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domingo, 25 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV/ 4ª TEC: Sobre o D8 após a transferência



Apesar da correria do trabalho, sempre lembro que o dia do Beta está chegando... Será na segunda. Ai, socorro, que medo!!!!!
Fiquei pensando qual o tamaninho dos bebês porque meu marido diz que eles ainda são um “punhado pequeno de células” e assisti um monte de vídeo no Youtube. Pelo menos, lembrei das aulas da Biologia, já que fui para outra área... rs. É só jogar lá na busca as palavras “embriologia humana”, “desenvolvimento embrionário” que aparece um monte de coisa.
Aí pensando que eles foram transferidos com 5 dias (blastocistos), fiquei em dúvida se estão com 12 dias (5 dos embriões fora + 7 dos embriões) ou apenas os 7 dias após transferência.
Pelo que entendi, o correto é contar a partir do dia da fertilização, para simular como seria o crescimento que é o mesmo de um ciclo natural. Assim, com o início da divisão celular, contamos a partir da “fecundação”. No meu caso, hoje estou no D12.
Naquela pesquisa rápida para saber “Tamanho dos Embriões Após Transferência”, realmente, eles são minúsculos!!!
Vejam neste link, que tem um descritivo bem bacana da evolução por dia: http://www.clinicafgo.com.br/obstetricia/crescimento-embrionário
 
 
Só para termos uma ideia sobre as duas etapas iniciais:
 
- BLASTOGÊNESE: é o período que vai do D1 até o D12 após a fertilização.
O tamanho do embrião é o mesmo neste período, cerca de 0.1 - 0.2 mm. O que vai mudando o número de células, que duplicam a cada 20 horas.
 
O D5 quando vira um blastocisto é importante porque acontece o "hatching" em que o invólucro da zona pelúcida é abandonado e no D6, ele penetra no útero para iniciar o processo de fixação no útero.
 
As células do trofoblasto secretam uma enzima que provoca erosão no revestimento uterino e cria um espaço de implantação para o blastocisto. Aí o ovário é induzido a continuar a secreção de Progestrona, enquanto o hCG (gonadotrofina coriônica humana) é liberado pelas células trofoblásticas do blastocisto em implantação.

 

- EMBRIOGÊNESE: de 13 a 57 dias
Quando começa a gastrulação no D13, o embrião tem cerca de 0.2 mm e os chamados vilos coriônicos assumem a forma de “dedos de luva” para fixar a placenta em formação (quando começam a existir os vasos sanguíneos do embrião).

D16 a D17 = 0,4 a 05 mm
D18 a D19 = 1.0 - 1.5 mm
D20 a D23 (3ª semana pós-concepção) = 1.5 - 3.0 mm
D23 a D25 = 2.5 - 3.0 mm
D25 a D27 = 3.0 - 5.0 mm
D27 a D29 = 4,0 a 6,0 mm
D31 (5ª semana) = 5,0 a 7,0 mm
D33 a D34 = 9,0 a 11,0 mm
D41 (6ª semana) = 10,0 a 13,0 mm
D44 (6ª semana) = 11,0 a 14,0 mmD47 a D48 = 13,0 a 15,0 mm
D49 (7ª semana) = 15,0 a 20,0 mm
D54 (7ª a 8ªsemana) =19,0 a 24,0 mm
D56 a D57 (8ª semana) = 23,0 a 26,0 mm
 
Nesse momento, todas as estruturas externas e internas essenciais estão presentes. Ainda assim, são cerca de 2,5 cm... Bem pequeno!!!
 
No final do período de embriogênese (em que acaba o desenvolvimento embrionário e começa o fetal), o embrião está conectado à placenta em desenvolvimento por um pedículo, que mais tarde será parte do cordão umbilical.
 
Ah, uma informação interessante (eu não sabia): embrião é o produto da concepção que vai do momento da fecundação até 8 semanas de vida embrionária. Já o feto é o bebê em formação da semana 9 até o fim da gestação.
 


 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Descobrindo o universo das “treinantes”

Depois da batelada de exames, o médico disse que o ultrassom indica ovários policísticos e alguns miomas muito pequenos e inofensivos.
Isso era setembro de 2010. Por isso, receitou um anticoncepcional de uso continuo (Elani) para eu não menstruar por 3 meses , em janeiro de 2011 eu começaria a usar um indutor de ovulação, o Serophene.
Nem preciso dizer que entrei no Google e pesquisei tudo, tudo sobre Ovários Policísticos. Fiquei craque em SOP – se bem que quanto mais eu lia, não via aqueles sintomas, mas tinha que estudar.
Aí fui entrando em blogs e descobri um mundo à parte na net: o universo das “treinantes”. Caramba, é uma rede! Quanto desabafo. É um tal de rezar e agradecer a Deus pra cá, usar sigla que os médicos usam (porque todas ficam experts e praticamente ginecologistas), uma loucura.
Bom, voltando ao Serophene... Tomei e nos dias calculados para o “treino”, fiz tudo direitinho. No primeiro mês nada, no segundo, terceiro... até o quinto e último mês tomando o tal do indutor e nada. Estranho... tem alguma coisa errada.

Fiquei preocupada. Tinha alguma coisa errada. E agora?

Será que o meu maior medo, do qual sempre fugi e adiei a maternidade, poderia ser algo que aconteceria comigo? 



A primeira HISTEROSSALPINCOGRAFIA a gente não esquece!

Comecei a tentar engravidar no final de 2009, depois que meu casamento passou por uma grande crise. Não era a primeira, mas foi a primeira de grande impacto. Não sei bem o que aconteceu, mas nossa carreira estava tomando rumos diferentes ...
Depois de quase nos divorciarmos, de muita conversa e choro, resolvemos ficar junto. Aí pensei: - Dane-se o trabalho, vou engravidar!
Este era o sonho do meu marido, que é 5 anos mais velho que eu, mas depois de 4 anos de casamento, eu precisava retomar este plano, pois bens materiais e sucesso profissional estava atrapalhando tudo. Sempre rola uma competição e sei que isso incomoda os homens...
Então desencanei do anticoncepcional neste ano de 2009 para ir fundo e... nada.
Pensei: foram muitos anos tomando pílula, vamos dar um tempo para meu corpo, ainda tenho 32 anos... nada.
Chega 2010, todo mês naquela expectativa, lingerie nova para dita da ovulação, mandingas ficando com a perna para o alto para não perder os “nadadores” e... nada.
Aí depois deum ano resolvi fazer todos os exames, com um médico muito recomendado por várias amigas e começa a saga.
O primeiro exame, além de todos aqueles exames de sangue, foi um que não vou esquecer mais: HISTEROSSANPINCOGRAFIA.
Além deste nome horroroso, o exame é horrível!!!!!!!!!!!! Acho que dei azar, pode ser que depende muito do profissional.
O médico falou que era tranquilo e eu não perguntei mais nada. Agendei e, no dia, recebi os procedimentos. Além da chatice da lavagem intestinal, o troço doeu tanto quando usam um suporte para suspender o útero e, com contraste, para verificar se as trompas estão obstruídas. Por azar, alguma coisa deu errado e o médico que fazia o exame teve que repetir.
Juro, a expressão “desmaiar de dor” neste momento foi literal. Quando viram que eu ia desmaiar, a enfermeira falou: - A gente devia ter dado anestesia.

Bom, apesar de tudo, as trompas estavam perfeitas. Menos mal.