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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Ainda com muitos sustos...


Meninas, quanto tempo não apareço por aqui, não é?! Puxa, foram momentos tensos desde a última postagem.
Tive sangramento praticamente todos os dias e isso me dava muito medo. Em geral, tem sido um sangramento escuro, que sai juntamente com o resíduo da medicação. Mas por 3 situações diferentes, foi um vermelho vivo, o que me deixou preocupada.
Fiquei um pouco em pânico e pesquisei muito sobre sintomas do aborto - principalmente sobre aborto retido, pois o medo é que o bebê pare de crescer ou o coração bater por insuficiência de hormônios da gestação (mesmo com a medicação toda) ou que os miomas cresçam demais (são 2 bem grandões, lembram deles na minha história? pois é, estão coladinhos com o bebê e disputando espaço e nutrientes com ele).
Na segunda passada, dia 23/nov, achei melhor procurar o médico depois de sentir cólicas mais fortes e o sangramento persistir. Passei o dia no Pronto Socorro e lá mesmo fiz o ultrassom, circulando com uma guia médica escrito “suspeita de aborto”. Chegando à sala do exame, veio um médico bastante objetivo e disse: “Vamos ver se o bebê ainda está aí”. Ai, me deu um aperto no coração e travou tudo. Foram segundos de agonia até ele dizer: “Estou vendo um saco gestacional ainda, só não sei se o coração tá batendo”. Puta vida, assim eu quase morro de susto e agonia. Aí depois de mais longos segundos, ouvi aquele som, o melhor do mundo: tum, tum, tum, tum... batendo a 170 bpm, bem acelerado. Mas até isso as pernas já estavam moles de tanto medo, já tinha feito a tal “cara de coruja com medo” e o meu marido estava ao lado com os olhos arregalados.
Bom, voltei para conversar com a outra médica ginecologista, que tinha assumido o plantão e mais duas horas de espera e ela disse que não dava para afirmar o motivo do sangramento, mas que não tinha descolamento da placenta e eu deveria ficar em repouso. Me deu um atestado de 5 dias, mas estou em um momento complicado no trabalho, então avisei meu diretor e também comuniquei minha equipe, pedindo segredo, que eu ficaria menos horas no trabalho e uma parte do tempo em home office.
O restante da semana passou bem, até que sexta tive novo sangramento, agora com um pouco de sangue vermelho. Como já tinha passado pelo exame, tentei me acalmar e também tinha a primeira consulta de pré-natal agendada para ontem.
Então, nesta segunda, dia 20/nov, fui até uma ginecologista que localizei no meu plano de saúde, li boas referências sobre ela e foi bem interessante. Ao fazer o exame de toque, ela de cara já se espantou com um pólipo muito grande à entrada do útero e disse que ele pode (mas não tem certeza) ser a causa dos sangramentos.
É um pólipo que surgiu na fase desta última estimulação de ovulação da FIV, descoberto no dia da punção e que, com a quantidade enorme de hormônios que tenho utilizado, cresceu bastante e fica num local vulnerável, em que o aplicador do Crinome pode estar lecionado por fricção na aplicação. É uma hipótese, que por um lado me deixa tranquila, mas por outro, ele não pode crescer muito pois pode forçar o útero à abertura e parto precoce – aí ela disse que, mesmo durante a gravidez, tem que ser removido, o que é um risco. Estou torcendo para ele ficar  bem quietinho...
Não sei se ficarei com esta médica, talvez consulte também uma que foi indicado pelo médico que fez a FIV, recebi excelentes recomendações sobre ela. Só que estou consultando meu plano de saúde que funciona por reembolso (parei que pagar Unimed pois esta ruim e estou com o plano da empresa, que é muito bom, mas extremamente burocrático).
No mais, estou me sentindo muito enjoada. No sábado vomitei muito, estava pálida como um vela Tive que trabalhar e nem consegui falar direito com as pessoas, saí mais cedo. Estou com esta náusea desde a 5ª semana. Agora entrei na 8ª semana e, em vez de melhorar, está piorando. O olfato está mais aguçado e alguns cheiros parecem horríveis. Tive também muita, muita dor de cabeça e o Paracetamol, que é a única medicação que podemos usar, parece que não funciona. Tenho sentido também um gosto ferroso na boca e uma fome meio bipolar, ou seja, como tal qual uma alucinada e, segundos depois, quero vomitar. Passam-se 10 minutos e faço isso tudo de novo, constantemente.
Ah, quem disse que os enjoos são “matinais” nos enganou, pois é o dia todo... o meu piora à noite, quando chego em casa e vem acompanhado de tontura, a casa fica girando. E, quase estava esquecendo, a insônia... estou com problemas para dormir e fico levantando para fazer xixi de tempos em tempos. OK, tudo isso por um ótimo motivo, o melhor da minha vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Feliz. Simplesmente feliz.
Bjs a todas
 
