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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Mais um susto hoje, correria para pronto socorro e novo ultrassom... haja emoção!!!

Pois é, depois da postagem de ontem, hoje acordei com muita cólica e eis que ele voltou, o famigerado sangramento. Ai, aquele frio na barriga. Tinha acordado cedinho para uma reunião de trabalho e fiquei esperando para ver se passava. Não era com muita intensidade, mas em tom escuro e constante. Meu marido acordou e contei para ele. Vi a cara de espanto, pois já estamos meio traumatizados com todas estas idas e vindas.
 
Bom, liguei para a médica, que estava em cirurgia e me disse para ir ao pronto-socorro fazer um ultrassom de emergência. E lá fomos nós. Preenchi a guia de entrada novamente com “suspeita de aborto” e fiquei aguardando a médica da ginecologia me chamar.
 
A médica foi bem bacana e tentou me acalmar, dizendo que pode acontecer mesmo nesta fase inicial, aí tentei ficar mais tranquila enquanto fui para a sala de exames, até que foi rápido, este hospital é excelente!
 
Aí chegou a outra médica, muito simpática também e tentou fazer o ultrassom vaginal, mas o útero está bem espesso, doeu bastante e ela não estava conseguindo ver o bebê. Vocês já devem estar imaginando o meu desespero... se ela não ouvisse o coração do bebê iria ouvir o meu que estava quase pulando do peito!!!!!
 
Ela fez então externo e eis que ele aparece, tão lindo e tão serelepe, nosso baby. Ela disse que estava tudo certo e só então relaxei ao ouvir os batimentos. Ele se mexe tanto – acho que joguei uma adrenalina no meu corpo todo com a ansiedade que ele ficou agitado também!
 
O bebê está com 5 cm, idade gestacional estimada em 11 semanas e 5 dias, realmente um pouco maior que a cronologia (hoje estou com 10 semanas e 5 dias).
 
Ufa, passado o susto, a médica que nos atendeu sugeriu manter o Utrogestan, mas recomendou consultar a médica que me atende no pré-Natal.
 
Rapidamente já passei um WhatsApp para ela, que respondeu manter a progesterona uma vez por dia, até 28º semana.
 
É, um pouco de emoção faz parte da vida, não é?! Um bebê tão esperado merece atenção e olha que ainda faltam ainda mais 30 semanas.... rs. Não posso reclamar de tédio.

Está um momento complicado no trabalho com aquisição por um grupo estrangeiro, com demissões de diretoria e sei que logo chegará aos meus pares, mas no meu caso, tenho a proteção legal e terão que me aguentar por mais um tempo. Só que hoje resolvi tirar o dia para descansar, curtir o marido e organizar alguns documentos do projeto que estou levando em paralelo, que é a construção de uma casa nova para nós!!! Vamos que vamos, vai dar tudo certo em 2016. Depois de anos e anos de espera, agora vai. Bjs
 
 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

10 semanas: como andam as coisas...

Falei no post anterior dos sintomas chatinhos deste começo de gravidez que até esqueci de contar a melhor parte: fiz ultrassom na semana passada e vi o baby!!! Tão lindo... ele até se mexeu, coisa mais fofa.
 
Como sempre tem alguma história que acontece comigo – tipo, me dou mal como o Coiote do Papaléguas, mas aí sempre tenho algo para narrar. Bom, cheguei maior animada na clínica e a mocinha pediu se eu queria gravar as imagens. É claro!!! Mas aí a médica atrasou mais de 1 hora e meia, fiquei um tempão numa sala gelada e  acho que ela esqueceu de colocar o DVD... Fiquei sem a gravação. Ah, fiquei triste, mas feliz que nosso baby tá super bem. Muito louco isso, agora ele está adquirindo as formas um feto – e deixa de ser embrião.
 
Fiz o ultrassom com 9 semanas e 5 dias, mas a médica disse que ele está com tamanho de 10 semanas e 5 dias, ou seja, tá grandão, vai ser alto como eu e meu marido (eu nem tanto, tenho 1,75m, mas ele que tem quase 2metros)!
 
Agendei o ultrassom morfológico de 1º trimestre, com a translucência nucal, que importante e ajuda a ver se há alguns problemas, como Síndrome de Down, será no dia 4 de janeiro, quem sabe dá até para saber o sexo??? Ai, que curiosidade.
 
Ainda não contei para a família ou amigas, vou esperar os 3 meses quando sairei do período de risco. E ainda continuo com parte da medicação.
 
Segundo orientações da clínica de fertilização, parei ontem, quando completei 10 semanas, de usar o Crinome (pela manhã) e o Utrogestan (à noite), ficando apenas com a Primogyna (que antes eram 3 vezes por dia, passarei nesta semana para 2 e depois para 1 na próxima semana). Deu um medo de parar com a medicação e a todo momento ia ao banheiro para ver se tinha sangramento, olha a paranoia!!!
 
Como parei com a medicação, senti cólicas, mas a médica disse que poderia acontecer. Ah, por falar em médica, decidi que vou trocar. Nesta última consulta, não curti o que ela disse – na verdade, não foi o que disse, mas como disse e a solução que apresentou. Ao ver os meus miomas, aqueles de sempre, disse: “É, vai ser cesárea mesmo e torça para não perder seu útero já no parto”. Eu perguntei se não poderia preservá-lo se quisesse engravidar de novo e ela respondeu: “Agradeça por ter conseguido ter um filho”. Puxa, tudo bem a pessoa ser direta, objetiva ou assertiva, mas faltou sensibilidade e também atualização com técnicas médicas para pensar em uma solução, é um órgão importante do meu corpo.
 
Agora vou reagendar com uma médica que me indicaram na clínica de fertilização, que vi ótimas referências e parece bem atenciosa. Pena que ela não atende pelo plano, farei particular e tentarei o reembolso.
 
