domingo, 8 de setembro de 2013

Voltando depois de um tempo: novos exames (trombofilia e cross match)

Gente, depois de um longo e tenebroso inverno (rs) volto a escrever.
Deu um tempo nos exames pois estava sofrendo muita pressão no trabalho. Meu marido também estava nesta pilha e até rolou um stress forte na sexta, voltou uma discussão que tivemos algumas vezes sobre separação. O casamento foi em 2006, tivemos uma crise forte em outubro de 2009, outra em julho de 2010 (que ele chegou a me trair e hoje tentar virar esta página), depois uma outra em outubro de 2011 e a maior de todas em janeiro deste ano (2013), quando decidimos fazer a FIV.
Acho que a crise foi pequena e as coisas estão voltando ao normal. Amanhã (segundona) irei fazer os exames de sangue para identificar se tenho ou não trombofilia. Tem um exame que a UNIMED não está autorizando (MTHFR) que vou pagar à parte (R$500,00 – mais um na lista das despesas com o tratamento).
O Cross Match faremos na quarta. Ainda tenho muitas dúvidas sobre ele... até já comentei, mas acho que estou apelando para tudo.
Fiquei menstruada no dia 03/09 e então vai ser um mês para analisar os resultados dos exames antes de tomarmos qualquer decisão.
Como não sei muito bem como a trombofilia afeta a fertilidade e o sucesso da FIV, fiz uma seção Perguntas & Resposta após uma coletânea da web, que postarei a seguir.
Espero que seja útil, pois a cada fase aparece um novo fator que pode estar atrapalhando, pois todos os meus exames são normais até agora, os “nadadores” do meu maridos são ótimos, meus óvulos e embriões tipo premium e nada...
Bom, vou postar a FAQ sobre trombofilia a seguir...




sábado, 17 de agosto de 2013

Decidimos: vamos fazer o Cross Match


Oi, meninas

Estou meio sumida, pois não tenho novidades. Agora tenho que esperar o novo ciclo para retomar o tratamento.

Também conversei com meu marido e tomamos uma decisão: faremos o Cross Match nesta semana. Vamos fazer o que for necessário, como tomar as vacinas.

Quem acompanhou os posts anteriores, sabe que desconfio da eficácia deste exame, mas estou apelando para tudo. Espero que a ciência possa ajudar, acho que a fragilidade deste momento nos leva à buscar esperança nos tratamentos possíveis...

A semana foi tensa no trabalho e até deixei estas questões mais pessoais de lado, já que não daria para fazer muita coisa sem os exames. Tenho tentado pensar em outras coisas para não fixar no negativo e esquecer um pouco da decepção.

Hoje, sabadão, acordei cedo para trabalhar, à tarde tirei uma soneca para o “sono embelezador” e recuperar as energias e ir ao shopping para algumas comprinhas.

Enquanto não sou mãe (por enquanto...) continuo investindo em mim (bem egoísta.... rd), pois sei que em breve só pensarei  em coisas para o bebê.  Não vejo a hora! Os 3 “congeladinhos” vão esperar um pouco... mas vai valer a pena!
 

 
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Aprendendo a lidar com o negativo da FIV

Meninas, tenho escrito pouco, mas é que estou sem novidades.
Estou no aguardo da aprovação do plano médico dos exames de sangue para avaliar trombofilia e farei o Cross Match na semana que vem.
Apesar de todas as dúvidas sobre a eficácia do Cross Match, conversei com meu marido e acho que vamos fazer. O grande problema é que sei que o resultado recomendará as tais vacinas e não há consenso se realmente funcionam – e tenho dúvidas se realmente funcionam.
Todos os exames normais, não sei o que pode ser... então devemos pensar em como usar os recursos da ciência, mesmo que ainda esteja em dúvida.


Voltei a fazer atividades físicas e o meu corpo voltou ao normal. Tinha ficado bastante inchada e com uns quilos extras, agora já me recuperei fisicamente.
Já no aspecto psicológico, posso dizer que estou com a sensação de ressaca. Parei de falar sobre o assunto com meu marido, que estava ficando estressado – e não apenas com o assunto, mas também com o trabalho, aí junta tudo, um caos.
Não sei se comentei, mas eu e meu marido trabalhamos juntos, tentamos separar as coisas, mas não tem sido fácil. No trabalho, tivemos mudança de diretoria, muita pressão por metas e início das aulas na faculdade (já que somos professores também, é bem agitado).
Ele estava tão carinhoso comigo quando achava que eu estava grávida, me sentia uma princesa. Depois do negativo, ele mudou completamente... Ai, isso me deixa tão triste.
Posso dizer que um negativo na FIV abalou nosso casamento.
Agora estou esperando passar este semana estranha para retomar tudo semana que vem. Estou juntando forças e vamos lá...


