Mostrando postagens com marcador sintomas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sintomas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de junho de 2016

37 semanas: cada vez mais perto!



Gente, não é que meu guerreiro está aguentando firme aqui? Contrariando as estatísticas, conseguimos chegar até a 37ª semana, uma vitória!!!
Nesta segunda-feira fizemos o último ultrassom e está tudo ótimo. Ele está com 50 cm e quase 3,5 Kg. Uma belezinha. Como há pouco espaço na barriga, não dá para ver muito bem o rostinho dele, mas está com a cabecinha encaixada e os pés fazendo “legpress” nas minhas costelas. A placenta ainda é grau 2, o que demonstra que ele pode continuar mais um tempo aqui dentro, no ninho.
Só não se se aguento muito mais, tenho sentido muito cansaço, contrações à noite (começam às 22h e se estendem pela madrugada), o que me impede de dormir. Passo as noites acordada e com medo de ir ao hospital, ainda mais que está um friozinho.... rs.
As contrações tem se intensificado, mas não são regulares como as de trabalho de parto ainda, são as de treinamento. A barriga começa a ficar dura na parte de cima, depois fica toda enrijecida e dá um dor lá embaixo, como se fosse uma cólica menstrual. Sinto que o bebê já encaixou também, principalmente quando sento.  Isso aconteceu na Semana 36, a barriga desceu e senti que ele já estava descendo, a dor nas costas e a falta de ar melhoraram, até a azia diminui. O que fica ruim agora são as cólicas e dificuldade de locomoção.
Às vezes fico preocupada porque o bebê se mexe pouco, mas disseram que realmente fica apertadinho, então como algo doce porque a glicose o deixa mais agitado e eu fico mais tranquila!
Parei de trabalhar na semana passada, no dia 13 de julho. Fiquei em casa terminando algumas atividades online (por email, Skype whatsApp, já que a tecnologia ajuda!). Estou tentando me envolver menos com problemas do trabalho, o que acaba sendo difícil para uma pessoa workaholic como eu. Tenho aproveitado para pensar sobre o parto e aprender sobre os primeiros cuidados com o bebê.
Tem vídeos bem interessantes no Youtube e aprendi muito sobre como dar banho no bebê, rotinas para o sono, amamentação, cólica e também sobre o parto em si.
Ah, o parto... isso está me deixando super ansiosa! Eu passei a gravidez toda com os perrengues de idas ao hospital com a certeza de que seria cesárea. No começo estava com 3 médicas, depois fiquei com 2 me acompanhando e, após o episódio da retirada do pólipo, escolhi uma delas e estamos nos encontrando em consultas semanais.
O que ela me disse, há15 dias, é que posso até tentar o parto normal e isso deu um nó na minha cabeça. Ela comentou que seria até melhor para minha recuperação para o útero voltar ao normal. E aí pensei, o que acontece com os miomas? Eles podem se romper durante as contrações? Não sei, ainda não estou muito segura sobre isso.
O que combinamos foi o seguinte: parei com o Utrogestan na semana 36, passei a monitorar as contrações e, dependendo de como for, se eu aguentar as dores do trabalho de parto, decido de será normal ou cesárea.  
Amanhã tenho consulta e teremos que tomar um decisão, algo bem difícil porque gera muito medo e às vezes, lidamos até com alguns mitos que nos afligem. Contarei para vocês como será... Bjs






domingo, 3 de janeiro de 2016

13 semanas: comentários sobre o meu diagnóstico de descolamento da placenta

 
Meninas, realmente foi um grande susto no domingo passado, hoje completo uma semana do repouso absoluto, primeiro dia em que estou me sentando para usar o computador, ainda meio deitada no sofá com o notebook no colo e um monte de almofadas.
Segui tudo o que o médico pediu, não fiz praticamente nada. Na horizontal, deitada até ficar entediada. Meu marido fez tudo e ainda bem que estava em férias. Desde lavar roupas, cozinhar e cuidar da casa. Fiquei tão molenga que até tomar banho me cansa... rs. Bom, para quem me conhece e sabe que sou ligada nos 220V, parece impossível. Posso dizer que não foi fácil, senti uma “coceira interior” (não sei explicar) para fazer as coisas, sair e ver o que está acontecendo na rua, ainda mais no Ano Novo, pois sempre sou a festeira da família que organiza tudo. Neste ano, a virada foi deitadinha no sofá, olhando os fogos pela janela da sacada. Este será um ano especial, o mais importante da minha vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Os enjôos diminuíram muito, parece que aconteceu mesmo a mágica das “12 semanas”...hahahaha.

Ainda não tenho o diagnóstico da causa do descolamento, o médico que me atendeu no Pronto Socorro supõe ser resultado do crescimento dos miomas pela grande quantidade de hormônios na gravidez que podem ter abaulado a cavidade uterina (em questões anatômicas), gerado um coágulo subcoriônico e, como consequência, o descolamento da placenta. Já a médica do pré-natal, apenas confirmou por mensagem de WhatsApp tal hipótese, pois somente vou encontra-la na próxima semana. Respondeu para usar a Utrogestan (devido à baixa taxa de progesterona pela idade – embora eu não queira aceitar, estou chegando nos 39 aninhos) e pediu repouso.

Resumindo, foram 3 as recomendações para o hematoma não aumentar (e ambos os médicos disseram que não há muito mais o que fazer, devemos aguardar o corpo se reestabelecer e manter o pensamento positivo):

- Evitar ter contato íntimo (abstinência sexual)
- Não ficar muito tempo de pé, preferindo ficar sentada ou deitada com as pernas elevadas (nem pensar em passeio no shopping ou ir ao mercado) ou esforços, como limpar a casa (nos casos mais graves, o médico poderá ainda indicar a internação, mas isso quando a gestação está no 3º trimestre)
- Fazer uso progesterona com o Utrogestan (no meu caso, 1 vez ao dia).
 
Estas recomendações são as mais comuns entre os médicos, mas não há comprovação em estudos científicos que comprovem impacto na involução do coágulo, mas é importante que a gente sinta que está fazendo tudo o que pode para cuidar o melhor possível de nosso bebê.
Ah, quando questionei o médico como o repouso ajudaria, ele disse que seria uma questão de minimizar impactos físicos da movimentação. Comparou com uma ferida, se ficarmos em contato com o local sempre, demora para cicatrizar, o mesmo se ficarmos nos movimentando muito em relação ao hematoma e a região do descolamento da placenta.
Me preocupou muito o deslocamento da placenta porque é um problema sério na gravidez. Em geral, acontece mais no 3º trimestre e no meu caso, foi bem no finalzinho do 1ª.
A placenta é muito importante porque é responsável por todas as “trocas” entre a mãe e o bebê, ou seja, facilita a troca de nutrientes para proteger e sustentar a gravidez. Além de eliminar tudo o que é nocivo, ela transporta oxigênio, glicose, cálcio, água, entre outras substâncias, para o bebê. Já no caminho contrário, é ela quem retira o gás carbônico e outros dejetos do bebê, que são eliminados pelo organismo da mãe. É a placenta, ainda, que estimula outros hormônios da gestação, como o estrogênio, a progesterona e o lactogênio, fundamental para a produção de leite.
Portanto, um descolamento da placenta pode ser a interrupção desta comunicação com o bebê e trazer problemas muito sérios. No meu caso, o descolamento foi de 15% a 20% e não foi gravíssimo, mas o médico ressaltou que foi uma ameaça significativa de aborto que passei com o sangramento e outros agravantes.
Aí vêm aquelas perguntas: “O que fazer para a placenta colar de novo”? “Quanto tempo demora para a placenta colar e se reestabelecer”?
Na verdade, não há uma resposta única para isso, depende de cada caso. O médico que me atendeu disse que poderia levar algumas semanas (da 12ª até a 18ª ou 20ª) ou até meses e há mulheres que ficam a gestação toda sob repouso. Quando acontece após as 34 semanas e, segundo a condição de cada gestação, é realizada uma cesárea de emergência.
Quando acontece ainda no 1º trimestre, como no meu caso, o nome científico é hematoma subcoriônico ou retrocoriônico, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre o útero e o saco gestacional. Nos casos leves de descolamento ovular, normalmente o hematoma desaparece naturalmente até ao 2º trimestre de gestação, pois é absorvido pelo organismo da mãe, porém, quanto maior for o hematoma, maior o risco de aborto espontâneo, parto prematuro e descolamento da placenta.
 