No mais, esperando o baby crescer cada vez mais... Obrigada a todos que sempre torceram por mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Para finalizar o post anterior sobre susto com novo sangramento


Pois é, ontem foi uma segundona muito tensa. Não fui trabalhar, tive cerca de 4 episódios de sangramento e o mais intenso deles foi no final do dia, em que saiu não apenas a mancha em tom escuro, mas também sangue com vermelho vivo e alguns coágulos, não sei explicar, alguma coisa sólida Até tirei foto, mas acho nojento colocar aqui, então vou poupar a todos. Só mostrei para meu marido, que ficou tão nervoso e acabou ligando para o médico, ficou agendado ultrassom para hoje cedo.
Aproveitei o dia para descansar, apesar de checar o email corporativo no celular a cada 15 minutos (ai, não consigo desligar ainda do trabalho, estou tentando...) e fiquei esticada no sofá, vendo filmes e séries.
A terça começou silenciosa em casa, aquele medo de que o bebê não estivesse mais comigo, pouca conversa no café da manhã (e também porque continuo com enjôo). Chegando à clínica, fui muito bem recebida como sempre, são todos tão atenciosos, profissionais e competentes, super recomendo mesmo!!!
Na sala de ultrassom, enquanto aguardava a médica que faz os exames, aquele frio na barriga... Meu marido disse que quando estou com medo, fico com “cara de coruja”, tipo olho arregalado e boca fazendo bico. Eu não sei como é, mas quando ele fala isso, dou risada e até descontraiu um pouco.
Aí é perna pra cá, perna pra lá, acomoda para colocar o aparelho do ultrassom e eis que a médica disse: “Olha ele aqui, todo lindão!!!”. Meu coração disparou. Ouvi um barulho que não sei se era o coração do bebê ou o meu, só que não cabia em mim de felicidade. Ufa.... A médica não sabe o que pode ter levado ao sangramento, ela disse que esta fase há muita vascularização e disse para não exagerar em atividades físicas, mas que pode ainda acontecer nos próximos 5 dias.
Meu marido até filmou a imagem do bebê, é do tamanho de um grão de feijão, foi muito lindo!!! Saí aliviada, o médico (ele é muito fofo), veio conversar conosco, indicou 2 ginecologistas de confiança para já iniciar o pré-natal – já demos bastante trabalho pra ele.... kkkkkkk – e disse que eu estava liberada, mas deveria mantê-lo atualizado.
Saí de lá mais leve, para tomar café da manhã em uma padaria que gostamos bastante. Aí apareceu aquele lado de grávida bipolar: uma vontade absurda de comer tudo que vejo pela frente e, depois que comi, passo mal e tenho nojo de tudo. E em 15 minutos faço a mesma coisa, o tempo todo.
Prometi me comportar, não fazer esforço. Foi um grande susto, realmente sofri muito imaginando como seria a curetagem e todo sentimento de perda. Tenho lido relatos em vários blogs e, acreditem, sofro muito por vocês, parece que sinto tudo o que descrevem.
É, este lance de gravidez e tratamento para fertilização é muito louco! Primeiro é a fase de expectativa para saber quantos folículos/óvulos teremos na estimulação, depois quantos estão maduros na punção, depois quantos serão fecundados, aí quantos ficarão com boa qualidade até o estágio de blastocisto – e para quem congela, quantos sobreviverão após descongelamento – e então quantos serão transferidos, aí a fase interminável de espera pelo Beta. Ah, o Beta Positivo e começam novas fases, contadas por semanas para saber se o embrião está mesmo conosco, se ele está se desenvolvendo. Pronto, no ultrassom aparece uma “sementinha”, ele tá lá. Ouvimos o coraçãozinho e aí ficamos agoniadas para saber se ele continua batendo. E depois, todos os órgãos estão formados? Pois é, melhor assumir nossas neuroses e aceitar a loucura, eu já fiz isso e não ligo mais quando o maridão diz que sou doidinha... Quem não? Bjs e até mais
 
 
 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Voltando para contar as (várias) emoções dos últimos dias


Gente, sumi nestes dias, mas foi aquela montanha russa de emoções de sempre. Tenho boas e más e notícias, não sei por onde começar... Minha história parece carro esportivo, que vai de zero a cem em poucos segundos.
Na segunda tive o sangramento que relatei. Já havia acontecido um na semana anterior, não tão intenso. Desta vez foi um pouco mais forte, mas depois parou. Passei o período da manhã em casa e fui trabalhar à tarde e noite, porque já estava bem para fazer o ultrassom no dia seguinte.
Acordei cedo, morrendo de medo de ter perdido os bebês e quando a médica colocou o aparelho do transvaginal, foram alguns segundos de silêncio. Meu marido que estava ao lado já com cara de assustado e eu quase infartando. Aí ela disse, “Vejo um saco gestacional bem bonitão aqui”. E meu marido perguntou: “Cadê os outros?” e ela disse que era só um. Ou seja, perdi 2 dos bebês, não sei se foi no sangramento da semana passada ou neste da segunda. Só sei que tinha um. Bem que senti, depois do sangramento, que saiu uma secreção estranha, espessa, transparente.
Bom, a notícia boa é que ficou um bem lindinho e deu até para ouvir o coraçãozinho. Tinha uma luz piscante que era o coração e estava batendo normalmente. Que emoção!!!
Não sei como é o processo de comunicação na clínica, que é bem grande, mas de repente todos estavam sabendo, entre médicos, enfermeiras, atendentes e até o mocinho que entrega a medicação especial!
O médico foi falar com a gente, disse que os outros não ficaram pois não tinham boas condições de evolução, mas deveríamos nos centrar naquele excelente que ficou. Agora estou começando a acreditar que estou grávida. Estou meio desconfiada ainda (tantos anos de sofrimento, a gente fica tentando se proteger de outra decepção), mas agora estou mais perto do sonho.
Agendei o próximo ultrassom para o dia 25/nov, quando estarei com 7 semanas.
O que tenho até o momento deste resultado:
- Tempo de gestação: 5 semanas e 3 dias
- Tamanho do embrião: 0,37 mm x 0,38 mm
- Batimentos cardíacos: 111, 5 bpm
 
