham “sementinha” e depois sejam fertilizados para virar embriões. Na fase 3, ficamos acompanhando a evolução dos zigotinhos para a transferência. Aí começamos a procurar os sintomas de cada uma nos intermináveis 12 dias até fazer o exame Beta. Para algumas, começa um novo ciclo com a gravidez, mas infelizmente, para algumas tem a fase 4, que é a frustação com o negativo e a força para começar tudo de novo com a investigação dos motivos de falha na implantação dos embriões.  No meu caso, surgiram novos exames, como os exames para trombofilia e o Cross Match, para aloimunidade, quando comecei a pesquisa sobre imunidade da reprodução.
Mas acho que ainda, dentre os motivos para o negativo da FIV, além das vacinas, terei uma nova fase de pesquisa, que é a “janela de implantação”. Não sei muito sobre isso, mas como minha médica atrasou em um dia a transferência, fiquei com esta questão pendente como um dos possíveis motivos, já que tudo funciona tão sincronizado no tratamento, se atrasar um período, isso atrapalha? Ainda vou pesquisar um pouco mais.
Uma colega, com quem tenho trocado mensagens também deu a dica que a falta de vitamina D pode atrapalhar, então vou pensar nisso. Tem ainda os exames para cariotipos e células NK (Natural Killers) que não fiz.
Meu marido disse que eu estava ficando paranoica (embora falasse isso de algumas mulheres no e-family, ele disse que tinha me transformado em uma...)
Bom, ainda não sei quais são as fases futuras, uma delas pode ser a de DECISÃO, que não descarto uma adoção, se não der certo. Mas o que espero de verdade é entrar na fase da gravidez, com certeza!
Puxa, não sou muito de escrever coisas pessoais, pois o meu talento é para escrever relatórios técnicos, mas foi um desabafo, já que este blog é um relato do que estou sentido e era isso que queria hoje compartilhar com vocês.
Na verdade, não sei se há alguém acompanhando, são tantas pessoas na web e não dá para saber com exatidão quem acessa. De qualquer forma, espero estar ajudando alguém ao compartilhar minha experiência.
Se alguém leu até o final, obrigada pela paciência.






Resultado dos exames de trombofilia, tudo certo!

Oi, meninas. Esqueci de contar uma ótima notícia: saíram os resultados dos exames para trombofilia e está tudo certo!!!

Vejam que maravilha J

FATOR ANTINUCLEO (FAN - HEP 2)
ANTICORPOS.NUCLEARES...........: Nao reagente
ANTICORPOS.NUCLEOLARES.........: Nao reagente
ANTICORPOS.CITOPLASMATICOS.....: Nao reagente
APARELHO.MITOTICO..............: Nao reagente
PLACA.METAFASICA.CROMOSSOMICA..: Nao reagente

CARDIOLIPINA, ANTICORPOS ANTI (IgG / IgM)
IgG - RESULTADO: <10.0 GPL U/mL (NÃO REAGENTE)
IgM - RESULTADO: <7.0 MPL U/Ml (NÃO REAGENTE)

FATOR V DE LEIDEN - DETECCAO DE MUTACOES - RESULTADO: Negativo

MUTACAO NO GENE DA PROTROMBINA: RESULTADO: NEGATIVO

PROTEINA C – FUNCIONAL -  RESULTADO: 93 % (VR: 70 A 140 %)

PROTEINA S – FUNCIONAL - RESULTADO: 151 % (VR:60 A 130%)

ANTI-TROMBINA III, DOSAGEM PLASMATICA
RESULTADO: 99 % DE ATIVIDADE (VR: 83 a 128 % DE ATIVIDADE)

Só ficou faltando o exame MTFRH, pois no laboratório disseram que o Plano de Saúde (Unimed) autorizou com o código incorreto. Queriam cobrar mais de R$400. Achei melhor pedir outra guia para a médica, para tentar novamente a autorização.

Vou ligar no laboratório antes, verificar qual deve ser o código e então confirmar na hora que estiver na Unimed pedindo a autorização.

