quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ontem fiz o Cross Match

Pessoal, estou de volta...

Fiquei um tempo sem escrever porque não tinha muitas novidades, também parei de fuçar na internet e passei por muita pressão no trabalho, o que me fez dar uma parada no blog.

Na verdade, embora não escreva, penso no assunto "gravidez" todo dia, várias vezes.

Tem um fenômeno que estudamos no marketing/comunicação que se chama "percepção seletiva" e isso se aplica a este momento particular, ou seja, para todo lugar que olha ou quem converso, parece que o assunto gravidez surge. Estou no shopping, vejo um monte de grávidas. E assim por diante.

Divagações à parte, vou contar como foi o exame do Cross Match que fiz ontem.

Continuo duvidando da eficácia, há tantas controvérsias, mas resolvi fazer porque neste momento de desespero tentamos de tudo.

Mesmo que eu tenha passado apenas por uma transferências na FIV com falha de implantação e não aborto, resolvi fazer o exame (e tomar as vacinas para antecipar). Ainda estou conseguindo pagar pelos tratamentos, então vamos dar um crédito à ciência.

Minha médica me convenceu porque ela disse que fez também e hoje tem gêmeos, além de comentar sobre outras pacientes. Ela indicou o Dr. Barini, que pelo que li, virou referência na área e deve estar "rachando de ganhar dinheiro" com mulheres como nós, ávidas pela gravidez.

Pelo que entendi, eles (minha médica e Dr. Barini) são amigos, ele foi professor dela no mestrado na Unicamp, coisa e tal.

Há um grupo de médicos da Unicamp que atuam aqui em Campinas. Não posso falar mal da instituição, pois fiz toda a minha formação lá (graduação, mestrado e doutorado) e sei que há muita pesquisa séria, mas ao mesmo tempo, não podemos esquecer o "lado do negócio da infertilidade", que é altamente lucrativo.

Bom, como a clínica é pertíssimo de minha casa, agendei para 8:30h, desembolsei os R$450 (em dinheiro - não aceitam cartão) e fiz a coleta de sangue. Sei que a chance de dar negativo é 99% e já me preparei para a vacina. 

Enquanto aguardava, tinha um casal que veio de Brasilia para o tratamento e fui percebendo que tem gente do Brasil todo. Rapidamente já engatei uma conversa com a moça, enquanto os maridos fingiam ler revistas e que estava tudo normal em nossos vidas e nós, mulheres, desesperadamente trocávamos dicas e telefones.

Ela tinha acabado de receber o anestésico e iria esperar por 4 horas para receber a vacina. Pelo que entendi, dói para caramba! Ai, meu Deus!

O resultado fica pronto amanhã. Vamos aguardar.