 
Sei que tem um negócio de vesícula (alguma coisa assim que medem) e está tudo bem. Ainda não peguei todas as informações, só fiquei com na mente com a imagem pulsante do coração de nosso bebê. Quanta felicidade!
Já no dia seguinte, não sei se é um fator psicológico, começaram sintomas mais expressivos da gravidez. Até então, eu tinha sentido dores de cabeça, dores nas costas, cólicas, gases (muitos) e aumento da vontade de fazer xixi. Nesta semana, senti meu olfato muito mais apurado (coisa que nunca foi), mudanças repentinas no humor (choro toda vez que aparece um comercial pedindo doações para o Médico Sem Fronteiras com crianças desnutridas ou da Action Aid, tô quase apadrinhando uma criança, de verdade) e os enjôos. Ah, estes enjôos são horríveis e não são só matinais. É o dia todo e piora à tarde e noite, fico com azia. Me dá uma vontade louca de comer algumas coisas e, do nada, nojo de outros. Aí como como desesperada e fico passando mal na sequência, mas ainda não vomitei nenhuma vez.
Outra coisa estranha que percebi é que a calcinha fica sempre úmida e perguntei para médica, ela disse que a vagina da mulher grávida é assim mesmo. Bom, pelo menos estou com sintomas e ouvi o coração do bebê. Tudo parece bem...
Mas... como sempre tem um “mas” na minha história, neste domingo meus sogros ligaram que iriam passar em casa para fazer uma visita. Como estava uma bagunça na sala, resolvi estender a manta do sofá e colocar algumas roupas que estavam espalhadas na área de serviço dentro da máquina. Não sei se me esforcei, mas senti uma fisgada forte no baixo frente e uma cólica intensa. Fiquei pálida na hora. Fui ao banheiro e tinha um pouco de sangue escuro junto com a medicação. Nãããããããoooooooo... acho que aconteceu algo.....
Na hora chamei meu marido, que ligou para o médico. Mais uma vez, ele disse, “que é comum mas não é normal e que deve ser feito repouso”. Fiquei em pânico e nem falei direito com meus sogros, que não ficaram em casa nem por 5 minutos, pois perceberam a situação. Meu marido mais uma vez perdeu o controle e deu a entender que, se acontecesse algo, a culpa era da minha movimentação. Não preciso dizer o quanto fiquei chateada, já que carrego tanta culpa a tantos anos. Fiquei arrasada, mas sei que ele está tão tenso como eu.
Passei o restante do dia com cólicas moderadas e fiquei deitada no sofá vendo TV. Não houve mais sangramento intenso, só alguns resíduos na medicação. Agora não sei o que fazer.
Estou com muito medo que a placenta tenha se descolado ou que o coração tenha parado de bater. Dá calafrios só em pensar e não posso fazer nada. Até pensei em agendar um ultrassom particular ou pagar à parte na clínica, mas parece que eles não recomendam ficar fazendo toda semana.
Outra coisa é que meu marido está pressionando para contar no trabalho. Não sei se falo com meu chefe, principalmente porque a empresa está em um momento crítico da economia ou se conto para minha equipe. Teria que fazer um evento em SP e meu marido não quer que eu vá, mas não vejo problemas porque vou de carona e só serei a mestre de cerimônias.
Torçam por mim....
 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ai, novo susto...

Eis que depois de um final de semana tranquilo, com muito repouso e mais uma overdose de filmes e séries, esticada como um lagartão no sofá, tive um susto nesta segunda pela manhã.
Fui ao banheiro e, ainda meio dormindo, bati o olho na calcinha e tinha uma mancha bem grande de sangue escuro, tipo quando a menstruação já deu sinal que chegou e vem a maré vermelha? Ai, gelei. Tentei ficar quietinha, não ficar nervosa e não dar alarme para acordar meu marido pois ainda cedo. Corri para aplicar o Crinone da manhã e o aplicador saiu bastante manchado.
Por uns 30 minutos tentei fiquei quietinha, mas me marido acordou e contei para ele. Resolvi mandar uma mensagem de WhatsApp para o médico, que logo respondeu, dizendo que “o sangramento é comum, mas não é normal, vamos antecipar o ultrassom”.
Ai, que medo, agendei para amanhã às 11h. Torçam por mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
P.S. Outra coisa estranha, fica saindo uma secreção aquosa, transparente, líquida e inodora na calcinha durante o dia, fiquei encanada, vou perguntar ao médico o que é isso. Amanhã estarei de volta!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Sobre o andamento das coisas desde o último Beta

 
E o feriado chegou e agora está quase acabando.... que pena. Não fui pra praia com medo da muvuca e do mau tempo (chuva demais na previsão), mas também para manter o repouso nesta fase inicial após o Beta Positivo.
Estou muito feliz e comemorando cada minuto deste resultado, mas também muito ciente dos riscos. É muito racional dizer isso, mas garanto que é importante estar consciente.
Até agora, só contei para pouquíssimas pessoas. Na segunda, logo depois do 1º Beta, não aguentei e liguei contato para meus pais e sogros. Eles não sabiam dos tratamentos, mas acho que suspeitavam. Ontem contei para minha irmã, que está grávida do 2º filho, mas foi por WhatsApp mesmo, aí fiquei pensando como sou estranha (rs).
Depois do momento “sincericídio” do post anterior, vou contar aqui o que aconteceu nos últimos dias para um update. Também vou tentar escrever posts menores, acho que me prolongo demais e vcs devem ficar com preguiça de ler, é que quero compartilhar todos os detalhes!
Bom, a cada etapa da FIV, uma nova encanação e um novo medo. Pois é, prometi que falaria de todos os sentimentos. Percebi que o negócio é assim mesmo, melhor quando é igual a passei de buggy no Nordeste, tem que ser “com emoção”!!!! kkkkkk
Relembrando o meu “trajeto” e um pouco sobre os acontecimentos da semana passada:
 
16/10/15
D1
Transferência dos 3 embriões (estágio de blastocistos)
26/10/15
D11
Resultado Positivo no Beta Hcg Quantitativo
28/10/15
D13
Sinais de sangramento escuro (não contínuo), cólica e dores nas costas
31/10/15
D16
Secreção de um muco transparente e elástico
03/11/15
D19
Sinais de sangramento rosada com resíduos da medicação e cólica leve

 
- Depois de passar por um stress na quarta à noite no trabalho (28/10/15), tive na hora, dor nas costas e um sangramento em tom escuro. Um pouquinho que saia junto com o resíduo dos medicamentos. Poxa, logo depois de ver o resultado positivo do 2º Beta... Avisei o médico que pediu repouso (não absoluto para ficar na cama imóvel, mas relativo) e abstinência sexual (com toda esta tensão, juro que estou meio off para isso nesta fase... rs)
- Na quinta (29/10/15) fiquei em casa, um susto quando pela manhã, após colocar o Crinome, saiu um pouco de sangue vermelho vivo na posta do aplicador com o resíduo do medicamento. O médico reforçou o repouso, fiquei quietinha em casa.
- Na sexta, quando fui trabalhar e dirigi com muito cuidado. Ainda tive um sangramento de cor marrom escura, do tipo borra, não intenso e não constante, mas saia com os resíduos da medicação ao ir ao banheiro. Tentei não me esforçar muito, tenho me poupado de escadas e movimentos bruscos.
- No sábado, fiquei em casa, embora tivesse que trabalhar, com a equipe me deu cobertura. Levei um susto quando vi saindo um muco – transparente e elástico. Achei estranho, tentei não me desesperar. Fiquei o restante do dia em repouso, vendo filmes (overdose de Netflix)
- No domingo, novamente saiu o muco, mais uma vez, transparente e elástico. Pronto, na minha paranoia, já fiquei imaginando que era a perda do saco gestacional Achei melhor não avisar o médico e ficar bem quietinha em casa.
- Na segunda, feriadão, tudo normal, apenas muitos (muitos mesmo) gases, coitado do meu marido. Algumas cólicas leves e um pouco de dor nas costas. Mais filmes porque a chuvinha convidava para isso.
- Na terça (03/11/15), outro sustinho: no trabalho, ao fazer xixi, saiu um pouco de sangramento rosado junto com a medicação. Tentei não entrar em pânico e fui para a casa
- Na quarta, fiquei bem, mas tive dores de cabeça fortíssimas. Como agora só posso usar o Paracetamol, parece que não passa. Esperando que ela vá embora logo, mas nesta quinta, ainda estou com a cabeça latejando. Nada de enjôos até o momento. 

