quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cronograma do tratamento de indução da ovulação para FIV

Desta vez fui bem organizado e, a pedido do médico, anotei em um calendário todas as medicações. Segue o registro dos 11 dias desta etapa da segunda FIV:

Dia
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
DOM
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
SAB
DOM
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
Data
30/11
01/12
02/12
03/12
04/12
05/12
06/12
07/12
08/12
09/12
10/12
11/12
12/12
GONAL
112,5
112,5
112,5
112,5
112,5
112,5
112,5
112,5
112,5
112,5
 
 
 
CETROTIDE
 
 
 
 
 
 
 
 
1 ds
1 ds
 
 
 
GONAPEPTYL
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 ds
 
 
ULTRASSOM
 
X
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXAME SANG.
 
X
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PUNÇÃO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
x

 Já foi combinado com o médico que os embriões serão congelados (juntamente com os outros 3 que já temos na clínica, para transferência a partir de fevereiro.
Agora é só esperar pela punção amanhã!
 

Reta final da indução da ovulação

Gente, a punção será amanhã!!!

Ontem fui ao médico para o último ultrassom, estou com 30 folículos, praticamente uma bomba com a barriga muito inchada, mas isso é bom ter opções. Destes, cerca de 15 estão com o tamanho ideal para a retirada, que deve ser de 15 a 18 mm.
O médico também pediu novo exame de sangue com indicadores hormonais (o de sempre, que fiz ao longo da indução: FSX, LH, Estradiol e Progesterona). Foi meio corrido, pois o horário no laboratório ia até 13h e faltavam 10 minutos quando saímos da consulta, mas deu tudo certo. O resultado saiu às 17h e, pontualmente, o médico já me enviou um WhatsApp com orientações (adoro estas modernidades e médicos conectados!).

Às 19h30 fiz a aplicação de duas injeções de Gonapeptyl (para evitar a hiperestimulação, não usamos Ovidrel desta vez).
Também estou tomando Ibuprofeno 400mg para evitar o desconto abdominal, mas que não tem sido muito...

Amanhã é o dia da retirada, tomara que os folículos estejam bem bonitões, porque no ultrassom pareciam ótimos. Meus ovários estão bombando, vamos esperar amanhã, sexta, logo cedo. Yupi!!!!!!!!!!!
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Comentários sobre medicação para indução à ovulação para FIV


Hoje vou comentar um pouco sobre a medicação que estou usando para estimular a ovulação neste ciclo da minha segunda FIV.
Na anterior, no ano passado, usei Menopur por 12 dias e depois o Ovidrel no final para a punção após 36 horas.

Desta vez, o outro médico mudou para não haver hiperestímulo ovariano, como tive da outra vez e que é muito ruim, mas sei que tenho uma tendência para isso. Da outra vez, gerei 26 folículos e agora, estou no 11º e no ultrassom de ontem, o médico conta 30!!!

Bom, estou aplicando 112,5 ui de Gonal todas as noites, o que é bem tranquilo, como é em formato de caneta e agulha fininha, facilita muito. Cada caneta, nesta dosagem, dá para 4 aplicações. Para saber como aplicar, assisti a um vídeo no Youtube (não sei o que seria da minha vida sem internet!!!): https://www.youtube.com/watch?v=-S9yp4jBOwI


A partir do 9º dia de estímulo, o médico pediu para aplicar, no mesmo horário que o Gonal, também o Cetrotide, para impedir que alguns folículos maiores se desenvolvam antes e rompam, não podemos perdê-los. A aplicação deste é mais chatinha e ele dói mais, ficando um pouco vermelho no local depois, por alguns minutos. Mas nada demais. Da mesma forma, para aplicar, recorri ao Youtube neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1-y2BwcKR8k



Não me sinto mal, apenas um inchaço na barriga, com certo desconforto e acabou nem usando jeans ou roupas apertadas neste dia, mas um vestido soltinho ajuda bem.
Hoje tenho o último ultrassom à tarde para decidir se a punção será amanhã ou depois. Desta vez, no lugar de Ovidrel, usarei duas injeções de Gonapeptyl. Já estão comigo armazenadas na geladeira, esperando a ordem médico. Tem um vídeo para este no Youtube também, mas ela já vem prontinha, é tirar da embalagem e aplicar! O link é: https://www.youtube.com/watch?v=KEsW3UsvVr4