A médica disse que no momento a trombofilia parecer ser um problema com o qual não deve me preocupar, mas que devo começar a tomar as vacinas no trabalho da aloimunidade (já deu negativo no Cross Match) e precisarei de 3 doses – para então fazer o exame de novo, verificar se deu positivo e então estimular o crescimento do endométrio para a TEC dos 3 congeladinhos.
Puxa,  queria tanto que os 3 virassem lindos bebês na minha barriga, 2 meninos e uma menina... ai, ai... 
Mas às vezes é assim, primeiro dá errado para depois dar certo e tem o gostinho da vitória!




domingo, 22 de setembro de 2013

Alguns casos de sucesso após tratamento com vacinas ILP

Meninas, neste post vou fazer o resumo de alguns blogs que encontrei de colegas que fizeram o tratamento com a vacina.
Já me antecipo pedindo a autorização de reprodução aqui para as autoras e agradecendo por compartilhar experiências.
Não encontrei muitos. Também não sei se não procurei direito. Se alguém passou pelo tratamento com sucesso, por favor, comente aqui!
O que percebi que as clínicas fazem parte de um grupo de médicos, mas os resultados relatados aqui são positivos, então vou transcrever...

Neste blog da Renatita Pereira, ela relata que fez o tratamento com as vacinas em jan/12. Ela sempre foi bem otimista no processo, que fez na Clínica IPGO. Depois de 2 FIVs sem sucesso, fez o tratamento com as vacinas (3 doses) e uma TEC, ficando grávida de gêmeos.

A autora não fala seu nome, mas relata que fez o tratamento, depois de positivado, fez uma FIV (já era a 5º FIV) e ainda assim deu negativo. Ela fez o reforço da vacina e na outra tentativa conseguiu engravidar. Depois não escreveu mais...

Achei o blog abaixo da Regina, que conta a história das vacinas e abortos em repetição, mas não volta para informar o resultado final...
http://67mesesdegestacao.blogspot.com.br/2012/10/cross-match-resultados-parte-2.html


Encontrei o blog da Garby, que é de Americana/SP e, pelo que li dos post, ela fez 2 FIVs, teve um aborto e teve o Cross Match positivado após 3 doses na clínica do Dr. Barini. Parece que neste momento está fazendo o tratamento para a TEC, mas que também está na fila da adoção, que tinha entrado antes, uma atitudes linda demais.
   

A Marcy Santana no blog tem um post em que comenta ter sido o Cross Match a salvação para a gravidez, que após 2 abortos e com as vacinas, conseguiu engravidar. Não dá muitos detalhes, então não dá para avaliar o processo.


Como sempre, encontramos os fóruns do E-family, que são numerosos e populosos... Tem vários, mas as informações estão desencontradas. 

Alguns links do e-family:







Sei que a fé é importante, mas hoje peço para a Ciência me ajudar já que estou depositando nela as minhas expectativas.




Tratamento com as vacinas ILP: uma dose de otimismo

Percebi que estava muito pessimista e, ao ler o blog das colegas fivetes, percebi que uma boa dose de otimismo é muito importante.
Por isso vou deixar o ceticismo de lado e comentar alguns blogs com histórias de tratamento das vacinas ILP...
Pra começar, cito trechos de um post de uma profissional, a Dra. Dra. Daniella S. Castellotti, chamado “Tratamento com "vacinas" em infertilidade: mito ou realidade?”


“O assunto das vacinas para tratamento imunológico continua sendo extremamente controverso entre os médicos que trabalham com Reprodução Assistida.
Não existe ainda nenhum trabalho cientifico mostrando que realmente são eficazes.
Por outro lado, quando atendo casais que já passaram por 2 ou mais abortos ou já fizeram 2 ou mais ciclos de FIV sem sucesso, sem causa aparente, vem sempre aquela interrogação.... E agora? O que posso oferecer a eles???” (...)
Com base nestes dados vocês podem estar pensando...Então isto tudo é uma grande besteira, porem eu ainda tenho minhas dúvidas...A resposta imunológica adequada é essencial para que a gestação evolua bem, porem, na minha opinião ainda não temos o tratamento adequado. (...)
Como explicar então os casos de sucesso após tratamentos com vacinas?
Duas hipóteses: Quando se faz as vacinas, de alguma maneira estamos mexendo no sistema imunológico (o que gera uma outra preocupação em relação a outros órgãos - e não sabemos a conseqüência disto em longo prazo) podendo, para aquele casal especificamente tê-los beneficiado.
Ou então foi coincidência + pensamento positivo – muitas acreditam que agora sim, após as vacinas vai dar certo!! E é comprovado que ansiedade e stress modificam totalmente nosso sistema imunológico.  Sabemos também que mulheres que tiveram 4 ou mais abortos ainda têm 60 a 65% de chance de ter uma gestação normal!
Enfim, na teoria é fácil, o difícil é atender estes casais e simplesmente não propor nenhuma alternativa...”

Assim, uma "dose de otimismo" é importante e faz parte do sucesso. Preciso mudar minha atitude!!!