Portanto, o medo desta fase é um aborto, algo que pode acontecer em até 20% das gestações – em estatísticas gerais – e ainda apresenta índices maiores em caso de tratamentos de Fertilização In Vitro (FIV).
 
Achei alguns links, que compartilho aqui:
- Sobre “sangramento no início da gravidez e abortamento”
 
- Sobre os tipos de abortamentos e fases da gestação
 
Agora vou tentar manter a calma, esperando para ver o(s) saco(s) gestacional(is) e quem sabe, ouvir os batimentos acelerados dos coraçõezinhos deles. Bjs
 
 

Reflexões sobre as emoções após o Beta Positivo na FIV, os medos e as expectativas

Meninas, como prometi desde que criei este blog, contarei aqui todas as minhas emoções e o que vou aprendendo nesta saga, um misto de confissões, desabafo, experiência e informações que recebo dos médicos (mas sempre deixando claro que sou leiga, com discernimento sempre). Entrei na 4ª semana e não tenho nenhum sintoma de gravidez e isso mantem minhas neuroses de sempre (nunca escondi isso de vocês, não é só resultado da FIV!!!!)
Por isso, sempre vou narrar em primeira pessoa todas as comemorações de cada uma das fases com as conquistas e, como é um processo de muita ansiedade e expectativa, vou contar aqui também os meus medos e encanações. Será sempre “sem filtro”, ou seja, não me importo com julgamentos, quero apenas registrar minha história e acalmar mulheres que passam pelo mesmo processo.
Já adiando, este não será meu post mais popular – e depois perceberão isso... (rs), mas é parte da minha proposta da sinceridade de sentimentos e pontos de vista, sempre com abertura para o diálogo.
Percebi, em todo este processo louco de FIV, que informação é muito importante. Há muita coisa bacana na internet e não vivemos mais sem uma “pesquisinha básica” na rede, mas também devemos tomar cuidado com o que é divulgado em um espaço livre como é a web, onde nem sempre pesquisas e dados são comprovados, há fontes pouco confiáveis porque qualquer um vira autor. Sinto isso na minha prática profissional quando oriento os trabalhos de conclusão de curso na faculdade, tanto graduação como pós-graduação e vejo que as pessoas reproduzem coisas que estão em sites com baixíssima ou nenhuma reputação técnica ou validade acadêmica. Assim, é preciso muita cautela ao consultar o Dr. Google.
A internet tem um lado maravilhoso que é permitir que todos nós possamos nos expressar – e estou escrevendo neste blog graças à esta maravilhosa oportunidade – mas por outro lado, também abre espaço para informações desencontradas, plágio, dados equivocados, senso comum travestido de verdade científica, preconceitos, misoginia, retrocessos intelectuais por obscutarismo religioso e ataques à reputações pessoais. Há muita coisa deste tipo nas redes sociais e as pessoas esquecem das consequências jurídicas disso. Vejam o caso recente com a pergunta do ENEM sobre Simone De Beauvoir e a redação sobre violência contra mulher que causou tanto furor nos conservadores de plantão, que ignoram todos os avanços da mulher na sociedade, nossos direitos e vitórias contra o preconceito no que se refere à questão de gênero.
No caso do plágio, já encontrei muita coisa minha – sobre meus artigos acadêmicos e material de pesquisa – divulgados na web sem minha autorização, infringindo os direitos autorais e não são poucos os casos. Não vou relatar aqui para manter o sigilo. Outro caso que fiquei sabendo recentemente foi por meio de uma denúncia anônima que uma mulher em Fortaleza estava usando o meu material para dar treinamentos/workshops e cobrava por isso, tirando apenas meu nome e colocando o dela. Já estou tomando as providências processuais com o advogado, mas é muito chato.
Achei até vários blogs com cópia (e outros com paráfrases) dos meus posts. Pasmem, alguns eram bem pessoais e a pessoa apenas “adaptou” meu relato e escreveu como se fosse dela. Bem chato isso...
Outra coisa são os fóruns. Sei que muita gente pode se ofender com o que vou escrever, mas tem muita falta de informação. Há muita crendice e credulidade. Vejam, não estou questionando a fé e sim o fato das pessoas se apegar a informações sem questionamento ou fontes confiáveis. Não é, de forma alguma, um preconceito contra as pessoas que não possuem formação acadêmica, muito longe disso, mas um alerta para não tomarmos como verdade tudo o que lemos. O melhor é sempre buscar o apoio do médico, que deve ser de confiança – e também acessível. Nosso coração fica tão apertado de angústia pelo medo de perder nossos embriões e ter um apoio profissional é muito importante.
Gente, não é para acharem que acordei “de mal com o mundo”.....kkkkkkk.... Era só para dizer que, como a cada fase temos nossas dúvidas e medos, vou reproduzir aqui tudo o que sentir.
Estou bem ciente das possibilidades de abortamento ou falha de implantação, mesmo após o Beta Positivo. Estou comemorando e vibrando com cada uma das fases, vivendo intensamente.
Mas quando dá aquele medo, com um pequeno sangramento, uma cólica ou qualquer sintoma, corremos para a internet, que é um mundo de informação e ao mesmo tempo, fala tão pouco sobre nosso caso em particular. Nem sempre tem informação médica com qualidade, às vezes em alguns sites de clínicas, como o IPGO que tem coisas legais.
Há poucos sites com informações médicas ou artigos especializados. A maioria dos resultados por busca aparece nos fóruns, como o E-Family ou BabyCenter, em que conseguimos informação por meio de relatos, mas também há “desinformação” porque encontramos pessoas abaladas com seus tratamentos ou passaram por episódios estressantes. Claro que o ambiente de solidariedade nos ajuda, mas são pessoas como eu, que sou leiga nos aspectos médicos e por isso tomo muito cuidado ao publicar informações aqui.
Mas tenho que ressaltar a importância da cumplicidade destes fóruns, não é uma crítica a eles, mas um comentário sobre os nossos medos nesta fase após Beta quanto a um possível aborto e a dificuldade em encontrar informações confiáveis, mesmo porque cada caso é diferente, com um histórico pessoal e o melhor é sempre procurar o médico, a pessoa que nos ajudará.
Por isso vou compartilhar o que sinto e espero poder ajudar com esta “solidariedade” a quem aparecer por aqui, a partir do que estou vivendo, inseguranças e descobertas. De coração, agradeço muito pelo apoio de quem está sempre aqui comigo, é muito especial poder ter pessoas queridas que virtualmente – sem nenhum interesse ou mesmo vínculo – torcem por você.
Meu obrigada, a tod@s, mais uma vez!
P
.S. Como parte da loucura desta fase, vou postar a seguir todas as minhas encanações, ok? Não me exclui das pesquisas no Dr. Google. Faço parte do que escrevi acima, “no filter”.