Alguns pontos que entendi sobre esta questão, para compartilhar com vocês:
 
- O hematoma subcoriônico (SCH), que é um acúmulo de sangue entre as membranas da placenta e do útero, que se chama córion. Quando acontece nas primeiras semanas de gestação e a placenta ainda não está formada, os médios se referem a ele como coágulo ou deslocamento ovular.
 
- Os hematomas subcoriônicos grandes aumentam o risco de aborto espontâneo, parto prematuro, descolamento da placenta (quando ela se separa prematuramente a partir da parede do útero pode levar à morte do feto nos casos mais graves, pois a placenta tem múltiplas funções: além da função nutritiva, tem função excretora, respiratória, de produção de hormônios e de defesa).
 
- Portanto, há diferença entre o hematoma subcoriônico e o descolamento da placenta. Quando o problema aparece em gestações antes de 20 semanas, o que na verdade ocorre é um acúmulo de sangue entre a parede do útero e o saco gestacional e os médicos se referem a esse problema como hematoma subcoriônico, que desaparece com a evolução da gestação e esta pode transcorrer normalente. Nos casos de descolamento de placenta, esta complicação pode indicar que a saúde do feto está em perigo. Se acontece  perto da data de parto prevista do parto, ele será adiantado  por meio de uma cesariana, para prevenir que a placenta se solte ainda mais.
Mas é importante destacar que ambas as situações requerem tratamento médico imediato para um melhor acompanhamento e prognóstico da gestação, com ultrassom, se possível, semanal ou quinzenal.
 
- Sobre as causas para um hematoma ou o descolamento, não há uma única ou certeira motivação, podendo ser um problema decorrente da implantação do ovo no útero na fase inicial da gestação. Portanto, não se culpe se aconteceu com você, pois não foi algo que tenha feito para que acontecesse e pode ocorrer em mulheres grávidas de todas as idades e raças.
 
- Para ter o diagnóstico, é importante procurar o médico ou um atendimento de emergência em caso de sangramento (mas há casos em que não há sangramento, no meu houve bastante). Somente com um ultrassom será possível identificar o coágulo, que aparece como uma mancha escura dentro do útero, como se fosse outra placenta. Após o exame, o médico consegue identifica o tamanho (extensão) do coágulo ou da zona de descolamento da placenta, dependendo o caso.
 
Bom, de tudo isso e de todas as histórias tristes que encontramos na internet, é importante conter a ansiedade e não cair no desespero. O apoio do médico é importante para nos sentirmos seguras, um bom profissional nos dará as orientações, pois há muita informação na internet, mas também (des)informação em excesso!
Lendo outros blogs, percebo que é bastante comum no início da gravidez – apesar de ter levado um susto com o tom que o médico me passou as orientações, considerando que meu caso é diferente pela presença dos miomas, que são agravantes ao diagnóstico do coágulo e preciso ter maior cuidado com o descolamento da placenta. Torcendo para não fica a gravidez toda em repouso, então me cuidarei bem agora no comecinho, estou com 13 semanas agora.
Estou tentando ter calma, me distanciar do trabalho com a licença médica (apesar de toda a pressão que estou recebendo por ter que conduzir a reestruturação da minha área, em um momento em que a empresa foi adquirida por um grupo americano). E aí vem o desabafo: cuidar do bebê é essencial para nosso projeto de vida e todas as minhas energias estão voltadas para isso, mas é uma escolha complicada no que diz respeito à carreira, principalmente no ambiente corporativo, com funções de gerência e direção de área.
Por exemplo, eu teria uma viagem para os Estados Unidos a trabalho, bastante importante, mas precisarei me ausentar e tentar resolver tudo via por videoconferência, a tecnologia ajuda, mas há “reuniões de relacionamento” que terei que abdicar. Já recusei uma promoção no mês de outubro (acho que contei aqui) e não me arrependo nem um pouco. É que não tem como deixar de mencionar esta pressão que a mulher se encontra. Minhas decisões foram tomadas e imagino que vocês também tenham passado por isso.
O negócio é não pirar, embora ficar em repouso para pessoas totalmente pilhadas como eu seja algo complicado, mas estou me acostumando com os mimos do marido... rs. Vou seguir direitinho as recomendações médicas e amanhã espero saber o sexo do bebê no ultrassom.
Torcendo muito para a placenta estar no lugar certinho e o hematoma ter sumido!!! Bjsssssss
 


12 semanas: mais emoção na minha história: descolamento da placenta

Meninas, como passaram o período de festas de final de ano? Para mim foi mega tumultuado e por isso desapareci. Desde o episódio no final de semana que antecedeu o Natal e que contei aqui com o sangramento e a noite no hospital, teve mais emoção e daí o motivo do meu sumiço. Como sempre, vou registrar tudo por aqui, vai ser um post longo, mas o susto foi o mais longo desta fase de 1º trimestre de gravidez...
Após uma semana de repouso “relativo”, me dei ao luxo de, com muito cuidado, ir até a depilação e sair uma noite para encontrar as amigas e finalmente contar a novidade, eles nem imaginavam. Tudo isso com o acompanhamento do meu marido, para não me esforçar. No Natal fizemos uma ceia simples em casa, apenas ajudei a fazer a sobremesa e as entradas.
No sábado após o Natal, fui até um restaurante para jantarmos com um casal de amigos do meu marido e tudo ia bem, até que, depois do banho ao chegar em casa, percebi novamente o sangramento em vermelho vivo. O terror novamente tomou conta de mim, só que desta vez não quis ir correndo até o hospital.
Contei ao meu marido, mas achei melhor dormir para ver se diminuía. Só que à noite acordei várias vezes para ir ao banheiro e continua com vermelho vivo. Às 5 da manhã acordei com uma cólica muito, muito forte e uma dor nas costas, bem na região sacral, na parte inferior do coluna. Tomei um chá e fique na sala quietinha, até chamar meu marido por volta das 8h da manhã pois a dor não passava, nem o sangramento.
Como sempre vamos ao mesmo hospital, é o melhor da cidade, tirar o médico grosseiro do plantão, sempre somos bem atendidos. Desta vez não demorou nem 5 minutos e já me chamaram. O médico, bastante jovem, fez o exame de toque e uma cara estranha, pois viu que o sangramento vinha do interior do útero. Já fiquei tensa. Ele nem quis tentar o doppler para ouvir o bebê, disse que precisa do ultrassom.
Desci até o andar da sala de exames e outro médico veio nos atender, muito simpático e atencioso. O meu coração disparado e a angústia tomava conta de mim. Como era domingo, não tinha ninguém lá, ele foi para lá somente para me atender no plantão.
Eis que ele demora para achar o bebê, fiquei anestesiada. Demorou mas ele disse: “Taí, todo serelepe, se mexendo muito”. Ai, que alívio. O bebê estava se mexendo muito, acho que meu nervosismo deixou ele agitado (rs...), com 7,5 cm e coração a 142 bpm. Ufa, voltamos para a sala do outro médico. Ele disse que via um pequeno coágulo e que eu deveria voltar para conversar com o médico. Ih...aí que veio a notícia ruim...
Quando voltei para conversar com o médico, veio a bomba do diagnóstico: um descolamento da placenta de uma região significativa, decorrente de um coágulo subcoriônico. Ele disse não ser possível dizer a causa, mas considera que são os miomas e que um deles esteja abaulando a cavidade uterina. Pediu para manter a abstinência sexual (ih... nem sei mais o que é isso...kkkkk), a progesterona via vaginal com o Utrogestan e repouso absoluto”. Segundo ele, ficar na cama ou sofá em posição horizontal e só levantar para ir ao banheiro, tomar banho e comer. No mais, curtir a “vida de princesa”.
É, fiz o que ele pediu, direitinho, mas vida de princesa não é tão legal assim... Um tédio ficar deitada esta semana toda, o tempo não passa. Tentei ler, até peguei livros que não fossem sobre gravidez, me arrisquei a reler o clássico “Crime e castigo” do Dostoievski (pesado, hein?!) e a esgotar as séries do Netflix. Assistir TV me deixa impaciente com muita programação ruim e alienante, mas dava uma zapeada para sentir o que estava rolando no mundo.
Depois de uma semana, hoje é o primeiro dia em que estou usando o computador (meio deitada no sofá com um monte de travesseiros e notebook no colo) para contar o ocorrido.
O pior é que o médico me pediu para não trabalhar nesta próxima semana e eu deveria retornar amanhã, não sei o que fazer. Vou pedir novo atestado e ficar em casa por mais uma semana, preciso me cuidar em um momento tão complicado e precioso da minha vida, pelo qual lutei tanto. Imagino, pelo que percebi, que irão me demitir depois do meu retorno à licença maternidade, por alguns indícios. Depois falarei sobre isso em um post específico, mais à frente. Neste momento, o foco é cuidar do bebê, o motivo de tudo isso!!!
Amanhã também farei o ultrassom morfológico de 1º trimestre com o exame de translucência nucal e verei novamente o baby, já estou com saudades de vê-lo se mexendo, bem sapeca.
Como não resisti nestes dias de repouso, fiz algumas pesquisas para entender o que aconteceu comigo e vou colocar nos posts a seguir, espero ajudar em passa pela mesma situação. Bjs e uma ótima semana!
 
