sábado, 24 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D7 após transferência



O dia foi tranquilo, sem novidades e sem sintomas. Sinto o inchaço na barriga por causa da medicação. Aliás, por falar em medicação, a gente tem que enfiar também progesterona lá que chega uma hora que saem os “blocos brancos” com o remédio... rs.
Depois de vários dias com aplicações do tubo de Crinome pela manhã e a introdução na vagina da cápsula de Utrogestan à noite, que o negócio vai acumulando de tal forma, que aí no xixi e no banho dá pra ver o que acontece. Não é reclamação e não atrapalha em nada, só um comentário. Se for preciso, faria isso por anos para conseguir ter resultado!
Precisamos da progesterona pois este hormônio é produzido quando a mulher engravida naturalmente (embora algumas precisem de reforço quando tem taxas baixas dele). Já que na FIV o processo é simulado, precisamos introduzir artificialmente em nosso corpo, para ele entender que os babies estão ali, no forninho (endométrio). Depois ele será mantido quando a gravidez for confirmada. Viram que estou otimista novamente, não é?! Por hoje é só. Bjsssss
 


 

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D6 após transferência


A quarta-feira foi tranquila quanto aos sintomas, porque não sinto nada ainda, o que me preocupa, fico encanada se já seria o dia da nidação ou algum sinal de vida dos babies. Galerinha, vcs ainda estão aqui comigo???
Além da insônia, não sinto nada diferente, mas estou me poupando de qualquer esforço físico mais brusco. Estou dirigindo e trabalhando normalmente, tentando não pensar no assunto gravidez o tempo todo...
O dia foi agitado no trabalho, mas no final do dia resolvi dar uma voltinha no shopping e me dei um presente. Para quem conhecer minha paixão pela Swarovski e Vivara. Aí passarei na já loja e comprei uma corrente de coração que representa meu amor pelos bebês e três pulseiras, uma para cada embrião transferido. Meus queridos filhos, espero muito por vocês!



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D5 após transferência




Nada de sintomas após transferência dos embriões... Tudo tão quieto que dá medo... Será que eles ainda estão aqui? Penso isso a cada 15 minutos do dia, todos os dias desde o procedimento.
Ainda sinto um pouco de inchaço na barriga da medicação (3 x Primogyna, Crinome pela manhã e Utrogestan à noite), mas nada além disso. Já a “cabeça nervosa”... vixi... nem vou comentar nada.
Desde o episódio de sábado, para quem está acompanhando minha tristeza nesta FIV, tenho me sentido agitada e ansiosa, com momentos de tristeza e insegurança. Em média, estou dormindo 4 a 5 horas por noite e, considerando que estou cheia de problemas no trabalho, parece que fico ainda mais cansada.
Ontem estava bem e hoje foi outro dia de “baixa”. Acordei de novo com a sensação de vazio e parte disso deve ser porque estou dormindo muito mal. Demoro para pegar no sono, tenho um sono agitado e durmo por poucas horas. Alguém mais sentiu insônia?????
Precisando de um Rivotril... Brincadeirinha.... Foi só para descontrair, porque ando muito tensa. Bjs
 
 


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D4 após transferência


Para enfrentar a semana e já me acostumando ao horário de verão que começou no final de semana, acordei bem cedo e fui trabalhar.
No trabalho, está tudo tão agitado e tenso, que não pensei sobre o assunto. Resolvi vários problemas ao longo do dia, mas fiquei o tempo todo sentadinha na minha mesa. Levantava para ir ao banheiro e só.
Trabalhei por mais de 14 horas e cheguei em casa depois das 23h, um trapo. Ganhei massagem do maridão, que depois do ocorrido está cuidando de mim... Tudo se ajeita e a vida segue com o otimismo que sempre tive. Avante, em busca do meu sonho!

Sobre o repouso após a transferência dos embriões na FIV, muitas clínicas e estudos tratam o assunto como um período com maior atenção, mas não é algo rígido.

Fiquei pensando em uma gestação espontânea, nos primeiros dias em que a mulher não sabe que está grávida. Obviamente, estamos em um processo artificial em uma FIV e maior cuidado é recomendado, mas não vou me recriminar mais por isso.
Good Vibes. Continuarei contando tudo por aqui... Bjs e uma ótima semana a todas

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D3 após transferência



O domingo amanheceu triste, com um silêncio de luto, talvez tragicamente antecipado por nós – e espero, lá no fundo, que eu esteja enganada. Depois da discussão com meu marido na noite anterior porque peguei sobrinho no colo e isso pode ter afetado o processo de fixação dos embriões. Como disse, na hora, não percebi e foram uns 2 minutinhos. O garoto é bem pequeno, tem 2 anos e uns 13 Kg. Só que a bronca que levei do meu  marido foi tão intensa, que além da briga, tive uma crise de ansiedade e ataque de pânico, algo que não acontecia comigo há uns 5 anos.
Chorei muito... Fiquei com medo que o esforço para controlar a respiração durante a crise possa ter gerado contrações uterinas, o que afeta a fixação dos embriões, mas não pude evitar depois da discussão.
Fiz uma pesquisa e não encontrei nada sobre o assunto, pois o repouso absoluto é controverso, mas as clínicas pedem repouso relativo sem carregar peso ou algum outro movimento brusco. Alguém sabe algo sobre isso???