 



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Depois de um susto, o dia foi de repouso

Um pequeno susto ontem – que seria o D14 após a transferência – com um pequeno sangramento em tom escuro me deixou apreensiva. O retorno rápido do médico pedindo repouso me acalmou e fui dormir tranquila.
Hoje, o D15, como sempre feito, logo após o café da manhã, apliquei o Crinome. Mas tive um outro susto: desta vez, deu para perceber que no aplicador tive um pouco de sangue vermelho vivo. Sinal de alerta!!!! Na clínica me disseram que o sangramento do tipo borra poderia ser normal neste processo, mas o de tonalidade vermelho vivo não e que deveria avisar o médico.
Com o coração disparado, mostrei para meu marido, que ainda estava em casa. Ele quis que eu enviasse logo uma mensagem no WhatsApp ao médico. Logo ele já respondeu, dizendo para fazer repouso e repetir o Beta amanhã.
Com isso, passei o dia em casa deitada, num esforço para não fazer estripulias, porque quem me conhece sabe que não paro quieta. Fiquei vendo TV e comendo!!!
Vejam aí, foi uma caixa inteira, só hoje do chocolate Lindt, que eu amo demais, acho que foi a ansiedade. Vou me controlar, aproveitar o dia de descanso e curtir o Positivo. Lutei muito por ele e agora preciso cuidar de nós... (será que sou eu e mais três??? será que estão todos aqui???)

Nível master de comilança

Como não aguentei a curiosidade, fiz uma pesquisa sobre sangramento após Beta Positivo que vou colocar a seguir...

O que significa cada sintoma após a transferência dos embriões em uma FIV?


Tenho recebido muitos e-mails e adoro isso, estou tentando responder a todos, às vezes demoro um pouquinho porque o trabalho suga parte do meu tempo e não consigo ser tão ágil... É muito bom poder trocar experiências, agradeço imensamente pelo carinho.
Uma das perguntas mais comuns é sobre cada um dos sintomas após a transferência dos embriões em uma FIV.

 
Como já compartilhei aqui com vcs, nesta 4ª tentativa – e felizmente positiva até o momento, espero que seja assim até o final! – não tive nenhum sintoma.
 
Em geral, as mulheres comentam sobre inchaço na barriga ou nos seios, gases, dor de cabeça, leves cólicas e azia, dentre alguns outros sintomas. Porém, considerando o fluxo de hormônios em nosso corpo decorrentes de uma gravidez, por ser um período curto até a realização do exame Beta, não dá para perceber os resultados como sinais de uma gravidez.
 
Ficamos muito apreensivas e ansiosas, esperando por um sinal – inclusive eu, quase pirando! – mas grande parte dos resultados é decorrente do uso da medicação.
 
É um processo de quase tortura psicológica porque os procedimentos da Fertilização In Vitro geram uma tensão em cada etapa, começando lá na estimulação ovariana para produzir os folículos, aí vem a punção, a espera pelo desenvolvimento dos embriões (e para que cheguem até o 3º ou 5º dia) e a transferência.  Ufa, uma maratona mesmo! E tem mais: aí chegam os 10 a 12 dias de espera interminável para fazermos o Beta Hcg.
 
E é neste período de espera pelo Beta Hcg que não temos muito o que fazer. É só usar a medicação, manter a cautela para evitar excessos de atividade física e controlar a “cabeça nervosa”. Só que aí precisamos de sinais, ou seja, queremos indícios de que eles estão ali conosco.
 
Nestes dias que parecem durar meses, imploramos por evidências de uma possível gravidez. Porém, para a grande maioria das mulheres, os sintomas são decorrentes do uso dos remédios, como o estrogênio (com a Primogyna ou adesivos de Estradiol) e da progesterona (Crinone, Utrogestan ou Evocanil).
 
No caso da Progesterona, ela tem a função de prepara o corpo da mulher para a gravidez (pois estimula as células do endométrio a se proliferarem e garante com que o embrião se fixe para a formação da placenta) e mantê-la, é o hormônio responsável pela continuidade da gravidez pois evita a descamação do endométrio, que ocasionaria um aborto.
 
Por isso, sentimos mais cansaço ou sonolência, que são típicos do início de uma gravidez.
 
Depois do positivo, chega a preocupação com possíveis sangramentos. Enquanto esperamos a nidação (o que é um sangramento decorrente da implantação do óvulo fecundado na parede do útero) entre o D7 a D12, após o Positivo no Beta Hcg, passa a ser um pesadelo. Acho que é isso que estou vivendo agora e por isso resolvi compartilhar.
 
Dá aquele medo quando vem uma manchinha com o resíduo da medicação e, graças às modernidades e tecnologia, dá para passar um WhatsApp ao médico e esperar orientações. O meu é tão paciente, espero não enviar mais nenhum recadinho para ele sobre sangramento, estou em repouso como recomendou.
 
É isso, espero ter ajudado as meninas que não estão com nenhum sintoma após a transferência, pois não senti nada e recebi meu positivo no Beta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
 

É positivo mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 
Ufa, estava com medo de comemorar, mas hoje fiz o 2ª beta Hcg quantitativo e está tudo certo! O médico disse que deveria ficar perto do dobro do que deu na segunda e aconteceu isso mesmo. Iupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..... Na segunda, o dia da grande notícia, deu 265,9 mUI/mL e no desta quarta, o resultado foi de 497 mUI/mL.
Desta vez não aguentei e abri o resultado online no trabalho mesmo, vi este número maravilhoso e, antes que desse tempo para ligar ao maridão, ligaram da clínica para agendar o 1º ultrassom. Será no dia 19/novembro. Ela me explicou que estou com 3 semanas e não entendi muito como é esta conta louca de gravidez, vou pesquisar e postarei aqui para quem também tem esta dúvida.
Estou tentando responder a todos os e-mails que me enviaram, obrigada de coração! Estou colocando tudo em ordem, coração disparado de felicidade!!!!
Vou confessar uma coisa: foram tantos exames de farmácia negativos, só com uma listrinha, que tenho vontade de ir até a farmácia pra comprar um desses e, só pra compensar, ver o resultado com as duas listras. Hahahahahahaha.. Isso é coisa de louca, mas acho que é mais encanação de quem não está acreditando no resultado ou teve frustração com os testes do xixi no palito.
Olha aí o resultado (comparando o exame 1 com o 2). Não sei se o número está dentro dos limites, mas o médico disse que não dá ainda para saber quantos embriões ficaram, isso só na 6ª semana no dia do Ultrassom. 
Resultado do Beta Hcg - 1º Exame = 265,9 mUi/ml e 2º Exame = 497 mUi/ml
 
Mas, como sempre tem o “mas” na minha vida (aff...), eram 21h e eu ainda estava no trabalho, desde cedinho tinha ido para lá depois de sair do laboratório para fazer o exame, tive um problema que me fez andar até o outro prédio da empresa para resolver. Não sei se me esforcei, mas ao ir ao banheiro, vi um pouco de sangue escuro junto com o resíduo da medicação, aquela borra que comentamos.
 
