segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Voltando para contar as (várias) emoções dos últimos dias


Gente, sumi nestes dias, mas foi aquela montanha russa de emoções de sempre. Tenho boas e más e notícias, não sei por onde começar... Minha história parece carro esportivo, que vai de zero a cem em poucos segundos.
Na segunda tive o sangramento que relatei. Já havia acontecido um na semana anterior, não tão intenso. Desta vez foi um pouco mais forte, mas depois parou. Passei o período da manhã em casa e fui trabalhar à tarde e noite, porque já estava bem para fazer o ultrassom no dia seguinte.
Acordei cedo, morrendo de medo de ter perdido os bebês e quando a médica colocou o aparelho do transvaginal, foram alguns segundos de silêncio. Meu marido que estava ao lado já com cara de assustado e eu quase infartando. Aí ela disse, “Vejo um saco gestacional bem bonitão aqui”. E meu marido perguntou: “Cadê os outros?” e ela disse que era só um. Ou seja, perdi 2 dos bebês, não sei se foi no sangramento da semana passada ou neste da segunda. Só sei que tinha um. Bem que senti, depois do sangramento, que saiu uma secreção estranha, espessa, transparente.
Bom, a notícia boa é que ficou um bem lindinho e deu até para ouvir o coraçãozinho. Tinha uma luz piscante que era o coração e estava batendo normalmente. Que emoção!!!
Não sei como é o processo de comunicação na clínica, que é bem grande, mas de repente todos estavam sabendo, entre médicos, enfermeiras, atendentes e até o mocinho que entrega a medicação especial!
O médico foi falar com a gente, disse que os outros não ficaram pois não tinham boas condições de evolução, mas deveríamos nos centrar naquele excelente que ficou. Agora estou começando a acreditar que estou grávida. Estou meio desconfiada ainda (tantos anos de sofrimento, a gente fica tentando se proteger de outra decepção), mas agora estou mais perto do sonho.
Agendei o próximo ultrassom para o dia 25/nov, quando estarei com 7 semanas.
O que tenho até o momento deste resultado:
- Tempo de gestação: 5 semanas e 3 dias
- Tamanho do embrião: 0,37 mm x 0,38 mm
- Batimentos cardíacos: 111, 5 bpm
 
 
Sei que tem um negócio de vesícula (alguma coisa assim que medem) e está tudo bem. Ainda não peguei todas as informações, só fiquei com na mente com a imagem pulsante do coração de nosso bebê. Quanta felicidade!
Já no dia seguinte, não sei se é um fator psicológico, começaram sintomas mais expressivos da gravidez. Até então, eu tinha sentido dores de cabeça, dores nas costas, cólicas, gases (muitos) e aumento da vontade de fazer xixi. Nesta semana, senti meu olfato muito mais apurado (coisa que nunca foi), mudanças repentinas no humor (choro toda vez que aparece um comercial pedindo doações para o Médico Sem Fronteiras com crianças desnutridas ou da Action Aid, tô quase apadrinhando uma criança, de verdade) e os enjôos. Ah, estes enjôos são horríveis e não são só matinais. É o dia todo e piora à tarde e noite, fico com azia. Me dá uma vontade louca de comer algumas coisas e, do nada, nojo de outros. Aí como como desesperada e fico passando mal na sequência, mas ainda não vomitei nenhuma vez.
Outra coisa estranha que percebi é que a calcinha fica sempre úmida e perguntei para médica, ela disse que a vagina da mulher grávida é assim mesmo. Bom, pelo menos estou com sintomas e ouvi o coração do bebê. Tudo parece bem...
Mas... como sempre tem um “mas” na minha história, neste domingo meus sogros ligaram que iriam passar em casa para fazer uma visita. Como estava uma bagunça na sala, resolvi estender a manta do sofá e colocar algumas roupas que estavam espalhadas na área de serviço dentro da máquina. Não sei se me esforcei, mas senti uma fisgada forte no baixo frente e uma cólica intensa. Fiquei pálida na hora. Fui ao banheiro e tinha um pouco de sangue escuro junto com a medicação. Nãããããããoooooooo... acho que aconteceu algo.....
Na hora chamei meu marido, que ligou para o médico. Mais uma vez, ele disse, “que é comum mas não é normal e que deve ser feito repouso”. Fiquei em pânico e nem falei direito com meus sogros, que não ficaram em casa nem por 5 minutos, pois perceberam a situação. Meu marido mais uma vez perdeu o controle e deu a entender que, se acontecesse algo, a culpa era da minha movimentação. Não preciso dizer o quanto fiquei chateada, já que carrego tanta culpa a tantos anos. Fiquei arrasada, mas sei que ele está tão tenso como eu.
Passei o restante do dia com cólicas moderadas e fiquei deitada no sofá vendo TV. Não houve mais sangramento intenso, só alguns resíduos na medicação. Agora não sei o que fazer.
Estou com muito medo que a placenta tenha se descolado ou que o coração tenha parado de bater. Dá calafrios só em pensar e não posso fazer nada. Até pensei em agendar um ultrassom particular ou pagar à parte na clínica, mas parece que eles não recomendam ficar fazendo toda semana.
Outra coisa é que meu marido está pressionando para contar no trabalho. Não sei se falo com meu chefe, principalmente porque a empresa está em um momento crítico da economia ou se conto para minha equipe. Teria que fazer um evento em SP e meu marido não quer que eu vá, mas não vejo problemas porque vou de carona e só serei a mestre de cerimônias.
Torçam por mim....