Bom, outra questão que fiquei em dúvida com meu marido foi sobre a abstinência sexual para deixar os “nadadores” melhores para o dia da fertilização. O médico acabou não comentando e, em uma pesquisa em sites de clínicas, vi que solicita de 2 a 5 dias. Bom, achamos melhor respeitar este prazo, pois tudo tem que dar certo!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Ainda sobre indução da ovulação para FIV - uso de Gonal F e Gonapeptyl


Já contei um pouco sobre como tem sido a aplicação dos medicamentos.

Não sei se comentei, mas morro de medo de injeção e, desde a primeira FIV, quem aplica a medicação é meu marido. Mas como tive uma viagem a trabalho exatamente durante o processo, tive que criar coragem e aplicar em mim. Vixi, fiquei apreensiva, mas deu tudo certo!

Tive que ir em uma van alugada para todos da equipe e levei uma bolsa térmica com o remédio, tive que inventar uma desculpa porque queriam saber o que era. Mas pontualmente, ia até o quarto do hotel e aplicava em mim. Faço qualquer coisa pelos meus futuros bebês!!!!!!!!!!!



Mas agora, para conhecer um pouco mais sobre a parte técnica do processo, vou descrever o processo de indução da ovulação.

Para facilitar, organizei em 3 fases a partir da pesquisa que realizei (como não sou da área da saúde, as informações são baseadas nos sites de médicos que atuam em reprodução assistida e embaixo deixo sempre os links consultados).

A estimulação ovariana é um passo muito importante para uma FIV de sucesso. Se bem conduzida propicia coleta de óvulos maduros e de qualidade para a fertilização. Se mal conduzida pode comprometer irremediavelmente a chance de gravidez no ciclo, ou causar riscos desnecessários à mulher (como o hiperestímulo ovariano, que tive na minha primeira tentativa e é ruim demais...)
 

Fase 1: Avaliação Basal e Fase Inicial de Estímulo

O ideal é que ao iniciar o processo, no ultrassom, o ovário apresente todos os folículos pequenos (< 8 mm) e relativamente sincrônicos, ou seja, sem muita variação de tamanho. Isto vai garantir que respondam de forma semelhante à medicação, crescendo e amadurecendo juntos. O melhor é que todos os folículos cheguem à maturidade aproximadamente no mesmo dia de estímulo, conseguindo-se mais óvulos maduros. Outro aspecto que o médico avalia no ultrassom é a espessura do endométrio, que no início do tratamento deve estar fino, menor ou igual a 5 mm, garantindo que existe um bom “repouso” fisiológico ovariano.

Dentre os medicamentos, as gonadotrofinas utilizadas nesta fase são o FSH puro (GONAL, PUREGON, BRAVELLE) ou o FSH com efeito LH associado (MERIONAL, MENOPUR). A escolha depende da experiência de cada clínica e disponibilidade, pois a literatura médica mostra não haver diferenças relevantes na resposta a estas medicações.
 

Fase 2: Estimulação do Ovário

No 5º – 6º dia de medicação é esperado que os folículos estejam crescendo de maneira uniforme, com diâmetro em torno de 10 a 14 mm, e o endométrio esteja se tornando espesso (> 5 mm). Nos hormônios, o único que deve estar subindo é o Estradiol produzido pelas células dos folículos em crescimento. O LH e a Progesterona devem permanecer baixos.

Ainda no 5º ou 6º dia de estímulo, é realizada uma avaliação da resposta através de dosagens hormonais e ultrassom, para verificar se há necessidade de ajustes nas doses.

Nesta fase, de acordo com os exames, para evitar que alguns folículos fiquem maduros antes da hora, alguns médicos utilizam o antagonista de GnRH (CETROTIDE ou ORGALUTRAN), como é o meu caso (iniciando no 8ª dia).

Em algumas clínicas, o antagonista é iniciado de maneira fixa no 6º dia de estímulo. Em outras é iniciado de maneira variável, quando o primeiro folículo atinge 14 mm de diâmetro e os níveis de Estradiol cerca de 400 pg/ml. Uma vez iniciado, o antagonista é mantido até a finalização da estimulação.