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cross Match: fazer ou não fazer? Funciona ou não funciona?

Estou me organizando para as próximas etapas e uma nova transferência. Enquanto isso, vou compartilhando com vocês o que está acontecendo.
Nesta fase, o dilema é se tento sem fazer os exames (para verificar a questão imunológica do casal, possíveis problemas como trombofilia e se faço o PGD dos embriões congelados).
Tem a questão da grana, que é um fator que sempre pesa – que ficaria mais ou menos R$4.000,00 (R$500,00 do PGD, R$400 dos exames de sangue que o plano não cobre, R$500,0o da consulta para fazer o Cross Match, R$500,00 do Cross Match, R$2100,00 de 3 doses da vacina antes da transferência – sem contar as que virão depois).
Mas também ficou em dúvida sobre a eficácia do Cross Match. A médica já avisou que não é um consenso na literatura médica, mas uma possibilidade a tal a vacina.
A consulta seria com o tal do Dr. Barini, que preconiza esta vacina. A clínica dele fica um quarteirão abaixo do consultório da minha médica. Ela disse que, ao tentar engravidar, fez o tratamento e hoje tem gêmeos.
Realmente não sei...Mas aí vem à cabeça aquela venha frase, “se não tentar, não vou sabe”.
Como estou na fase de recomeço, estou pronta para tudo.



Li em alguns blogs de fivetes que fizeram o teste e todas que fizeram (todas!!!) deu negativo (para estar bom deve ser positivo, pois se deu negativo é que há implicações entre o sistema imunológico do casal, que segundo os médicos, o sangue do pai é muito parecido com o nosso e o corpo reage.
Até tem o blog da Iracema (Diário de uma Fertilização) em que ela conta que, mesmo sendo já mãe de duas filhas, o exame deu negativo – aí o médico disse que era outro pai e tal. Pelo que entendi,  ela fez o tratamento com as vacinas  ILP (que é produzida com leucócitos paternos).

Há muita discussão mesmo sobre a eficácia, o que nos deixa ainda mais em dúvida....

Sobre o Cross Match
O exame de Cross Match é uma avaliação da presença de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Quando o resultado é negativo, a mulher deve receber 3 doses da vacina antes da fertilização.
Este tratamento imunológico então é baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo da mãe. O intuito é estimular a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que auxiliarão na gravidez (implantação).
Em resumo, esta é a teoria que justifica o uso deste tratamento imunológico, com linfócitos paternos (ILP) para casos de falhas na implantação ou abortamentos em repetição, decorrente de causas associadas à aloimunidade.
O que mais me deixa a dúvida é que todas as mulheres, que nunca engravidaram, terão o Cross Match negativo, pois nenhuma mulher nasce imune à gravidez. De forma forma, podemos dizer que é durante a gravidez que irá se imunizar ou durante o tratamento com as vacinas. Assim, um “negativo” no resultado é o esperado.

Não sei se fui clara, mas de qualquer forma, vou acabar me submetendo às vacinas, se fizer o exame. Esta seria uma precaução depois de uma FIV negativa.
Aí que pergunto: será que realmente preciso? Será necessário ou um stress extra, além dos vários que passamos?
Bom, resolvi entrar em contato com as clínicas.

Em Campinas, há 3 lugares que o exame pode ser feito:

1)  Clínica Alovita (do tal Dr. Barini – que já deve estar rico a esta altura, com o desespero dos casais inférteis)
Liguei lá agora e o exame custa R$480,00 (pago com dinheiro ou cheque, não aceita cartão)

2) Na UNICAMP (onde fazem somente o exame, que apesar de ser no HC, é pago, pois para entrar na fila da FIV por lá, tem uma série de critérios baseados na renda)
Como imagino que seja uma mega fila e bem demorado, acho que vale a pena tentar na clínica

3) No laboratório Fleury
Tentei ligar muitas vezes, mas não consegui retorno (se fazem ou qual o valor)

Estava lendo um tópico bacan no E-family que a Solures conta um pouco sua história e recomenda fazer sempre o Cross Match de Citometria de Fluxo.
Valeu, Solures, vou lembrar disso.