 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

11 semanas: outra madrugada no Pronto Socorro...


Pois é, depois de uma agitada no trabalho, eu e meu marido fechamos a semana de forma tranquila ao visitar alguns amigos, até criamos coragem para contar sobre nossa gravidez. Não sei se foi precipitado, mas foi bacana ver a felicidade do maridão ao contar para todos que seria pai e mostrar no celular o vídeo que ele fez do último ultrassom na quarta. Foi tão lindo, esperamos muito por este momento!
Voltamos para casa por volta da meia noite, quando fui tomar banho e, de repente, começou a escorrer muito sangue pelas minhas pernas. Chamei meu marido que foi até o banheiro, tentou me secar e não parava de sair sangue. Comecei a tremer, achei que era o fim. Tremendo, peguei a primeira roupa que vi pela frente e fomos até o hospital.
Depois de esperar por uns 30 min, o médico de plantão da ginecologia nos chamou. Com uma cara de “saco cheio”, pediu para deitar na maca que ele faria o exame de toque. Disse que o meu útero estava aumentado por causa dos miomas, aparentava ter 16 a 18 semanas (enquanto ainda estou com 11). O exame doeu pra caramba e ele disse não ter encontrado o motivo do sangramento.
Perguntei se eu iria fazer o ultrassom para ver se o bebê estava bem. Ele nem respondeu e colocou um doppler para ouvir o coração. Disse que não estava ouvindo. Nisso, já começou a descer uma lágrima. Aí depois de um tempo, ele disse: “Pode levantar, está ouvindo esta batida rápida, ele tá vivo ainda”.
Me troquei engolindo o choro e, quando ele prescrevia um novo ultrassom, perguntei se apareceria minhas mulheres desesperadas como eu e ele respondeu: “Aqui só vejo histórias tristes”. Pensei: “Melhor ficar quietinha”. Fui até a ala de recuperação e passei noite tomando soro com Buscopan para a cólica e Plasil para o enjoo.
Puxa, este susto foi grande... Mas sei que meu bebê guerreiro está bem e vamos passar por tudo isso! Dá tanto medo e espero chegar logo às 14 semanas quando estarei saindo da "zona de risco". É tanta emoção que ainda não comprei nenhuma peça para o bebê e nem comecei a pensar no quarto. Em janeiro, quando tudo passar, farei isso, começarei a planejar o enxoval.
Agora ficarei em repouso e talvez nem vá para a praia neste período de festas, ainda estou avaliando o que é melhor. Tudo vale a pena pois neste ano ganhei  o meu melhor presente de Natal da vida!!! Bjs para tod@s!!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

10 semanas: como andam as coisas...

Falei no post anterior dos sintomas chatinhos deste começo de gravidez que até esqueci de contar a melhor parte: fiz ultrassom na semana passada e vi o baby!!! Tão lindo... ele até se mexeu, coisa mais fofa.
 
Como sempre tem alguma história que acontece comigo – tipo, me dou mal como o Coiote do Papaléguas, mas aí sempre tenho algo para narrar. Bom, cheguei maior animada na clínica e a mocinha pediu se eu queria gravar as imagens. É claro!!! Mas aí a médica atrasou mais de 1 hora e meia, fiquei um tempão numa sala gelada e  acho que ela esqueceu de colocar o DVD... Fiquei sem a gravação. Ah, fiquei triste, mas feliz que nosso baby tá super bem. Muito louco isso, agora ele está adquirindo as formas um feto – e deixa de ser embrião.
 
Fiz o ultrassom com 9 semanas e 5 dias, mas a médica disse que ele está com tamanho de 10 semanas e 5 dias, ou seja, tá grandão, vai ser alto como eu e meu marido (eu nem tanto, tenho 1,75m, mas ele que tem quase 2metros)!
 
Agendei o ultrassom morfológico de 1º trimestre, com a translucência nucal, que importante e ajuda a ver se há alguns problemas, como Síndrome de Down, será no dia 4 de janeiro, quem sabe dá até para saber o sexo??? Ai, que curiosidade.
 
Ainda não contei para a família ou amigas, vou esperar os 3 meses quando sairei do período de risco. E ainda continuo com parte da medicação.
 
Segundo orientações da clínica de fertilização, parei ontem, quando completei 10 semanas, de usar o Crinome (pela manhã) e o Utrogestan (à noite), ficando apenas com a Primogyna (que antes eram 3 vezes por dia, passarei nesta semana para 2 e depois para 1 na próxima semana). Deu um medo de parar com a medicação e a todo momento ia ao banheiro para ver se tinha sangramento, olha a paranoia!!!
 
Como parei com a medicação, senti cólicas, mas a médica disse que poderia acontecer. Ah, por falar em médica, decidi que vou trocar. Nesta última consulta, não curti o que ela disse – na verdade, não foi o que disse, mas como disse e a solução que apresentou. Ao ver os meus miomas, aqueles de sempre, disse: “É, vai ser cesárea mesmo e torça para não perder seu útero já no parto”. Eu perguntei se não poderia preservá-lo se quisesse engravidar de novo e ela respondeu: “Agradeça por ter conseguido ter um filho”. Puxa, tudo bem a pessoa ser direta, objetiva ou assertiva, mas faltou sensibilidade e também atualização com técnicas médicas para pensar em uma solução, é um órgão importante do meu corpo.
 
Agora vou reagendar com uma médica que me indicaram na clínica de fertilização, que vi ótimas referências e parece bem atenciosa. Pena que ela não atende pelo plano, farei particular e tentarei o reembolso.
 
No mais, esperando o baby crescer cada vez mais... Obrigada a todos que sempre torceram por mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ai, novo susto...