 
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O que significa cada sintoma após a transferência dos embriões em uma FIV?


Tenho recebido muitos e-mails e adoro isso, estou tentando responder a todos, às vezes demoro um pouquinho porque o trabalho suga parte do meu tempo e não consigo ser tão ágil... É muito bom poder trocar experiências, agradeço imensamente pelo carinho.
Uma das perguntas mais comuns é sobre cada um dos sintomas após a transferência dos embriões em uma FIV.

 
Como já compartilhei aqui com vcs, nesta 4ª tentativa – e felizmente positiva até o momento, espero que seja assim até o final! – não tive nenhum sintoma.
 
Em geral, as mulheres comentam sobre inchaço na barriga ou nos seios, gases, dor de cabeça, leves cólicas e azia, dentre alguns outros sintomas. Porém, considerando o fluxo de hormônios em nosso corpo decorrentes de uma gravidez, por ser um período curto até a realização do exame Beta, não dá para perceber os resultados como sinais de uma gravidez.
 
Ficamos muito apreensivas e ansiosas, esperando por um sinal – inclusive eu, quase pirando! – mas grande parte dos resultados é decorrente do uso da medicação.
 
É um processo de quase tortura psicológica porque os procedimentos da Fertilização In Vitro geram uma tensão em cada etapa, começando lá na estimulação ovariana para produzir os folículos, aí vem a punção, a espera pelo desenvolvimento dos embriões (e para que cheguem até o 3º ou 5º dia) e a transferência.  Ufa, uma maratona mesmo! E tem mais: aí chegam os 10 a 12 dias de espera interminável para fazermos o Beta Hcg.
 
E é neste período de espera pelo Beta Hcg que não temos muito o que fazer. É só usar a medicação, manter a cautela para evitar excessos de atividade física e controlar a “cabeça nervosa”. Só que aí precisamos de sinais, ou seja, queremos indícios de que eles estão ali conosco.
 
Nestes dias que parecem durar meses, imploramos por evidências de uma possível gravidez. Porém, para a grande maioria das mulheres, os sintomas são decorrentes do uso dos remédios, como o estrogênio (com a Primogyna ou adesivos de Estradiol) e da progesterona (Crinone, Utrogestan ou Evocanil).
 
No caso da Progesterona, ela tem a função de prepara o corpo da mulher para a gravidez (pois estimula as células do endométrio a se proliferarem e garante com que o embrião se fixe para a formação da placenta) e mantê-la, é o hormônio responsável pela continuidade da gravidez pois evita a descamação do endométrio, que ocasionaria um aborto.
 
Por isso, sentimos mais cansaço ou sonolência, que são típicos do início de uma gravidez.
 
Depois do positivo, chega a preocupação com possíveis sangramentos. Enquanto esperamos a nidação (o que é um sangramento decorrente da implantação do óvulo fecundado na parede do útero) entre o D7 a D12, após o Positivo no Beta Hcg, passa a ser um pesadelo. Acho que é isso que estou vivendo agora e por isso resolvi compartilhar.
 
Dá aquele medo quando vem uma manchinha com o resíduo da medicação e, graças às modernidades e tecnologia, dá para passar um WhatsApp ao médico e esperar orientações. O meu é tão paciente, espero não enviar mais nenhum recadinho para ele sobre sangramento, estou em repouso como recomendou.
 
É isso, espero ter ajudado as meninas que não estão com nenhum sintoma após a transferência, pois não senti nada e recebi meu positivo no Beta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!