terça-feira, 24 de março de 2015

Estou grávida... até que o Beta prove o contrário... (rs)



Meninas, depois de outro sumiço após a transferência, venho aqui contar as novidades. Na verdade, não há muitas... Depois de um tempo, tudo vira um procedimento e aquela ansiedade da primeira vez para saber como será já não é mais a mesma. Não significa frieza, mas começa a ser uma batalha diferente.
Escrevo isso pois sinto que nesta 3º tentativa me sinto menos ansiosa e menos focada na questão da FIV. Não sei se isso é bom ou ruim, mas em parte vem do “desmoronamento do castelo de sonhos” após a consulta com o médico no Negativo anterior. Como ele disse que o problema pode ser com a qualidade dos embriões que não se desenvolvem, fiquem um pouco cética sobre o sucesso desta vez.

Desistir? Nunca! Talvez mais racional do que as duas vezes anteriores em que eu estava com a expectativa lá na estratosfera, de tão alta.

Um dos motivos foi o desenvolvimento dos embriões depois de descongelados. Dos 6 embriões, apenas 2 estavam em condições de transferência, sendo 1 blastocisto e outro em estágio de mórula. Na qualidade, o score poderia ser como um A- e um B+  caso exista esta classificação. Não é impossível, mas pelo desenvolvimento dos demais da mesma “fornada” que pararam de crescer, é possível que estes tenham suas chances diminuídas com o passar dos dias após a transferência.

A foto deles............

Vejam o resultado que recebi da clínica logo após a transferência:

 
De qualquer forma, não dá para deixar de lado o pensamento positivo. A ansiedade também tá sempre por aqui e não estou conseguindo dormir bem, muitos pesadelos com a visita dos fantasmas do meu inconsciente.

Vou resumir aqui o que tem acontecido, pois estou meio sem novidades:
 

D 01 - 20/3 (sexta) = Fiz a transferência no período da tarde dos 2 embriões que sobreviveram e outros 4 foram descartados (não sobrou nada... sem congeladinhos extras). O médico sempre muito calmo e gentil, chegou com o tablet com as musiquinhas relaxantes e em meia hora já estava tudo certo. Nem precisei repousar os 10 minutos após a transferência. Novamente vi os pontinhos de luz na tela do ultrassom, fechei os olhos e pedi para “a galera grudar forte lá no meu endométrio” e pronto.
Descansei um pouco e às 18h do mesmo dia já fui para a faculdade dar aulas, pois o médico disse que deve ser vida normal. Me poupei um pouco da movimentação, mas fiquei lá até 23h.


D 02 - 21/3 (sábado) = Teve um evento que organizei com um professor do HC da Unicamp e o auditório lotou, mas já estava cedinho na faculdade organizando tudo, vida normal. Voltei para casa na hora do almoço e descansei o restante do dia.

D 03 - 22/3 (domingo) = O dia chuvoso me fez ficar o dia todo em casa curtindo a preguiça. Somente tive que sair à noite quando meu marido passou mal e o levei até o hospital, que estava lotado. Foi uma crise de labirintite e tive que cuidar dele...

D 04 - 23/3 (segunda) = Um dia de rotina de trabalho, com reunião logo cedo, respondendo e-mails em home office pela manhã e escritório à tarde com muitas reuniões chatas. Fiquei na faculdade até 23h para atender alunos e resolver problemas.

D 05 - 24/3 (terça) = Sem nenhum sintoma, nadinha. Acordei cedo para cuidar da casa e daqui a pouco saindo para trabalhar. A medicação continua a mesma, com 3 adesivos de Estradot a cada 48h (melhor que a Primogyna que usei anteriormente e deu azia), uma aplicação de Crinome pela manhã e um Utrogestan à noite. Ah, mantendo a Aspirina e Metformina.

 
É isso, esperando que tudo dê certo... Bjs