Eis que depois de um final de semana tranquilo, com muito repouso e mais uma overdose de filmes e séries, esticada como um lagartão no sofá, tive um susto nesta segunda pela manhã.
Fui ao banheiro e, ainda meio dormindo, bati o olho na calcinha e tinha uma mancha bem grande de sangue escuro, tipo quando a menstruação já deu sinal que chegou e vem a maré vermelha? Ai, gelei. Tentei ficar quietinha, não ficar nervosa e não dar alarme para acordar meu marido pois ainda cedo. Corri para aplicar o Crinone da manhã e o aplicador saiu bastante manchado.
Por uns 30 minutos tentei fiquei quietinha, mas me marido acordou e contei para ele. Resolvi mandar uma mensagem de WhatsApp para o médico, que logo respondeu, dizendo que “o sangramento é comum, mas não é normal, vamos antecipar o ultrassom”.
Ai, que medo, agendei para amanhã às 11h. Torçam por mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
P.S. Outra coisa estranha, fica saindo uma secreção aquosa, transparente, líquida e inodora na calcinha durante o dia, fiquei encanada, vou perguntar ao médico o que é isso. Amanhã estarei de volta!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Reflexões sobre as emoções após o Beta Positivo na FIV, os medos e as expectativas

Meninas, como prometi desde que criei este blog, contarei aqui todas as minhas emoções e o que vou aprendendo nesta saga, um misto de confissões, desabafo, experiência e informações que recebo dos médicos (mas sempre deixando claro que sou leiga, com discernimento sempre). Entrei na 4ª semana e não tenho nenhum sintoma de gravidez e isso mantem minhas neuroses de sempre (nunca escondi isso de vocês, não é só resultado da FIV!!!!)
Por isso, sempre vou narrar em primeira pessoa todas as comemorações de cada uma das fases com as conquistas e, como é um processo de muita ansiedade e expectativa, vou contar aqui também os meus medos e encanações. Será sempre “sem filtro”, ou seja, não me importo com julgamentos, quero apenas registrar minha história e acalmar mulheres que passam pelo mesmo processo.
Já adiando, este não será meu post mais popular – e depois perceberão isso... (rs), mas é parte da minha proposta da sinceridade de sentimentos e pontos de vista, sempre com abertura para o diálogo.
Percebi, em todo este processo louco de FIV, que informação é muito importante. Há muita coisa bacana na internet e não vivemos mais sem uma “pesquisinha básica” na rede, mas também devemos tomar cuidado com o que é divulgado em um espaço livre como é a web, onde nem sempre pesquisas e dados são comprovados, há fontes pouco confiáveis porque qualquer um vira autor. Sinto isso na minha prática profissional quando oriento os trabalhos de conclusão de curso na faculdade, tanto graduação como pós-graduação e vejo que as pessoas reproduzem coisas que estão em sites com baixíssima ou nenhuma reputação técnica ou validade acadêmica. Assim, é preciso muita cautela ao consultar o Dr. Google.
A internet tem um lado maravilhoso que é permitir que todos nós possamos nos expressar – e estou escrevendo neste blog graças à esta maravilhosa oportunidade – mas por outro lado, também abre espaço para informações desencontradas, plágio, dados equivocados, senso comum travestido de verdade científica, preconceitos, misoginia, retrocessos intelectuais por obscutarismo religioso e ataques à reputações pessoais. Há muita coisa deste tipo nas redes sociais e as pessoas esquecem das consequências jurídicas disso. Vejam o caso recente com a pergunta do ENEM sobre Simone De Beauvoir e a redação sobre violência contra mulher que causou tanto furor nos conservadores de plantão, que ignoram todos os avanços da mulher na sociedade, nossos direitos e vitórias contra o preconceito no que se refere à questão de gênero.
No caso do plágio, já encontrei muita coisa minha – sobre meus artigos acadêmicos e material de pesquisa – divulgados na web sem minha autorização, infringindo os direitos autorais e não são poucos os casos. Não vou relatar aqui para manter o sigilo. Outro caso que fiquei sabendo recentemente foi por meio de uma denúncia anônima que uma mulher em Fortaleza estava usando o meu material para dar treinamentos/workshops e cobrava por isso, tirando apenas meu nome e colocando o dela. Já estou tomando as providências processuais com o advogado, mas é muito chato.
Achei até vários blogs com cópia (e outros com paráfrases) dos meus posts. Pasmem, alguns eram bem pessoais e a pessoa apenas “adaptou” meu relato e escreveu como se fosse dela. Bem chato isso...
Outra coisa são os fóruns. Sei que muita gente pode se ofender com o que vou escrever, mas tem muita falta de informação. Há muita crendice e credulidade. Vejam, não estou questionando a fé e sim o fato das pessoas se apegar a informações sem questionamento ou fontes confiáveis. Não é, de forma alguma, um preconceito contra as pessoas que não possuem formação acadêmica, muito longe disso, mas um alerta para não tomarmos como verdade tudo o que lemos. O melhor é sempre buscar o apoio do médico, que deve ser de confiança – e também acessível. Nosso coração fica tão apertado de angústia pelo medo de perder nossos embriões e ter um apoio profissional é muito importante.
Gente, não é para acharem que acordei “de mal com o mundo”.....kkkkkkk.... Era só para dizer que, como a cada fase temos nossas dúvidas e medos, vou reproduzir aqui tudo o que sentir.
Estou bem ciente das possibilidades de abortamento ou falha de implantação, mesmo após o Beta Positivo. Estou comemorando e vibrando com cada uma das fases, vivendo intensamente.
Mas quando dá aquele medo, com um pequeno sangramento, uma cólica ou qualquer sintoma, corremos para a internet, que é um mundo de informação e ao mesmo tempo, fala tão pouco sobre nosso caso em particular. Nem sempre tem informação médica com qualidade, às vezes em alguns sites de clínicas, como o IPGO que tem coisas legais.
Há poucos sites com informações médicas ou artigos especializados. A maioria dos resultados por busca aparece nos fóruns, como o E-Family ou BabyCenter, em que conseguimos informação por meio de relatos, mas também há “desinformação” porque encontramos pessoas abaladas com seus tratamentos ou passaram por episódios estressantes. Claro que o ambiente de solidariedade nos ajuda, mas são pessoas como eu, que sou leiga nos aspectos médicos e por isso tomo muito cuidado ao publicar informações aqui.
Mas tenho que ressaltar a importância da cumplicidade destes fóruns, não é uma crítica a eles, mas um comentário sobre os nossos medos nesta fase após Beta quanto a um possível aborto e a dificuldade em encontrar informações confiáveis, mesmo porque cada caso é diferente, com um histórico pessoal e o melhor é sempre procurar o médico, a pessoa que nos ajudará.
Por isso vou compartilhar o que sinto e espero poder ajudar com esta “solidariedade” a quem aparecer por aqui, a partir do que estou vivendo, inseguranças e descobertas. De coração, agradeço muito pelo apoio de quem está sempre aqui comigo, é muito especial poder ter pessoas queridas que virtualmente – sem nenhum interesse ou mesmo vínculo – torcem por você.
Meu obrigada, a tod@s, mais uma vez!
P
.S. Como parte da loucura desta fase, vou postar a seguir todas as minhas encanações, ok? Não me exclui das pesquisas no Dr. Google. Faço parte do que escrevi acima, “no filter”.

