sábado, 4 de abril de 2015

A metáfora para “arrumar o guarda-roupa”



Hoje é o D 16 e o médico pediu para fazer o Beta só na próxima segunda. Tô achando que ele calculou errado, mas me segurei muito e não fiz o teste de farmácia como nas duas tentativas anteriores. Ainda estou tentando segurar a onda da ansiedade e, com uma semana de trabalho bem corrida, confesso que até achei melhor adiar. Vou explicar: se fosse negativo, sei que iria me abater muito e ficaria sem forças e, se fosse positivo, eu iria apertar a tecla do “foda-se” e não iria quer trabalhar, só curtir o momento da minha vida.

Enquanto isso, vou levando a vida de “TPB – Tensão Pré-Beta”, com os medicamentos e nenhum sintoma. Hoje é sábado e acordei animada com o feriado. Após tomar café com o marido, resolvi atualizar o blog pois estava com saudades de vocês, peço desculpas pelo sumiço e falta de notícias...

Aí fiquei pensando enquanto repousava após a rotina de aplicar o Crinone pela manhã  -  são 10 minutinhos que fico deitada após colocar o remédio e aproveito para pensar na vida.

Ah, já vou avisando, depois de uma dessas reflexões, hoje vou escrever aquele post bem intimista e pessoal, abrindo meu coração sobre todos os sentimentos, espero que se identifiquem e que eu possa ajudar alguém a pensar sobre tudo isso. Preparem-se que não é sempre que estou inspirada...kkkkkkkkk

Sabe quando estamos com aquela sensação de “vida bagunçada” e que tem algo pendente, algo que precisa acontecer ou que estamos nos entulhando de coisas e sentimentos desnecessários? Pois é, nestes momentos, tem algo que faço e me ajuda muito:  arrumar o guarda-roupa.

Como canta a Marisa Monte, “... isso me acalma, me acolhe a alma, isso me ajuda a viver”.

Antes que pensem que sou louca, vou contar a “metáfora do guarda-roupa”. Parece bobeira, mas é uma comparação interessante...



Hoje o mundo – e nós mesmas – impõe tanta pressão, expectativa e tarefas que o tempo parece voar e não conseguimos cumprir tudo. A noção do que é aproveitar a vida parece ser atropelada quando mal começou o friozinho do inverno e parece que um salto nos leva de novo ao Natal, aí as pessoas se mobilizam logo para Carnaval e aí o tempo já nos colocou de novo na roda viva de ciclos e compromissos. Ficamos pensando que não deu tempo para curtir a primavera porque passamos a nos preocupar com o fim do outono.

Esta rotina nos envolve e aí acabamos vivendo e acumulando coisas e sentimentos. Aí olhamos para o quarto, com um monte de roupa amontoada, alguns pelo avesso, sapatos jogados pela casa, papéis empilhados e e-mails sem resposta lotando nossa caixa de entrada. Tudo isso nos incomodo e acabamos deixando para depois porque estamos cansadas e sem tempo. Ah, depois faço isso... Mas é uma “bola de neve” e está aí a importância da metáfora que compartilho hoje com vocês.

Quando isso acontece, vamos amontoando não apenas coisas, mas sentimentos em nossa vida e é preciso parar tudo, colocar a vida e a cabeça em ordem.

Mas é preciso parar tudo e rever. Não adianta fazer como quando aparece uma visita e a gente empurra tudo para dentro do guarda-roupa para dar a sensação de que está organizado. Não adianta, fechamos a porta mas a bagunça continua lá.

Vamos abrir a porta do guarda-roupa, tirar tudo, pensar no que de fato importa, escolher aquilo que queremos e pensar no que podemos fazer – e não sofrer por aquilo que não depende de nós. Um amigo dizia que importante é saber o que queremos, mas também o que não queremos para nós e aí que entra a faxina, o desapego àquilo que não queremos.

É isso, respirar fundo, criar coragem e arrumar o guarda-roupa!
Bjs e uma ótima Páscoa a todas.