Frio na barriga... Mandei um WhatsApp para o médico que respondeu em alguns minutos. Pediu para manter medicação e fazer repouso. Fui para casa e fiquei bem quietinha, não vai ser nada.

Obrigada pelo carinho!!!!!!!!!!!Bjs

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D11 após transferência


E hoje é o dia do Beta... Socorro, tô com medo do resultado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acordei um pouco mais tarde porque trabalho a partir do meio dia e fui até o laboratório que fica a algumas quadras de casa. Meu marido foi comigo, que bonitinho. Como estava sem guia do plano de saúde, fiz particular, mas o exame do Beta custa só R$40,00 e parece pouco perto de toda a grana que gastamos na FIV.... rs.
Saí do laboratório e vim trabalhar, onde estou agora tentando fingir que não estou ansiosa. Vim até com as pulseiras que comprei na semana passada, uma para cada bebê, para dar sorte. Meninas, torçam por mim, espero voltar com ótimas notícias!!!

domingo, 25 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D10 após transferência


E neste domingão levei um susto... No final do dia, ao fazer xixi, vi um pouco de sangue junto com o resíduo da medicação. Era bem escuro, semelhante ao que saiu no dia da transferência.
Aí fiquei feliz, pensando que seria a tal da nidação, que nunca tive. Coração disparou pensando que seria o primeiro sinal de que eles estão aqui comigo.
Passei o dia no shopping e, ao chegar em casa, não vi mais nenhum indício da borra de sangue. Apenas uma cólica chata, aquela de quando a menstruação está querendo chegar, sabe? Bom, vou fica com a opção de que é nidação e dormir feliz, pois amanhã é o dia do Beta!!!!!!!!!!!

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D9 após transferência




Não precisei trabalhar neste sabadão, que maravilha! Aproveitei para descansar um pouco, dormindo até mais tarde. Se bem que a vizinha não colaborou porque começou uma reforma justamente hoje com quebradeira no andar de cima, aff.
Até o momento, nenhum sintoma. Tudo silencioso, o que dá um medinho e ansiedade...
À tarde fui passear com as amigas em um evento do tipo OktoberFest e só tomei cerveja sem álcool. Uma fila danada no único lugar que vendia este tipo de cerveja, mas não vou arriscar, depois do susto da semana passada, quando peguei meu sobrinho no colo. Se não der certo nesta FIV, vou me culpar muito. Mas vai dar certo!!!

Diário da 3ªFIV/ 4ª TEC: Sobre o D8 após a transferência



Apesar da correria do trabalho, sempre lembro que o dia do Beta está chegando... Será na segunda. Ai, socorro, que medo!!!!!
Fiquei pensando qual o tamaninho dos bebês porque meu marido diz que eles ainda são um “punhado pequeno de células” e assisti um monte de vídeo no Youtube. Pelo menos, lembrei das aulas da Biologia, já que fui para outra área... rs. É só jogar lá na busca as palavras “embriologia humana”, “desenvolvimento embrionário” que aparece um monte de coisa.
Aí pensando que eles foram transferidos com 5 dias (blastocistos), fiquei em dúvida se estão com 12 dias (5 dos embriões fora + 7 dos embriões) ou apenas os 7 dias após transferência.
Pelo que entendi, o correto é contar a partir do dia da fertilização, para simular como seria o crescimento que é o mesmo de um ciclo natural. Assim, com o início da divisão celular, contamos a partir da “fecundação”. No meu caso, hoje estou no D12.
Naquela pesquisa rápida para saber “Tamanho dos Embriões Após Transferência”, realmente, eles são minúsculos!!!
Vejam neste link, que tem um descritivo bem bacana da evolução por dia: http://www.clinicafgo.com.br/obstetricia/crescimento-embrionário
 
 
Só para termos uma ideia sobre as duas etapas iniciais:
 
- BLASTOGÊNESE: é o período que vai do D1 até o D12 após a fertilização.
O tamanho do embrião é o mesmo neste período, cerca de 0.1 - 0.2 mm. O que vai mudando o número de células, que duplicam a cada 20 horas.
 
O D5 quando vira um blastocisto é importante porque acontece o "hatching" em que o invólucro da zona pelúcida é abandonado e no D6, ele penetra no útero para iniciar o processo de fixação no útero.
 
As células do trofoblasto secretam uma enzima que provoca erosão no revestimento uterino e cria um espaço de implantação para o blastocisto. Aí o ovário é induzido a continuar a secreção de Progestrona, enquanto o hCG (gonadotrofina coriônica humana) é liberado pelas células trofoblásticas do blastocisto em implantação.

 

- EMBRIOGÊNESE: de 13 a 57 dias
Quando começa a gastrulação no D13, o embrião tem cerca de 0.2 mm e os chamados vilos coriônicos assumem a forma de “dedos de luva” para fixar a placenta em formação (quando começam a existir os vasos sanguíneos do embrião).

D16 a D17 = 0,4 a 05 mm
D18 a D19 = 1.0 - 1.5 mm
D20 a D23 (3ª semana pós-concepção) = 1.5 - 3.0 mm
D23 a D25 = 2.5 - 3.0 mm
D25 a D27 = 3.0 - 5.0 mm
D27 a D29 = 4,0 a 6,0 mm
D31 (5ª semana) = 5,0 a 7,0 mm
D33 a D34 = 9,0 a 11,0 mm
D41 (6ª semana) = 10,0 a 13,0 mm
D44 (6ª semana) = 11,0 a 14,0 mmD47 a D48 = 13,0 a 15,0 mm
D49 (7ª semana) = 15,0 a 20,0 mm
D54 (7ª a 8ªsemana) =19,0 a 24,0 mm
D56 a D57 (8ª semana) = 23,0 a 26,0 mm
 
Nesse momento, todas as estruturas externas e internas essenciais estão presentes. Ainda assim, são cerca de 2,5 cm... Bem pequeno!!!
 