 



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

É positivo mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 
Ufa, estava com medo de comemorar, mas hoje fiz o 2ª beta Hcg quantitativo e está tudo certo! O médico disse que deveria ficar perto do dobro do que deu na segunda e aconteceu isso mesmo. Iupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..... Na segunda, o dia da grande notícia, deu 265,9 mUI/mL e no desta quarta, o resultado foi de 497 mUI/mL.
Desta vez não aguentei e abri o resultado online no trabalho mesmo, vi este número maravilhoso e, antes que desse tempo para ligar ao maridão, ligaram da clínica para agendar o 1º ultrassom. Será no dia 19/novembro. Ela me explicou que estou com 3 semanas e não entendi muito como é esta conta louca de gravidez, vou pesquisar e postarei aqui para quem também tem esta dúvida.
Estou tentando responder a todos os e-mails que me enviaram, obrigada de coração! Estou colocando tudo em ordem, coração disparado de felicidade!!!!
Vou confessar uma coisa: foram tantos exames de farmácia negativos, só com uma listrinha, que tenho vontade de ir até a farmácia pra comprar um desses e, só pra compensar, ver o resultado com as duas listras. Hahahahahahaha.. Isso é coisa de louca, mas acho que é mais encanação de quem não está acreditando no resultado ou teve frustração com os testes do xixi no palito.
Olha aí o resultado (comparando o exame 1 com o 2). Não sei se o número está dentro dos limites, mas o médico disse que não dá ainda para saber quantos embriões ficaram, isso só na 6ª semana no dia do Ultrassom. 
Resultado do Beta Hcg - 1º Exame = 265,9 mUi/ml e 2º Exame = 497 mUi/ml
 
Mas, como sempre tem o “mas” na minha vida (aff...), eram 21h e eu ainda estava no trabalho, desde cedinho tinha ido para lá depois de sair do laboratório para fazer o exame, tive um problema que me fez andar até o outro prédio da empresa para resolver. Não sei se me esforcei, mas ao ir ao banheiro, vi um pouco de sangue escuro junto com o resíduo da medicação, aquela borra que comentamos.
 
Frio na barriga... Mandei um WhatsApp para o médico que respondeu em alguns minutos. Pediu para manter medicação e fazer repouso. Fui para casa e fiquei bem quietinha, não vai ser nada.

Obrigada pelo carinho!!!!!!!!!!!Bjs

 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

E saiu o resultado do Beta.... Suspense!!!!

 
Meninas, saiu o resultado do Beta ontem no final do dia e estou enrolando aqui para fazer um suspense básico depois de tanto sofrimento. Achava que ficaria mais tranquila nesta 4ª tentativa pela experiência e mais desencana, só que não!!!
Não tive nenhum sintoma, só uma possível nidação ontem (sangramento escuro - e bem pouquinho - junto com o resíduo da medicação) e uma dor nas costas à noite (mas esta deve ser postura mesmo...)
Mas não estou me aguentando e queria logo contar a novidade para vocês: POSITIVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Obrigada pela torcida, nem sei o que dizer...
Acho que ontem foi o dia mais feliz da minha vida, nem consigo descrever. Juro, estou anestesiada e até com medo de comemorar. Parece mentira, depois de tantos exames, frustações, diagnósticos e tudo mais.
Explodindo de felicidade!!!!!  Ah, mas preciso contar tudo como foi, já que vocês sabem todos os detalhes da minha vida e não posso deixar de compartilhar esta felicidade que estou sentindo e como foi a tensão. Os detalhes como sempre... rs
 
Bom, passei o dia na correria, tentando esquecer do exame, mas sempre lembrava dele a cada 5 minutos. Liguei às 16h para o maridão, combinando que desta vez só abriria o resultado online junto com ele. No final do dia, apareceu um monte de gente querendo falar comigo e eu doida para sair antes do trânsito do rush. Enquanto eu aguardava o manobrista no estacionamento, o médico ligou. Ai, será que ele viu o resultado? Não, ele queria saber se eu tinha visto e pediu para ligar no celular dele.
Cheguei em casa e meu marido com os olhinhos arregalados, me disse: “Pronta?”. Acenei que sim, sentei no colo dele, que digitou a senha no site do laboratório. As mãos dele tremiam. O meu coração parecia bater do lado do meu ouvido porque escutava como está acelerado Vcs já conhecem como sou dramática, né?!
Aí apareceu um número na tela, deu alguns segundos de pane e nos perguntamos: isso é positivo ou não. Procuramos uma tabela no Google porque o exame não deixava claro quais eram os valores de referência – ou melhor, eu tava tão nervosa que não estava raciocinando.
Mas aí percebi que era 265,9 era positivo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pra garantir, antes de comemorar, já estou ressabiada de tudo, ligamos para o médico e ele disse o que sempre quis ouvir na vida: “Dani, parabéns, vc está grávida! ”. Nem sei o que falei para ele, deu um branco, só ouvi que era para fazer de novo o exame nesta quarta e ver se dobrou o número que deveria ser maior que 500.
Na euforia, abracei meu marido e choramos juntos. Nem estou acreditando ainda, nem parece verdade...  Não vejo a hora de fazer a repetição do exame amanhã, porque o resultado tem que dobrar a cada 48 horas.
Taí o print do exame para eu tentar me convencer que é positivo mesmo, não acredito!!!!!!!!!!!

domingo, 25 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D10 após transferência


E neste domingão levei um susto... No final do dia, ao fazer xixi, vi um pouco de sangue junto com o resíduo da medicação. Era bem escuro, semelhante ao que saiu no dia da transferência.
Aí fiquei feliz, pensando que seria a tal da nidação, que nunca tive. Coração disparou pensando que seria o primeiro sinal de que eles estão aqui comigo.
Passei o dia no shopping e, ao chegar em casa, não vi mais nenhum indício da borra de sangue. Apenas uma cólica chata, aquela de quando a menstruação está querendo chegar, sabe? Bom, vou fica com a opção de que é nidação e dormir feliz, pois amanhã é o dia do Beta!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D6 após transferência


A quarta-feira foi tranquila quanto aos sintomas, porque não sinto nada ainda, o que me preocupa, fico encanada se já seria o dia da nidação ou algum sinal de vida dos babies. Galerinha, vcs ainda estão aqui comigo???
Além da insônia, não sinto nada diferente, mas estou me poupando de qualquer esforço físico mais brusco. Estou dirigindo e trabalhando normalmente, tentando não pensar no assunto gravidez o tempo todo...
O dia foi agitado no trabalho, mas no final do dia resolvi dar uma voltinha no shopping e me dei um presente. Para quem conhecer minha paixão pela Swarovski e Vivara. Aí passarei na já loja e comprei uma corrente de coração que representa meu amor pelos bebês e três pulseiras, uma para cada embrião transferido. Meus queridos filhos, espero muito por vocês!



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D5 após transferência




Nada de sintomas após transferência dos embriões... Tudo tão quieto que dá medo... Será que eles ainda estão aqui? Penso isso a cada 15 minutos do dia, todos os dias desde o procedimento.
Ainda sinto um pouco de inchaço na barriga da medicação (3 x Primogyna, Crinome pela manhã e Utrogestan à noite), mas nada além disso. Já a “cabeça nervosa”... vixi... nem vou comentar nada.
Desde o episódio de sábado, para quem está acompanhando minha tristeza nesta FIV, tenho me sentido agitada e ansiosa, com momentos de tristeza e insegurança. Em média, estou dormindo 4 a 5 horas por noite e, considerando que estou cheia de problemas no trabalho, parece que fico ainda mais cansada.
Ontem estava bem e hoje foi outro dia de “baixa”. Acordei de novo com a sensação de vazio e parte disso deve ser porque estou dormindo muito mal. Demoro para pegar no sono, tenho um sono agitado e durmo por poucas horas. Alguém mais sentiu insônia?????
Precisando de um Rivotril... Brincadeirinha.... Foi só para descontrair, porque ando muito tensa. Bjs
 
 


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D4 após transferência


Para enfrentar a semana e já me acostumando ao horário de verão que começou no final de semana, acordei bem cedo e fui trabalhar.
No trabalho, está tudo tão agitado e tenso, que não pensei sobre o assunto. Resolvi vários problemas ao longo do dia, mas fiquei o tempo todo sentadinha na minha mesa. Levantava para ir ao banheiro e só.
Trabalhei por mais de 14 horas e cheguei em casa depois das 23h, um trapo. Ganhei massagem do maridão, que depois do ocorrido está cuidando de mim... Tudo se ajeita e a vida segue com o otimismo que sempre tive. Avante, em busca do meu sonho!