Achei este link que até alivia um pouco, mas ainda há controvérsia sobre o tema:
http://www.medicinareprodutiva.com.br/2013/09/atualizacao-sobre-o-repouso-apos-a-transferencia-embrionaria/

E este trecho: “A recomendação é de repouso relativo nos dois primeiros dias. Pode andar, ir ao banheiro, sentar, sem problemas. Existem trabalhos que não evidenciaram melhora na taxa de gravidez com o repouso, mas achamos importante para que a paciente fique em paz e não se sinta culpada de fazer atividades nesse dois primeiros dias. A vida segue normal após esse dois dias, mas a paciente deve evitar atividades físicas e relações sexuais, prevenindo a contração uterina que pode prejudicar a implantação”. Fonte: Clínica Vida Bem Vinda (http://blog.vidabemvinda.com.br/duas-semanas-de-muita-ansiedade)
 
Bom, voltando ao meu diário: depois de um café da manhã em silêncio, não aguentei e caí novamente no choro, me culpando por tudo. Aí meu marido percebeu o quanto fiquei mal e ligou para o médico. No vivavoz, o doutor (sempre muito gentil), me disse que o repouso é um zelo extra e que não afeta e eu deveria me acalmar. Acho que ele disse isso apenas para me tranquilizar e agora o estrago foi feito.
Tentei não pensar nisso no restante do dia, apesar da tristeza Estou tirando forças do meu interior para continuar com a perseverança de sempre, mas me permiti sentir a dor deste momento, pois não somos de ferro. Juntando energias para manter o otimismo. Seguindo em frente, sempre...

domingo, 18 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D2 após transferência



Este não será um dos posts mais animadores do meu blog... Mas vamos lá, vocês entenderão o motivo. Podem até achar exagero de minha parte, mas é algo muito complexo em uma história toda de anos neste processo de tentativas de engravidar. Quando somos adolescentes, é aquele medo de acontecer algo e depois quando encontramos alguém para viver conosco, o fantasma da infertilidade aparece para nos assombrar.
 
Bom, o dia começou tranquilo, não fui trabalhar e fiquei o dia todo deitada, esticada como um lagarto ao sol ali no sofá, vendo TV. Como sou irrequieta, logo fiquei entediada e combinei de sair com minha irmã para começar uma pizza. Além da estar com saudades dela e de meu sobrinho (meu afilhado de 2 aninhos, uma fofura), ela me contou semana passada que está grávida de novo. Nem preciso comentar que vem aquele sentimento dúbio (e que até me sinto mal por narrar aqui, mas ao mesmo tempo que fiquei feliz por ela, dá aquele vazio. Poxa, ela é dez anos mais nova que eu, aquela cobrança chata da família e tal.
Chegando na pizzaria, meu sobrinho veio correndo me abraçar e o peguei no colo para ver os peixes em um aquário que fica no local. Na hora, não lembrei que poderia ser um tipo de esforço e que afetaria o fato de ter feito a transferência. Foi um lapso, uma grande besteira que não me liguei na hora. Como puder não perceber? Que erro imperdoável que me cobrarei pela vida toda?
Mas quando cheguei em casa, meu marido ficou muito bravo comigo por isso e foi dormir sem me dar boa noite. Não aguentei o chamei para conversar. Quando ele me disse que estava zangado, entendi e pedi desculpas, mas me magoei demais quando ele me disse que eu não estava nem aí para a FIV. Aquilo doeu de mais...
Na hora, ele estava muito bravo e eu chorei muito porque aquilo me feriu por dentro. Tive uma crise de ansiedade e pânico, horrível. Acho que não contei aqui, mas lutei por anos sobre algo muito complicado, que é a SAG (Síndrome da Ansiedade Generalizada) e contra os ataques de pânico. Relutei para não ficar dependente das medicações super fortes, mas foi um processo difícil. Não é fácil assumir que passei por isso e hoje consigo falar mais calmamente sobre o processo pois achei que tivesse superado tudo.
Se vc que está lendo e já passo por ataques de pânico, irá me entender. É uma sensação de quase-morte em que os efeitos não são apenas psicológicos, mas físicos. No meu caso, fico sufocada e não consigo respirar direito. Resultado: ontem me esforcei muito para controlar a respiração que minha barriga até doeu, além da forte dor no peito. Acho que este esforço pode ter afetado os bebês, pois foi uma das piores crises que tive.
Não consigo expressar em palavras o meu desejo em ser mãe, mas se fosse preciso dar um dos rins para ter um bebê, eu faria isso. Exagero? Não sei. Um devaneio sincero para tentar simbolizar o quanto quero concretizar meu sonho.
Fui dormir muito triste, não consigo explicar. Pode parecer exagero e racionalmente as pessoas podem dizer que devo ficar calma. Sabe, nesta hora é uma questão de ter feito vários cursos de Pós e especialização, de ter mestrado e doutorado ou outras porcarias acadêmicas que o ponto é mais emocional e isso não tem nada a ver. Somos humanos, somos emocionais, somos mulheres, somos passionais, somos sensíveis. Porra, há anos as feridas de resultados negativos nos marcam e cada vez é um processo de luto. Perder algo que estava tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Este foi um desabafo, desculpem por não ser alta astral e tão confiante como sempre sou, no dia a dia e aqui nas postagens.
Vamos em frente, um vazio no coração e um sentimento de culpa que vou carregar para sempre se não der certo desta vez... Sorry...