No final do período de embriogênese (em que acaba o desenvolvimento embrionário e começa o fetal), o embrião está conectado à placenta em desenvolvimento por um pedículo, que mais tarde será parte do cordão umbilical.
 
Ah, uma informação interessante (eu não sabia): embrião é o produto da concepção que vai do momento da fecundação até 8 semanas de vida embrionária. Já o feto é o bebê em formação da semana 9 até o fim da gestação.
 


 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D6 após transferência


A quarta-feira foi tranquila quanto aos sintomas, porque não sinto nada ainda, o que me preocupa, fico encanada se já seria o dia da nidação ou algum sinal de vida dos babies. Galerinha, vcs ainda estão aqui comigo???
Além da insônia, não sinto nada diferente, mas estou me poupando de qualquer esforço físico mais brusco. Estou dirigindo e trabalhando normalmente, tentando não pensar no assunto gravidez o tempo todo...
O dia foi agitado no trabalho, mas no final do dia resolvi dar uma voltinha no shopping e me dei um presente. Para quem conhecer minha paixão pela Swarovski e Vivara. Aí passarei na já loja e comprei uma corrente de coração que representa meu amor pelos bebês e três pulseiras, uma para cada embrião transferido. Meus queridos filhos, espero muito por vocês!



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D5 após transferência




Nada de sintomas após transferência dos embriões... Tudo tão quieto que dá medo... Será que eles ainda estão aqui? Penso isso a cada 15 minutos do dia, todos os dias desde o procedimento.
Ainda sinto um pouco de inchaço na barriga da medicação (3 x Primogyna, Crinome pela manhã e Utrogestan à noite), mas nada além disso. Já a “cabeça nervosa”... vixi... nem vou comentar nada.
Desde o episódio de sábado, para quem está acompanhando minha tristeza nesta FIV, tenho me sentido agitada e ansiosa, com momentos de tristeza e insegurança. Em média, estou dormindo 4 a 5 horas por noite e, considerando que estou cheia de problemas no trabalho, parece que fico ainda mais cansada.
Ontem estava bem e hoje foi outro dia de “baixa”. Acordei de novo com a sensação de vazio e parte disso deve ser porque estou dormindo muito mal. Demoro para pegar no sono, tenho um sono agitado e durmo por poucas horas. Alguém mais sentiu insônia?????
Precisando de um Rivotril... Brincadeirinha.... Foi só para descontrair, porque ando muito tensa. Bjs
 
 


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D4 após transferência


Para enfrentar a semana e já me acostumando ao horário de verão que começou no final de semana, acordei bem cedo e fui trabalhar.
No trabalho, está tudo tão agitado e tenso, que não pensei sobre o assunto. Resolvi vários problemas ao longo do dia, mas fiquei o tempo todo sentadinha na minha mesa. Levantava para ir ao banheiro e só.
Trabalhei por mais de 14 horas e cheguei em casa depois das 23h, um trapo. Ganhei massagem do maridão, que depois do ocorrido está cuidando de mim... Tudo se ajeita e a vida segue com o otimismo que sempre tive. Avante, em busca do meu sonho!

Sobre o repouso após a transferência dos embriões na FIV, muitas clínicas e estudos tratam o assunto como um período com maior atenção, mas não é algo rígido.

Fiquei pensando em uma gestação espontânea, nos primeiros dias em que a mulher não sabe que está grávida. Obviamente, estamos em um processo artificial em uma FIV e maior cuidado é recomendado, mas não vou me recriminar mais por isso.
Good Vibes. Continuarei contando tudo por aqui... Bjs e uma ótima semana a todas

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D3 após transferência



O domingo amanheceu triste, com um silêncio de luto, talvez tragicamente antecipado por nós – e espero, lá no fundo, que eu esteja enganada. Depois da discussão com meu marido na noite anterior porque peguei sobrinho no colo e isso pode ter afetado o processo de fixação dos embriões. Como disse, na hora, não percebi e foram uns 2 minutinhos. O garoto é bem pequeno, tem 2 anos e uns 13 Kg. Só que a bronca que levei do meu  marido foi tão intensa, que além da briga, tive uma crise de ansiedade e ataque de pânico, algo que não acontecia comigo há uns 5 anos.
Chorei muito... Fiquei com medo que o esforço para controlar a respiração durante a crise possa ter gerado contrações uterinas, o que afeta a fixação dos embriões, mas não pude evitar depois da discussão.
Fiz uma pesquisa e não encontrei nada sobre o assunto, pois o repouso absoluto é controverso, mas as clínicas pedem repouso relativo sem carregar peso ou algum outro movimento brusco. Alguém sabe algo sobre isso???

Achei este link que até alivia um pouco, mas ainda há controvérsia sobre o tema:
http://www.medicinareprodutiva.com.br/2013/09/atualizacao-sobre-o-repouso-apos-a-transferencia-embrionaria/

E este trecho: “A recomendação é de repouso relativo nos dois primeiros dias. Pode andar, ir ao banheiro, sentar, sem problemas. Existem trabalhos que não evidenciaram melhora na taxa de gravidez com o repouso, mas achamos importante para que a paciente fique em paz e não se sinta culpada de fazer atividades nesse dois primeiros dias. A vida segue normal após esse dois dias, mas a paciente deve evitar atividades físicas e relações sexuais, prevenindo a contração uterina que pode prejudicar a implantação”. Fonte: Clínica Vida Bem Vinda (http://blog.vidabemvinda.com.br/duas-semanas-de-muita-ansiedade)
 
Bom, voltando ao meu diário: depois de um café da manhã em silêncio, não aguentei e caí novamente no choro, me culpando por tudo. Aí meu marido percebeu o quanto fiquei mal e ligou para o médico. No vivavoz, o doutor (sempre muito gentil), me disse que o repouso é um zelo extra e que não afeta e eu deveria me acalmar. Acho que ele disse isso apenas para me tranquilizar e agora o estrago foi feito.
Tentei não pensar nisso no restante do dia, apesar da tristeza Estou tirando forças do meu interior para continuar com a perseverança de sempre, mas me permiti sentir a dor deste momento, pois não somos de ferro. Juntando energias para manter o otimismo. Seguindo em frente, sempre...

domingo, 18 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D2 após transferência



Este não será um dos posts mais animadores do meu blog... Mas vamos lá, vocês entenderão o motivo. Podem até achar exagero de minha parte, mas é algo muito complexo em uma história toda de anos neste processo de tentativas de engravidar. Quando somos adolescentes, é aquele medo de acontecer algo e depois quando encontramos alguém para viver conosco, o fantasma da infertilidade aparece para nos assombrar.
 