A monitorização da resposta é repetida a cada 2 ou 3 dias a partir da avaliação inicial (5º – 6º dia), no intuito de detectar o ponto exato em que os folículos e óvulos estarão maduros para a coleta.

Fase 3: finalização do estímulo e indução ovulatória

Em média após 10 dias de estímulo, com pequenas variações para menos ou mais segundo a resposta ovariana, os óvulos estarão maduros. O ultrassom deve mostrar folículos com diâmetros acima de 17 mm e endométrio com espessura superior a 8 mm (ideal). Os níveis de Estradiol devem estar acima de 1.000 a 2.000 pg/ml, o LH permanece baixo, e a progesterona pode ter pequena elevação no final do estímulo.

Quando os óvulos estão maduros, é provocada uma “onda” de LH, em dose alta, para desencadear dois fenômenos fundamentais nesta fase: a) finalização da meiose (divisão celular) do óvulo, tornando-o pronto a ser fertilizado; b) liberação do óvulo da parede do folículo, à qual estava ligado, ficando então o óvulo “solto” no líquido folicular, e, portanto, passível de ser aspirado pela agulha específica na punção.

No meu caso, o médico receitou uma “onda de LH com uso hCG subcutâneo”, com o Ovidrel.

Em geral, após 36 a 38 horas após esta onda de LH, o óvulo, já maduro, é liberado pelo folículo para a pelve (ovulação). Como não pode acontecer isso na FIV, pois assim eles seriam perdidos, o médico calcula média, 34 horas após a medicação para fazer a aspiração dos óvulos maduros.


Fonte:  Dr. Fábio Eugênio (Ginecologista, especialista em Reprodução Humana. Mestrado em Tocoginecologia Fellow em Medicina Reprodutiva Diretor Clínico do Centro de Medicina Reprodutiva BIOS Trabalha há 15 anos na especialidade).
Disponível em: http://www.medicinareprodutiva.com.br/2011/09/inducao-de-ovulacao-para-fiv-o-estimulo-na-pratica/

Sobre minha indução de ovulação para FIV com Gonal F


Bom, vou contar como tem sido esta fase das injeções para o estímulo à ovulação na minha segunda FIV.

Estou tentando levar de uma forma leve, tentar aliviar a pressão de todo o processo para dar certo e meu marido tem me ajudado nisso.

Nesta FIV, estou usando Gonal, que é bem mais fácil de aplicar que o Menopur, que usei no ano passado. É mais caro também, infelizmente... Cada caneta, que dá para 4 aplicações (uso doses diárias de 112,5 ui), custa cerca de R$1.200,00 e já estou na terceira, além dos exames e dos demais medicamentos, como o Cetrotide e Ovidrel (e vários outros que nem lembro e que venho tomando há um tempo, como Gonapeptil, Allurene, Primogyna e muitos que esqueci).

Esta questão da grana nem tem muita margem para negociar – e eu tentei entrar no Programa Acesso (www.probem.med.br) mas fui recusada porque não se encaixei nos critérios, infelizmente, pois a aprovação garante 50% de desconto, ajudaria demais...). Mas o outro lado é o emocional e isso dá para controlar.

No início, quem aplicou a injeção foi meu marido, pois sempre tive horror à agulha, embora o Gonal seja muito prático. Como tem o formato de "caneta", é só encaixar a agulha, ajustar a dose e pronto!
Tem um vídeo muito bacana no Youtube que ensina direitinho como usar, porque é só encaixar na caneta e pronto! Tá no link: https://www.youtube.com/watch?v=-S9yp4jBOwI



Tenho aplicado todas as noites no mesmo horário, sempre às 23h, pontualmente. Não dói muito, na verdade, é a aflição de pensar que é uma injeção, mas não dá para sentir.

Acho que no primeiro dia, acho que ele aplicou rápido demais e ficou uma mancha roxa na barriga, mas já está saindo...


É só fazer uma dobra na gordurinha da barriga e esperar uns 10 segundos para tirar a agulha, assim não se corre o risco de ficar marcas. Acho que foi isso...

E, agora que esta foi a primeira vez que postei uma foto minha, divido com vocês a vista do quarto, onde estou aproveitando o feriado municipal de hoje, que veio bem a calhar...