Meninas, vale a pena ler o tópico: http://www.e-familynet.com/phpbb/viewtopic.php?t=410250

Achei o link de uma outra clinica que faz isso (não consigo parar de pensar que há todo o aspecto lucrativo do negócio e na % de eficácia, sou muito desconfiada): http://www.aloimune.med.br/noticias.asp?cod=11

domingo, 11 de agosto de 2013

Próximos passos depois do Negativo

Gente, sumi por uns tempos. Na verdade, não tinha muitas novidades e foi uma semana bem corrida no trabalho. Até tentei me desligar um pouco do assunto "gravidez", meu marido falou que eu estava ficando paranoica e só falava nisso. Percebi que ele estava certo, eu estava obcecada. Na verdade, estava muito frustrada por tudo. 
Não tem sido fácil em família, pois ninguém sabe de nosso tratamento. Gostaria de compartilhar com alguém e me sinto melhor quando compartilho com vocês!
Já passei da fase de dar satisfações à família, principalmente às tias chatas que em festa de família perguntam se nunca vou ter filhos. Me dizem que sempre me voltei muito para o trabalho e aí digo: "É verdade, o meu negócio é trabalho, não penso em ter filhos". Deixo por isso mesmo, é melhor assim, pois tive a fase dar respostas atravessadas, com por exemplo, "ninguém paga minhas contas" ou "vou esperar a hora certa".
Aí tem aquelas pessoas com cara de pena, dizendo "Deus vai te ajudar". Eu devia fazer uma cara de c* porque todas as pessoas se intrometem em nossa vida. Uma vez vi uma frase em parachoque de caminhão que todos deveria, usar: "Deus deu a vida para cada um cuidar da sua". Nossa, desculpem, como escrevi, estou na fase da revolta, mas já está passando...
Sei que minha mãe fica triste e até chorou, ainda mais que minha irmã, 10 anos mais nova, acabou de ter um bebê. Ele é lindo, seria madrinha dele e são apenas opções que não preciso justificar porque não tive filhos antes.
E aí, dando sequência, os próximos passos incluem:
1)    Sair da fissura de engravidar e deixar o processo fluir
2)    Pedir autorização ao plano de saúde dos exames de sangue
3)    Escolher a clínica para fazer o Cross Match

Confesso que ainda tenho muitas dúvidas sobre este exame Cross Match e a eficácia, tenho medo de me decepcionar novamente e passar de novo por vários exames para nada.
A própria médica disse que é possível que a gente faça o exame, use as vacinas, gaste tempo, dinheiro e mais expectativas para nada.
Nesta semana farei tudo isso para retomar os planos.

Tenho lido blogs de outra fivetes e me animando.


O que acontece com a menstruação depois da FIV ou TEC?

O que acontece com a menstruação depois da FIV/TEC?

