Estou me organizando
para as próximas etapas e uma nova transferência. Enquanto isso, vou
compartilhando com vocês o que está acontecendo.
Nesta fase, o dilema
é se tento sem fazer os exames (para verificar a questão imunológica do casal,
possíveis problemas como trombofilia e se faço o PGD dos embriões congelados).
Tem a questão da
grana, que é um fator que sempre pesa – que ficaria mais ou menos R$4.000,00
(R$500,00 do PGD, R$400 dos exames de sangue que o plano não cobre, R$500,0o da
consulta para fazer o Cross Match, R$500,00 do Cross Match, R$2100,00 de 3
doses da vacina antes da transferência – sem contar as que virão depois).
Mas também ficou em
dúvida sobre a eficácia do Cross Match. A médica já avisou que não é um
consenso na literatura médica, mas uma possibilidade a tal a vacina.
A consulta seria com
o tal do Dr. Barini, que preconiza esta vacina. A clínica dele fica um
quarteirão abaixo do consultório da minha médica. Ela disse que, ao tentar
engravidar, fez o tratamento e hoje tem gêmeos.
Realmente não
sei...Mas aí vem à cabeça aquela venha frase, “se não tentar, não vou sabe”.
Como estou na fase de
recomeço, estou pronta para tudo.
Li em alguns blogs de fivetes que fizeram o teste e
todas que fizeram (todas!!!) deu negativo (para estar bom deve ser positivo,
pois se deu negativo é que há implicações entre o sistema imunológico do casal,
que segundo os médicos, o sangue do pai é muito parecido com o nosso e o corpo
reage.
Até tem o blog da Iracema (Diário de uma
Fertilização) em que ela conta que, mesmo sendo já mãe de duas filhas, o exame
deu negativo – aí o médico disse que era outro pai e tal. Pelo que
entendi, ela fez o tratamento com as vacinas ILP (que é
produzida com leucócitos paternos).
Há muita discussão mesmo sobre a eficácia, o que
nos deixa ainda mais em dúvida....
Sobre o Cross Match
O exame de Cross Match é uma avaliação da presença
de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Quando o resultado é
negativo, a mulher deve receber 3 doses da vacina antes da fertilização.
Este tratamento imunológico então é baseado na
utilização de vacinas produzidas com linfócitos presentes no sangue do pai, que
são injetados no organismo da mãe. O intuito é estimular a produção de
anticorpos contra o HLA paterno, que auxiliarão na gravidez (implantação).
Em resumo, esta é a teoria que justifica o uso
deste tratamento imunológico, com linfócitos paternos (ILP) para casos de
falhas na implantação ou abortamentos em repetição, decorrente de causas
associadas à aloimunidade.
O que mais me deixa a dúvida é que todas as
mulheres, que nunca engravidaram, terão o Cross Match negativo, pois nenhuma
mulher nasce imune à gravidez. De forma forma, podemos dizer que é durante a
gravidez que irá se imunizar ou durante o tratamento com as vacinas. Assim, um
“negativo” no resultado é o esperado.
Não sei se fui clara, mas de qualquer forma, vou
acabar me submetendo às vacinas, se fizer o exame. Esta seria uma precaução
depois de uma FIV negativa.
Aí que pergunto: será que realmente preciso? Será
necessário ou um stress extra, além dos vários que passamos?
Bom, resolvi entrar em contato com as clínicas.
Em Campinas, há 3 lugares que o exame pode ser
feito:
1) Clínica
Alovita (do tal Dr. Barini – que já deve estar rico a esta altura, com o
desespero dos casais inférteis)
Liguei lá agora e o exame custa R$480,00 (pago com
dinheiro ou cheque, não aceita cartão)
2) Na UNICAMP
(onde fazem somente o exame, que apesar de ser no HC, é pago, pois para entrar
na fila da FIV por lá, tem uma série de critérios baseados na renda)
Como imagino que seja uma mega fila e bem demorado,
acho que vale a pena tentar na clínica
3) No
laboratório Fleury
Tentei ligar muitas vezes, mas não consegui retorno
(se fazem ou qual o valor)
Estava lendo um tópico bacan no E-family que a
Solures conta um pouco sua história e recomenda fazer sempre o Cross Match de
Citometria de Fluxo.
Valeu, Solures, vou lembrar disso.