Sobre o repouso após a transferência dos embriões na FIV, muitas clínicas e estudos tratam o assunto como um período com maior atenção, mas não é algo rígido.

Fiquei pensando em uma gestação espontânea, nos primeiros dias em que a mulher não sabe que está grávida. Obviamente, estamos em um processo artificial em uma FIV e maior cuidado é recomendado, mas não vou me recriminar mais por isso.
Good Vibes. Continuarei contando tudo por aqui... Bjs e uma ótima semana a todas

domingo, 18 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D2 após transferência



Este não será um dos posts mais animadores do meu blog... Mas vamos lá, vocês entenderão o motivo. Podem até achar exagero de minha parte, mas é algo muito complexo em uma história toda de anos neste processo de tentativas de engravidar. Quando somos adolescentes, é aquele medo de acontecer algo e depois quando encontramos alguém para viver conosco, o fantasma da infertilidade aparece para nos assombrar.
 
Bom, o dia começou tranquilo, não fui trabalhar e fiquei o dia todo deitada, esticada como um lagarto ao sol ali no sofá, vendo TV. Como sou irrequieta, logo fiquei entediada e combinei de sair com minha irmã para começar uma pizza. Além da estar com saudades dela e de meu sobrinho (meu afilhado de 2 aninhos, uma fofura), ela me contou semana passada que está grávida de novo. Nem preciso comentar que vem aquele sentimento dúbio (e que até me sinto mal por narrar aqui, mas ao mesmo tempo que fiquei feliz por ela, dá aquele vazio. Poxa, ela é dez anos mais nova que eu, aquela cobrança chata da família e tal.
Chegando na pizzaria, meu sobrinho veio correndo me abraçar e o peguei no colo para ver os peixes em um aquário que fica no local. Na hora, não lembrei que poderia ser um tipo de esforço e que afetaria o fato de ter feito a transferência. Foi um lapso, uma grande besteira que não me liguei na hora. Como puder não perceber? Que erro imperdoável que me cobrarei pela vida toda?
Mas quando cheguei em casa, meu marido ficou muito bravo comigo por isso e foi dormir sem me dar boa noite. Não aguentei o chamei para conversar. Quando ele me disse que estava zangado, entendi e pedi desculpas, mas me magoei demais quando ele me disse que eu não estava nem aí para a FIV. Aquilo doeu de mais...
Na hora, ele estava muito bravo e eu chorei muito porque aquilo me feriu por dentro. Tive uma crise de ansiedade e pânico, horrível. Acho que não contei aqui, mas lutei por anos sobre algo muito complicado, que é a SAG (Síndrome da Ansiedade Generalizada) e contra os ataques de pânico. Relutei para não ficar dependente das medicações super fortes, mas foi um processo difícil. Não é fácil assumir que passei por isso e hoje consigo falar mais calmamente sobre o processo pois achei que tivesse superado tudo.
Se vc que está lendo e já passo por ataques de pânico, irá me entender. É uma sensação de quase-morte em que os efeitos não são apenas psicológicos, mas físicos. No meu caso, fico sufocada e não consigo respirar direito. Resultado: ontem me esforcei muito para controlar a respiração que minha barriga até doeu, além da forte dor no peito. Acho que este esforço pode ter afetado os bebês, pois foi uma das piores crises que tive.
Não consigo expressar em palavras o meu desejo em ser mãe, mas se fosse preciso dar um dos rins para ter um bebê, eu faria isso. Exagero? Não sei. Um devaneio sincero para tentar simbolizar o quanto quero concretizar meu sonho.
Fui dormir muito triste, não consigo explicar. Pode parecer exagero e racionalmente as pessoas podem dizer que devo ficar calma. Sabe, nesta hora é uma questão de ter feito vários cursos de Pós e especialização, de ter mestrado e doutorado ou outras porcarias acadêmicas que o ponto é mais emocional e isso não tem nada a ver. Somos humanos, somos emocionais, somos mulheres, somos passionais, somos sensíveis. Porra, há anos as feridas de resultados negativos nos marcam e cada vez é um processo de luto. Perder algo que estava tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Este foi um desabafo, desculpem por não ser alta astral e tão confiante como sempre sou, no dia a dia e aqui nas postagens.
Vamos em frente, um vazio no coração e um sentimento de culpa que vou carregar para sempre se não der certo desta vez... Sorry...

Desculpem a todas que me seguem por desmotivador... Ao mesmo tempo, agradeço pelo apoio, pois posso falar tudo o que sinto, sem máscaras ou cobranças sociais. Estou abrindo meu coração e amanhã espero estar melhor. Foi bom desabafar

sábado, 17 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D1 após transferência


Então... como este blog é também um diário, vou contar o dia a dia desta transferência, os sintomas e um pouco da ansiedade, sabe como é...  Lembrando o meu histórico, para quem está chegando agora ao blog:
  • 1ª FIV (maio/2013) com 1 TEC (julho/2013) = 3 embriões
  • 2ª FIV (novembro/2014) com 1 TEC (fevereiro/2015) = 2 embriões com 1 TEC (março/2015) = 2 embriões
  • 3ª FIV (agosto/2015) com 1 TEC (outubro/2015) = 3 embriões
Ainda sobraram 3 congelados na clínica! (Mas espero não precisar mais ou deixar para o futuro)
 
Bom, o dia da transferência conta como D1 e foi tudo tranquilo, como já comentei no post anterior. Tive uma pequena mancha com sangramento escuro do tipo “borra” pela manhã antes do procedimento, mas aí o médico, muito gentil como sempre, me explicou que é comum e pode acontecer até o exame do Beta.

Apesar de já conhecer os procedimentos e não ter tanta novidade neste sentido, sempre dá o friozinho na barriga.

Nesta clínica, gosto muito mais do ambiente e me sinto melhor. Bem diferente da clínica anterior, que era meio sombria com uma iluminação amarelada na recepção com móveis escuros e sombrios, uma recepcionista pouco gentil, sempre tinha alguma coisa para pagar que não estava no contrato (parecia que sempre devíamos algo) e a dona/gestora da clínica muito grossa em um momento delicado Não recomendo esta clínica anterior. O procedimento era feito no andar de baixo, tipo um subsolo que, apesar de equipamentos novos, era tudo muito claustrofóbico.

Na clínica atual, tudo é bem claro, as recepcionistas são muito gentis, recebo ligações das embriologistas explicando tudo e que são muito fofas, há uma equipe sempre de prontidão e tanto os quartos como centro cirúrgico são bem amplos e aconchegantes, na medida do possível de um tratamento... rs

Por isso, percebo que ter confiança no médico é muito importante - e super recomendo o meu médico atual, mas não deixaria de recomendar os médicos anteriores, de forma alguma. Mas é essencial também ter confiança na clínica.

E sobre o procedimento, foi tranquilo, cheguei com a bexiga bem cheia, quase explodindo. Depois do momento de indecisão, foram os 3 embriões transferidos e está aqui a primeira foto de nossos babies... vejam que lindos:
 

Eles não são fofos??? 

Depois de descansar um pouco, acabei indo à noite para a faculdade, sem me esforçar fisicamente. Não senti nada, só uma leve cólica à noite.

Aliás, por causa da ansiedade, acordei às 4 da manhã e não conseguia mais dormir. Tentei ficar mais calma, mas aí veio a “mente nervosa” e perdi o sono.

Mais uma vez, ESTOU GRÁVIDA... ATÉ QUE PROVEM O CONTRÁRIO...