Gente, após a ressaca do negativo e de alguns posts mais técnicos, estou voltando a escrever.
Para quem está acompanhando: o Beta fiz no D13, uma paulada na cabeça que me tirou o sentido... Parei com a medicação e 3 dias depois, fiquei menstruada - domingo passado).
Logo depois do resultado, voltei a conversar com a médica para discutirmos o que deu errado. Tenho suspeita de que nos precipitamos e ela não pediu todos os exames, por exemplo, de tipagem sanguínea do casal, cariótipo ou o cross match.
Acho que faltaram os exames imunológicos do casal, já que a investigação de problemas genéticos deve ser parte da explicação do insucesso da implantação. Assim o problema pode ser também do endométrio e pesquisei que existe um novo exame (ERA – Receptividade Endometrial ARRAY), que avalia a receptividade endometrial, poderá esclarecer alguns resultados negativos e melhorar as chances de gravidez.
Quem acompanhou o blog nestes dias percebeu que fiz uma pesquisa na web sobre os motivos, tem uma pasta no meu computador com um “dossiê” sobre os problemas... Mas preciso parar de olhar os problemas e pensar na solução! E a melhor coisa, além de ficar paranoica com o Dr. Google, é conversar com a médica.
Mas já estou cogitando buscar outras clínicas, principalmente que é a CRH, Clínica de Reprodução Humana de Campinas, que é referência no Brasil e América Latina, bem pertinho da minha casa. São médicos professores da UNICAMP, instituição onde estudei (fiz minha graduação, mestrado e doutorado) e confio muito.
Como ontem me senti bem mal quando a M (“monstra” - chegou no domingo passado), fiquei pensando... “O que acontece com a menstruação depois da FIV/TEC?
Bom, após o Beta negativo, a progesterona (Utrogestan®, Crinone®, Evocanil®, dentre outros) é imediatamente interrompida – e no meu caso, usava estrogênio (tomando Natifa e colocando adesivos de Estradot). Assim o sangramento menstrual é esperado que aconteça, em média, entre 2 a 10 dias após a interrupção deste hormônio.
Mais do que o aspecto simbólico, a menstruação é o resultado natural do processo fisiológico que marca o fim de um ciclo e o início de outro. Aí renovamos nossas esperanças e repensamos o que fazer.
Aí vem aquela outra pergunta: “O ciclo é diferente depois da FIV com Beta Negativo?”
Quando a transferência é feita no “ciclo fresco”, verifica-se que o aparelho reprodutivo ainda não retornou por completo ao status pré-tratamento. Os ovários habitualmente se encontram ainda aumentados de volume e organismo feminino está retomando a sua anatomia e o seu funcionamento. Esta involução gradual costuma levar vários dias ou até mesmo algumas semanas.
Já nos ciclos de transferência de embriões que se encontravam criopreservados o retorno ao funcionamento normal se dá de forma quase imediata. Este foi o meu caso e o que senti de diferente foi a cólica inicial muito mais forte.
Como era domingo, resolvi correr no parque para ver se o negócio descia logo. Foi um caos, pois a dor era muito forte e o meu carro estava estacionado a pelos menos uns 3 km do lugar em que comecei a passar mal. Reduzi o ritmo e continuei a corrida, completando os 6km do percurso. Mas também dormi o resto do dia, depois de me entupir de Ponstan.
Agora é a fase de investigação para explicar ou tentar identificar a causa do insucesso.
Neste momento, vale fazer alguns exames ainda não realizados, para completar a avaliação. Dentre estes, alguns dos mais solicitados são a histeroscopia, exame que verifica como está o interior da cavidade uterina onde são colocados os embriões e a parte imunológica da paciente.
Abaixo alguns questionamentos que podem povoar em nossas cabecinhas ansiosas.... 
Foram respondidas pelo Dr. Marcos Höher,  integrante da equipe do Centro de Reproduçao Humana Nilo Frantz (a referência com o link está ao final).

Neste mesmo ciclo ovula-se normalmente ou pode acontecer de não ovular?
Assim como ocorre após a suspensão da pílula anticoncepcional, a retomada dos ciclos menstruais ovulatórios regulares após os ciclos de fertilização in vitro acontece de uma forma bem variável e pouco previsível. Algumas mulheres rapidamente tem sua produção hormonal restabelecida, enquanto outras vão necessitar de mais tempo para retomarem a sua plena capacidade ovulatória.

E no mês seguinte, a menstruação poderá atrasar? Os hormônios poderão ficar "bagunçados"?
No segundo mês (ou ciclo) após uma fertilização in vitro a maioria das mulheres já recuperou a sua produção hormonal. A duração do tratamento corresponde a 1(um) ciclo e no seguinte é comum haver alguma irregularidade ou disfunção. No entanto, no ciclo subseqüente tudo já deve estar voltando ao normal.

É comum a formação de cistos após o uso de medicamentos que estimulam os ovários durante a FIV / TEC ou isso é mito?
O ovário, por natureza, é um órgão em constante atividade e mutação e a formação de cistos é extremamente frequente.
Já no ciclo de FIV o que se verifica é o crescimento intencional de múltiplos folículos ovarianos. Após a punção para coleta dos óvulos alguns destes folículos puncionados se enchem novamentente de líquido (chamado de transudato) ou de sangue formando múltiplas pequenas cavidades císticas. Trata-se de algo esperado e com regressão completa transcorridos alguns dias ou semanas. Na ocorrência da gestação é observada uma reabsorção mais lentas destes "cistos" e uma persistência dos mesmos até a completa reabsorção por um período mais prolongado.


É isso, fiquei uma semana menstruada, triste porque era para já estar curtindo a gravidez.
Zapeando na TV, acabei de ver a notícia naquele programa “Domingo Espetacular” que a Ana Hickmann está grávida e fez FIV.
Poxa, todo mundo, menos eu? L

Desculpem, estou na fase da revolta, depois passa...




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quanto custa uma FIV?

Meninas, tudo bem?