Uma ótima semana e grandes expectativas! :)
 

Retomando ao passo 1: Processo de Indução da Ovulação


Meninas, fiquei um tempinho fora por motivo de viagem a trabalho, mas continuo firme no tratamento para a 2ª FIV.
Para quem me acompanha, sabe que fiquei muito frustrada com o negativo de uma FIV que realizei no ano passado (julho de 2013). O primeiro negativo foi bem forte para mim. Fiquei praticamente paralisada por um ano, digerindo o processo e, de forma inconsciente, boicotando com o trabalho em ritmo frenético como uma desculpa para não pensar sobre o assunto.
Entre o “urgente” e o “importante”, fiz muitas coisas que eram urgentes em minha vida, mas parei e resolvi a voltar àquilo que é importante, o Projeto Babies (vejam que já esta no plural, pois gostaria de ter dois).

Esta foi até uma discussão com meu médico (novo, pois resolvi trocar neste novo tratamento), já que tenho 3 embriões congelados (2 de boa qualidade e um nem tanto). Pensando que, com a intenção de ter gêmeos, para aumentar as chances, optamos por um novo ciclo de FIV para gerar mais embriões e de melhor qualidade, com alvo dos dois bebês em uma mesma gestação. O raciocínio foi mais ou menos assim: se estes embriões que estão congelados forem implantados e apenas um vingar, o bebê nascerá aos meus quase 39 e não terei mais paciência para tentar depois outro filho.

Bom, foi a partir disso que decidimos, em setembro, que iniciaríamos um novo. Porém, como sempre, porém... como tenho 3 miomas grandes – e dois bem grandes, a partir de uma ressonância realizada em agosto:

- mioma subseroso / exofítico posteior (5,4 X 3,5 X 4,5 cm)
- mioma subseroso / fúndico posterior (1,7 X 1,3 X 1,2 cm)
- mioma subseroso / intramural posterior direito (3,5 x 3,3 x 3,0 cm) com degeneração cística central

Para saber mais, há um excelente artigo do Dr. Michel Zelaquett no link: http://www.portaldomioma.com/2008/09/miomas-e-gravidez.html


Os miomas subserosos estão na parede uterina, mas ficam mais próximos da parte externa do útero (chamada serosa) e não trazem sintomas, apenas quando atingem volumes maiores e causam compressão de órgãos adjacentes. Já o mioma intramural, fica na parede uterina e causam mais sintomas quando aumentam, causando sangramentos e chegando a distorcer a cavidade uterina, o que pode levar à infertilidade.

Como no meu caso eles não impedem a gravidez – podem atrapalhar ou gerar desconforto – o médico optou por tentarmos diminuir as dimensões deles e não operar (como a médica anterior queria fazer e por isso a abandonei), receitou o uso de Allurene (e como menstruei no primeiro mês mesmo com o medicamento, ele acrescento Primogyna). Isso ainda é uma questão em aberto, mas já decidi que não vou operar!

Aí o tratamento foi o seguinte:

Setembro/ Outubro = Uso de Allurene + Vitaminas
Novembro = Uso de Microvlar + Vitaminas + Metformina (para os ovários policísticos)


Em consulta, foi combinado que na menstruação de novembro (que estava prevista para o dia 26/11), começaríamos a indução. Como esqueci de parar de tomar o Microvlar e usei por 4 dias a mais, começamos depois.

 
CRONOLOGIA DO TRATAMENTO
 

25/11 = Exame hormonal (hormônio folículo estimulante, hormônio luteinizante, estradiol e progesterona) - avaliando a data para início.
28/11 = Exame hormonal (hormônio folículo estimulante, hormônio luteinizante, estradiol e progesterona)
30/11 = Início da indução (112,5 de Gonal)
01/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
02/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
04/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
04/12 = Mais repeteco dos exames hormonais + Aplicação de 112,5 de Gonal
05/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
06/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
07/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal
08/12 = Aplicação de 112,5 de Gonal + Cetrotide


Até o momento é isso... Amanhã teve novo exame hormonal, ultrassom e consulta com médico.
Agora vai!!! Boas expectativas, energia positiva!!!