Obs: Links sobre Blastocistos

http://www.medicinareprodutiva.com.br/2012/10/a-transferencia-embrionaria-na-fertilizacao-in-vitro-fiv-como-selecionar-o-embriao/

http://www.medicinareprodutiva.com.br/2012/11/a-transferencia-embrionaria-na-fertilizacao-in-vitro-fiv-como-implantar-o-embriao-no-utero/

https://www.youtube.com/watch?v=0ierexWtcLA
 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Acabei de chegar da clínica... Foi hoje a transferência dos embriões!!!



Chegou a dia! Cheguei há pouco da clínica, a transferência dos congeladinhos aconteceu em clima de tranquilidade, sem grandes ocorrências. Ontem à noite fiquei na sacada do apê à noite tomando uma cervejinha e olhando a paisagem, com o calorão do interior paulista, como uma despedida já que não poderia tomar álcool nos próximos meses pois estarei grávidaaaaaa!!! Espero que isso se concretize, muita esperança.
Acordei hoje mais tarde pensando que é um dia importante. A faxineira já estava na maior empolgação querendo conversar, mas queria tomar o café bem quietinha, compenetrada, mas não deu muito certo. É minha 4º tentativa de transferência, mas ainda dá um friozinho na barriga...
Tive um breve susto ao aplicar o Crinone logo que acordei, com um sangramento escuro, de leve, junto com os restinhos da medicação que ficam no aplicador. Fiquei bem preocupada e contei na clínica antes do procedimento. O médico olhou e disse que era de um pequeno pólipo e era para ficar tranquila, pois o preocupante é sangue vivo. Se tem “borra” ou leve sangramento escuro, é normal, inclusive após a transferência – e no período interminável até o exame Beta HcG.
Ah, como sempre, o suspense a dúvida mais importante: tínhamos 6 embriões lindões congelados em duas plaquetas (3 em cada). Para descongelar, uma delas com os 3 melhores ficou pronta para o procedimento. O questionamento: transferir 2 e congelar 1 ou transferir logo os 3? Ai, ai... Frio na barriga, ali no centro cirúrgico.
Após uma conversa com o médico, ele disse que as estatísticas são melhores com “2 tentativas com 3 embriões” do que “3 tentativas com 2 embriões”. As chances de trigêmeos são menores pela minha idade, mas podem acontecer. Olhei para meu marido, ele disse que sim e respondi: “Manda os 3 aqui pro forninho!”.
Pronto, depois de ver os pontinhos brilhantes no ultrassom, receber uma gentil saudação de “boa sorte” das embriologistas da salinha que fica com a janela aberta para passar os congeladinhos pelo cateter e um abraço caloroso do médico, fui ao quarto. A enfermeira, sempre muito gentil – e  por coincidência é a mesma que trabalhava na clínica anterior -  me ajudou a ir o quarto. Fiquei lá por 10 minutos e tive que correr até o banheiro depois que deu este tempo porque tinha tomado muita água. Era muito xixi, mas segurei firme porque quanto mais cheia a bexiga, melhor para visualizar no ultrassom na hora de transferir.
Dá aquele medinho de ir ao banheiro logo depois, uma vontade sair dali “plantando bananeira” para os bebês não saírem... kkkk... é bobeira e não faz sentido, mas a gente pensa numas doidices... Acho que quem já fez a FIV entende, apesar da insanidade deste pensamento.
Como sou teimosa, estou descansando um pouquinho porque fiquei trabalhando de casa, mas vou à faculdade à noite para o 3º turno, dar aulas na graduação. Mas não vou me mexer muito, só vou entregar uma atividade. Vou contando as novis por aqui...
 
 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Notícias sobre esta minha 4ª TEC – Transferência dos Embriões (3ªFIV)

Pois é, na 3ª FIV a gente já conhece os processos, mas as emoções voltam com força... Hoje fui à clínica fazer o ultrassom para programar a transferência dos congeladinhos!!!
Depois da “maré vermelha”, comecei com a Primogyna no 3º dia e hoje é o 11º do processo para deixar o endométrio bem fofinho. Este remédio me deixa um pouco mal, não sei se acontece com vocês que já tomaram. Além de uma puta oscilação de humor, ora feliz da vida e ora querendo acertar uma marretada na parede com situações bobas, estou muito inchaço e cansaço. Vcs também se sentiram mal? Eu já tinha tomada nos processos anteriores, mas não sei é a idade, porque fiz uma FIV com 35, outra com 37 e agora esta com 38 anos, parece que o corpinho já fica mais lento... eita, envelhecer é triste mesmo...
Como me senti muito, muito cansada, resolvi perguntar à medica durante o ultrassom. Bom, antes não tem muito o que comentar, é aquele esquema de sempre: chegar à clínica, levar um “chá de cadeira”, pegar umas revistas de futilidades para passar o tempo ou ficar nas redes sociais (até aproveito para responder uns e-mails do trabalho para não perder o hábito workaholic) e um silêncio entre os casais.
Sabe, acho engraçado este clima das clínicas. O silêncio sepulcral – e olha que já perdi a conta destes vários tratamentos quantas vezes já fui às clínicas e passei por várias. Nunca os casais de falam. Eles se olham, no máximo se cumprimentam e pela troca de olhares de cumplicidade – afinal todos estamos lá pelo mesmo motivo – ficamos fechados em nosso cantinho como uma blindagem. Somente conversei uma vez com uma garota muito simpática que tinha vindo de Brasília até Campinas para fazer o tratamento do Cross Match – aquelas doses de anticorpos chamada “vacina do pai” que é bem polêmico ainda – e coloquei alguns posts aqui. Foi na clínico do Dr Barini e por fim não fiz os procedimentos porque os médicos que cuidaram da FIV não recomendaram estas vacinas por não haver consenso médico-científico. Trocamos até contatos do WhatsApp e tal, compartilhamos informações antes da consulta, mas foi só nesta vez.
Ah, isso foi só um parênteses, uma breve divagação.... kkkkk... Agora voltando aos sintomas da Primogyna. Quase perdi o fio da meada. Perguntei à médica se era comum sentir um cansaço absurdo com a medicação e ela disse que sim, há mulheres que até dizem que o raciocínio fica mais lento. Foi aí que descobri o motivo dos problemas recentes de concentração e a malvada da insônia.
Me sinto tão cansada, espero que passe logo. E, obviamente, o peso que ganhei e não consigo perder. Apesar da dieta detox e de uma série super puxada na academia, que me faz sair de lá com os músculos das pernas tremendo, continuo engordando. Foram 6 kg desde o início do tratamento Vixi, tá complicado desta vez, espero que me livre deste peso extra logo.
E aí o desfecho: o endométrio precisa ter mais do que 6,5mm neste dia do ciclo e já está com 8,5mm e isso é uma ótima notícia. A médica disse que ele está bem trilaminar – não sei exatamente o que isso significa, mas ela mostrou que ele está com as “camadas” necessárias para receber os embriões. Na tela do ultrassom, deu para ver a imagem e no final é isso que importante.
Passamos por uma outra sala onde sempre, depois do ultrassom, vem a enfermeira passar as informações sobre medicamentos. Começarei no próximo domingo, dia 11/10, a usar o Utrogestan (1 capsula à noite via vaginal) e o Crinome (uma bisnaga pela manhã). E lá vamos nós para a transferência que ficou marcada para o dia 16, sexta-feira.
Neste final de semana tem feriadão, então vou aproveitar para ir à praia e descansar um pouco, me preparando para o momento esperado. Embora eu queira passar a imagem que estou calma, é mentira, viu, meninas... Estou super ansiosa como se fosse a primeira vez! Pensamento positivo, paz na alma e o coração já preenchido com a esperança de sempre. Bjsssss

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sobre os posts mais acessados e as dúvidas que chegam por email


Nesta semana, estive em consulta para decidir o que faria com os embriões – e já comentei no update do post anterior – mas aí o médico falou uma coisa ao final da consulta e fique pensando nisso deste que saí da clínica...
Ele disse que, se eu não tivesse folículos residuais da punção, poderíamos começar o preparo do endométrio para a transferência no próximo ciclo. E, se eu concordasse, poderia fazer o ultrassom saindo da consulta. Eu disse que sim, pois tinha vôo agendado para uma reunião no Rio de Janeiro só às 16h e ainda era quase meio dia e poderia comer no aeoroporto. Aí ele olhou bem para mim e disse: “Não se esqueça das suas prioridades de vida. Achei que depois de todo este processo, você tivesse se cuidando mais e não deixando o trabalho te consumir”. Puxa, que paulada na cabeça.... kkkk... mas é verdade. Depois de tudo o que passei e decidi sobre carreira, preciso investir meu tempo e cuidar da saúde para ser mãe. Desta vez, tem que dar certo!!! Foi bom para refletir e transmitir coerência a tudo que tenho feito até o momento.