Bom, o dia começou tranquilo, não fui trabalhar e fiquei o dia todo deitada, esticada como um lagarto ao sol ali no sofá, vendo TV. Como sou irrequieta, logo fiquei entediada e combinei de sair com minha irmã para começar uma pizza. Além da estar com saudades dela e de meu sobrinho (meu afilhado de 2 aninhos, uma fofura), ela me contou semana passada que está grávida de novo. Nem preciso comentar que vem aquele sentimento dúbio (e que até me sinto mal por narrar aqui, mas ao mesmo tempo que fiquei feliz por ela, dá aquele vazio. Poxa, ela é dez anos mais nova que eu, aquela cobrança chata da família e tal.
Chegando na pizzaria, meu sobrinho veio correndo me abraçar e o peguei no colo para ver os peixes em um aquário que fica no local. Na hora, não lembrei que poderia ser um tipo de esforço e que afetaria o fato de ter feito a transferência. Foi um lapso, uma grande besteira que não me liguei na hora. Como puder não perceber? Que erro imperdoável que me cobrarei pela vida toda?
Mas quando cheguei em casa, meu marido ficou muito bravo comigo por isso e foi dormir sem me dar boa noite. Não aguentei o chamei para conversar. Quando ele me disse que estava zangado, entendi e pedi desculpas, mas me magoei demais quando ele me disse que eu não estava nem aí para a FIV. Aquilo doeu de mais...
Na hora, ele estava muito bravo e eu chorei muito porque aquilo me feriu por dentro. Tive uma crise de ansiedade e pânico, horrível. Acho que não contei aqui, mas lutei por anos sobre algo muito complicado, que é a SAG (Síndrome da Ansiedade Generalizada) e contra os ataques de pânico. Relutei para não ficar dependente das medicações super fortes, mas foi um processo difícil. Não é fácil assumir que passei por isso e hoje consigo falar mais calmamente sobre o processo pois achei que tivesse superado tudo.
Se vc que está lendo e já passo por ataques de pânico, irá me entender. É uma sensação de quase-morte em que os efeitos não são apenas psicológicos, mas físicos. No meu caso, fico sufocada e não consigo respirar direito. Resultado: ontem me esforcei muito para controlar a respiração que minha barriga até doeu, além da forte dor no peito. Acho que este esforço pode ter afetado os bebês, pois foi uma das piores crises que tive.
Não consigo expressar em palavras o meu desejo em ser mãe, mas se fosse preciso dar um dos rins para ter um bebê, eu faria isso. Exagero? Não sei. Um devaneio sincero para tentar simbolizar o quanto quero concretizar meu sonho.
Fui dormir muito triste, não consigo explicar. Pode parecer exagero e racionalmente as pessoas podem dizer que devo ficar calma. Sabe, nesta hora é uma questão de ter feito vários cursos de Pós e especialização, de ter mestrado e doutorado ou outras porcarias acadêmicas que o ponto é mais emocional e isso não tem nada a ver. Somos humanos, somos emocionais, somos mulheres, somos passionais, somos sensíveis. Porra, há anos as feridas de resultados negativos nos marcam e cada vez é um processo de luto. Perder algo que estava tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Este foi um desabafo, desculpem por não ser alta astral e tão confiante como sempre sou, no dia a dia e aqui nas postagens.
Vamos em frente, um vazio no coração e um sentimento de culpa que vou carregar para sempre se não der certo desta vez... Sorry...

Desculpem a todas que me seguem por desmotivador... Ao mesmo tempo, agradeço pelo apoio, pois posso falar tudo o que sinto, sem máscaras ou cobranças sociais. Estou abrindo meu coração e amanhã espero estar melhor. Foi bom desabafar

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Acabei de chegar da clínica... Foi hoje a transferência dos embriões!!!



Chegou a dia! Cheguei há pouco da clínica, a transferência dos congeladinhos aconteceu em clima de tranquilidade, sem grandes ocorrências. Ontem à noite fiquei na sacada do apê à noite tomando uma cervejinha e olhando a paisagem, com o calorão do interior paulista, como uma despedida já que não poderia tomar álcool nos próximos meses pois estarei grávidaaaaaa!!! Espero que isso se concretize, muita esperança.
Acordei hoje mais tarde pensando que é um dia importante. A faxineira já estava na maior empolgação querendo conversar, mas queria tomar o café bem quietinha, compenetrada, mas não deu muito certo. É minha 4º tentativa de transferência, mas ainda dá um friozinho na barriga...
Tive um breve susto ao aplicar o Crinone logo que acordei, com um sangramento escuro, de leve, junto com os restinhos da medicação que ficam no aplicador. Fiquei bem preocupada e contei na clínica antes do procedimento. O médico olhou e disse que era de um pequeno pólipo e era para ficar tranquila, pois o preocupante é sangue vivo. Se tem “borra” ou leve sangramento escuro, é normal, inclusive após a transferência – e no período interminável até o exame Beta HcG.
Ah, como sempre, o suspense a dúvida mais importante: tínhamos 6 embriões lindões congelados em duas plaquetas (3 em cada). Para descongelar, uma delas com os 3 melhores ficou pronta para o procedimento. O questionamento: transferir 2 e congelar 1 ou transferir logo os 3? Ai, ai... Frio na barriga, ali no centro cirúrgico.
Após uma conversa com o médico, ele disse que as estatísticas são melhores com “2 tentativas com 3 embriões” do que “3 tentativas com 2 embriões”. As chances de trigêmeos são menores pela minha idade, mas podem acontecer. Olhei para meu marido, ele disse que sim e respondi: “Manda os 3 aqui pro forninho!”.
Pronto, depois de ver os pontinhos brilhantes no ultrassom, receber uma gentil saudação de “boa sorte” das embriologistas da salinha que fica com a janela aberta para passar os congeladinhos pelo cateter e um abraço caloroso do médico, fui ao quarto. A enfermeira, sempre muito gentil – e  por coincidência é a mesma que trabalhava na clínica anterior -  me ajudou a ir o quarto. Fiquei lá por 10 minutos e tive que correr até o banheiro depois que deu este tempo porque tinha tomado muita água. Era muito xixi, mas segurei firme porque quanto mais cheia a bexiga, melhor para visualizar no ultrassom na hora de transferir.
Dá aquele medinho de ir ao banheiro logo depois, uma vontade sair dali “plantando bananeira” para os bebês não saírem... kkkk... é bobeira e não faz sentido, mas a gente pensa numas doidices... Acho que quem já fez a FIV entende, apesar da insanidade deste pensamento.
Como sou teimosa, estou descansando um pouquinho porque fiquei trabalhando de casa, mas vou à faculdade à noite para o 3º turno, dar aulas na graduação. Mas não vou me mexer muito, só vou entregar uma atividade. Vou contando as novis por aqui...