Depois da necessidade de fazer os exames (cross match) e outras investigações, fiquei pensando em quanto tinha gastado até o momento com a FIV - sem contar um medicamento ou outro que a gente esquece - ou quanto gasta com um monte de vitamina (só aí vai uns R$300,00 por mês).

Ainda estou pensando no que fazer, mas acho que vou tentar os exames da imunologia, tô pensando...

Bom, para se ter uma ideia, para o meu tratamento o que gastei (mais ou menos), foi:


Exames não cobertos pelo plano de saúde
R$700,00
Honorários médicos
R$2.500,00
Clínica
R$6.500,00
Congelamento dos embriões
R$1500,00
Material para transferência
R$500,00
Medicamento (Menopur – 12 cx)
R$1340,00
Medicamento (Ovidrel – 1 cx)
R$350,00
Albumina (por causa do Hiperestímulo)
R$350,00
Femara (por causa do Hiperestímulo)
R$520,00
Dostinex (por causa do Hiperestímulo)
R$70,00
Estradot (4 cx)
R$320,00
Natifa (4 cx)
R$140,00
Evocanil (5 cx)
R$300,00
Total
R$15.090,00

Obs.: Valores de referência de maio a junho / 2013.


Não tenho referência de outros lugares, mas esta é a variação próxima do que vi na internet. 

No meu caso aumentou um pouco porque tive hiperestímulo na indução da ovulação.

Não sei se alguém que está lendo tem outras informações.

Sei que tem a chamada "FIV garantida" em algumas clinicas, que independente do valor por tentativa, garante até que se engravide - não sei bem as condições, teria que pesquisar um pouco mais.



Juntando os cacos e partindo para a próxima tentativa

Para quem está acompanhando a minha jornada e toda a decepção depois do negativo, estou na fase de recuperação da notícia (mais emocional, porque físico a gente não sente muita coisa quando é feita TEC - Transferência dos Embriões Congelados).

No domingo fiquei menstruada, com cólica absurdamente forte e fluxo intenso. Também, depois de tantos hormônios, o corpo sente. Como engordei uns 3Kg, voltei a fazer atividade física.

Continuo tomando vitaminas (B, C, E) e ácido fólico, também tenho comigo um monte de gelatina. Cortei doces e o café já tinha cortado há muito tempo.

Estou preparando novamente o meu corpo para receber os 3 "congeladinhos" que estão na clínica.

Na segunda fui até a médica, meu marido foi comigo. Ele tem sido muito compreensivo, ficou decepcionado com o negativo e está me dando muito apoio. Me mimou tanto nos dias que esperamos o resultado, tive "13 dias de vida de princesa" kkkkkkk

Como já tinha feito uma pesquisa no Dr. Google (tá, seu sei que não devia, mas fiz...), aí fui esperando uma resposta da médica, que falou maios ou menos o que já era de protocolo - mas deixou algumas dúvidas.

Tudo são probabilidades e aí tem que haver um pensamento bem racional...

Ela disse que a falha na implantação dos embriões pode ser decorrente de falhas genética e há médico que preferem tentar duas transferências antes de solicitar alguns exames (que são caros e os planos de saúde não cobrem).

Como, em nosso caso em particular, não queremos perder tempo, ela disse que podemos fazer a investigação antes de usar os congeladinhos.

Assim, os problemas poderiam ser: 

a) Imunológicos: faremos o Cross Match e alguns exames de sangue (o exame custa R$500,00 e se precisar usar as vacinas, são R$700,00 cada dose, sendo 3 antes da transferência e mais algumas até o 3º mês de gravidez.

b) Genético: podemos fazer o PGD para analisar os embriões (que custa R$500,00) - embora a médica tenha dito que na minha idade (36 anos), são mais raros os problemas desta natureza

c) Fisiológicos: que seriam do endométrio, mas ela descartou.

Para garantir, também pediu alguns exames para analisar se há problemas de trombofilia.

Estou com a lista de exames e vou passar na Unimed para ver se autorizam... Acho que não vai rolar pelo plano, mas vou tentar.


Pelo que conversei com meu marido, vamos fazer esta investigação, mesmo que demore um pouco mais para a próxima transferência...

Até arrumei um trampo extra (dar uma aulas nos cursos de pós-graduação) para reforçar o caixa e uma grana para compensar estes exames. Fazer o quê... tenho certeza que isso não é nada perto da alegria que os bebês nos trarão.