Aí isso me deixou pensativa... Deu tempo para tudo durante a semana. Hoje, mesmo com um tantão de coisas para fazer no trabalho, tirei um tempo para ler as mensagens e responder aos e-mails. Por isso, peço desculpas aqui para quem recebeu minha resposta atrasada, mas começou a bombar de e-mails com dúvidas.
Estamos com quase 175.000 acessos no blog e percebi que muitas dúvidas que nós temos são semelhantes. Estou tentando dar conta de responder a todas e já agradeço muito pelo carinho. De coração, obrigada pela companhia virtual de vocês, é isso que me faz escrever, contar a minha história, minhas tristezas e também as conquistas.

Um post que deu muito o que falar foi sobre a troca das clínicas, muitas pessoas querendo saber quais são as clínicas e os médicos. Em geral, não coloco nomes, para preservar a identidade e reputação. Não gostaria que ninguém se sentisse atingido e não é esta, de forma alguma, a intenção do blog. O post foi: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/08/explicando-porque-troquei-de-clinica.html
Comecei a escrever para me organizar nas ideias e na sequência do tratamento, até para lembrar de tudo o que aconteceu, para um dia reler e pensar: valeu a pena!

Tem muitas confidências, uma delas no post: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/08/o-que-aprendi-com-as-fivs-fazendo-um.html

Ainda não finalizei o processo e sei que isso vai acontecer logo. Também fico feliz em inspirar e ajudar outras mulheres neste processo tão complexo...
Além deste post, vejo que é bem comum que todas que passaram pelo implantação dos embriões ficam curiosas para saber o que acontece nos próximos 10 angustiantes dias até o Beta, quais os sintomas e tal. Eu tive aqueles sintomas psicológicos, em particular quanto estava com a expectativa na estratosfera, com a certeza do positivo. Mas na 3ª vez não senti nada, acho que porque já estava consciente que os embriões não eram de boa qualidade. Tem uns posts que comento isso, como no http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/03/novamente-na-tpb-tensao-pre-beta-socorro.html

Para cada transferência tem lá um "diário de bordo" para relembrarmos... rs.

Tem dois que traga mensagens para cuidarmos de nossa mente e coração em todo este turbilhão de procedimentos. Um deles é quando faço uma analogia com “arrumar as gavetas”. Ou seja, quando há uma bagunça em nossas ideias, reservo um tempo para arrumar o armário, o guarda-roupa e outras coisas que estão largadas que isso me traz a sensação de conforto. Algo que não tem relação direta com o meu problema me ajuda a pensar e me sinto melhor. Está em: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/04/a-metafora-para-arrumar-o-guarda-roupa.html
Tem outro post mais recente que gerou bastante comentário que recebi por email, sobre a decisão de recusar uma proposta de emprego, que esperei por ela a minha vida toda, mas teria que mudar de cidade e rotina, adiando mais o projeto de ser mãe. Comentei sobre os desafios da mulher moderna e a nossa luta contra o poder inexorável do tempo. Mesmo com a ciência nos ajudando, há limites das probabilidades. Fiz parte de uma geração que está chegando aos 40 anos e não teve filhos, acreditando que a medicina ajudaria depois. Vejo que não é tão simples assim esta equação.

Aí comentei sobre uma dessas histórias que rolam na internet sobre as “bolas” que carregamos na vida. Há a “bolas de vidro”, que quebram se deixarmos cair e não serão mais da mesma forma, como casamento, família, amizades e filhos – mas também outras que são “bolas de plástico”, que quicam e retornam depois, como oportunidades na carreira e aquisição de bens materiais. Está no link: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/09/so-para-contar-o-desfecho-da-postagem.html
Há vários outros pontos além da carreira, um deles é sobre como tudo isso afeta a intimidade do casal, que comentou em um post e recebo relatos que isso também é uma parte do processo: http://meudiariodafiv.blogspot.com.br/2015/03/como-os-tratamentos-para-fertilizacao.html
Por tudo isso, resolvi abrir meu coração e minha vida para vocês – e agradeço pelo imenso carinho que tenho recebido. Vocês não imaginam o quanto me dão força para continuar!!! Bjs e um ótimo final de semana

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Continuando com “Good News”!



Meninas, estou de volta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Foram dias super intensos no trabalho, mas também no processo da FIV. Vou resumir aqui os últimos acontecimentos.

Depois da ligação do médico no domingo, recebi a ligação da embriologista na terça, conforme esperado. Ela foi um amor e disse que os embriões estavam evoluindo muitíssimo bem! Alguns foram descartados devido à fragmentação e estávamos com 15 bem lindinhos, que maravilha. Estava no trabalho, fui até um cantinho para falar com ela e fiquei uns minutos paradinha depois da ligação, respirando fundo e torcendo para que continuassem a crescer.

Aí fiquei na quinta esperando a última ligação – e decisiva -  da clínica. Foi outra embriologista que ligou, mas muito simpática também e trouxe ótimas notícias!!! Ficamos com 6 embriões de qualidade muito boa, ela disse que são “embriões de livro de medicina”, de tão bonitinhos!  Ufa, maior euforia, mas tive que respirar fundo e voltar para uma reunião tensa de trabalho com o presidente da empresa para explicar os resultados das metas e orçamento. Apertei a tecla "SAP" no cérebro, apenas da vontade de sair de lá para comemorar :)

Passei o dia muito feliz e meu marido estava viajando a trabalho, ficou contente demais quando liguei para ele, contando a novidade. Até imaginamos que ficariam uns 9, mas s embriologista informou que a taxa é essa mesmo para chegar até D5 de blastocisto, que foi uma boa “safra”... rs.

Nesta terça cedo, fomos conversar com o médico, ele disse que as dúvidas sobre os embriões não seriam a causa principal, já que são de qualidade e evoluíram bem. Ainda ficou a dúvida sobre a retirada ou não do mioma. Ainda não estou segura quanto a isso e prefiro fazer uma tentativa sem retirar, pois tenho apenas um de 4,5 mm que é intramural e não está afetando internamente o útero ou abaulando a cavidade. Pois é, sempre há um dilema na minha história. Resolvo um, aparece outro... Mas espero que seja questão de tempo e que tudo logo se resolva.

Ficou então decidido que farei um ultrassom para ver como este mioma está se comportando após as doses de hormônio (e ele teve uma mega dose!) para decidirmos. Obviamente, será com um médico da clínica (tudo particular) e aí vem aquela dúvida que sempre é “pacote amarrado”, tipo venda casada, quando indicam quem é o profissional que deve fazer. Não gosto disso, mas acredito na ética dos profissionais envolvidos, prefiro pensar assim.

No dia 16 farei então o ultrassom e então conversarei novamente com o médico. Ele disse que iríamos transferir 2 de cada vez. Comentei que tinham sido 3 nas tentativas anteriores, mas deixamos em aberto para pensar melhor depois do exame. Aguardando......... Bjs a todas!
 
]