Desculpem a todas que me seguem por desmotivador... Ao mesmo tempo, agradeço pelo apoio, pois posso falar tudo o que sinto, sem máscaras ou cobranças sociais. Estou abrindo meu coração e amanhã espero estar melhor. Foi bom desabafar

sábado, 17 de outubro de 2015

Diário da 3ªFIV / 4ª TEC: Sobre o D1 após transferência


Então... como este blog é também um diário, vou contar o dia a dia desta transferência, os sintomas e um pouco da ansiedade, sabe como é...  Lembrando o meu histórico, para quem está chegando agora ao blog:
  • 1ª FIV (maio/2013) com 1 TEC (julho/2013) = 3 embriões
  • 2ª FIV (novembro/2014) com 1 TEC (fevereiro/2015) = 2 embriões com 1 TEC (março/2015) = 2 embriões
  • 3ª FIV (agosto/2015) com 1 TEC (outubro/2015) = 3 embriões
Ainda sobraram 3 congelados na clínica! (Mas espero não precisar mais ou deixar para o futuro)
 
Bom, o dia da transferência conta como D1 e foi tudo tranquilo, como já comentei no post anterior. Tive uma pequena mancha com sangramento escuro do tipo “borra” pela manhã antes do procedimento, mas aí o médico, muito gentil como sempre, me explicou que é comum e pode acontecer até o exame do Beta.

Apesar de já conhecer os procedimentos e não ter tanta novidade neste sentido, sempre dá o friozinho na barriga.

Nesta clínica, gosto muito mais do ambiente e me sinto melhor. Bem diferente da clínica anterior, que era meio sombria com uma iluminação amarelada na recepção com móveis escuros e sombrios, uma recepcionista pouco gentil, sempre tinha alguma coisa para pagar que não estava no contrato (parecia que sempre devíamos algo) e a dona/gestora da clínica muito grossa em um momento delicado Não recomendo esta clínica anterior. O procedimento era feito no andar de baixo, tipo um subsolo que, apesar de equipamentos novos, era tudo muito claustrofóbico.

Na clínica atual, tudo é bem claro, as recepcionistas são muito gentis, recebo ligações das embriologistas explicando tudo e que são muito fofas, há uma equipe sempre de prontidão e tanto os quartos como centro cirúrgico são bem amplos e aconchegantes, na medida do possível de um tratamento... rs

Por isso, percebo que ter confiança no médico é muito importante - e super recomendo o meu médico atual, mas não deixaria de recomendar os médicos anteriores, de forma alguma. Mas é essencial também ter confiança na clínica.

E sobre o procedimento, foi tranquilo, cheguei com a bexiga bem cheia, quase explodindo. Depois do momento de indecisão, foram os 3 embriões transferidos e está aqui a primeira foto de nossos babies... vejam que lindos:
 

Eles não são fofos??? 

Depois de descansar um pouco, acabei indo à noite para a faculdade, sem me esforçar fisicamente. Não senti nada, só uma leve cólica à noite.

Aliás, por causa da ansiedade, acordei às 4 da manhã e não conseguia mais dormir. Tentei ficar mais calma, mas aí veio a “mente nervosa” e perdi o sono.

Mais uma vez, ESTOU GRÁVIDA... ATÉ QUE PROVEM O CONTRÁRIO...

Obs: Links sobre Blastocistos

http://www.medicinareprodutiva.com.br/2012/10/a-transferencia-embrionaria-na-fertilizacao-in-vitro-fiv-como-selecionar-o-embriao/

http://www.medicinareprodutiva.com.br/2012/11/a-transferencia-embrionaria-na-fertilizacao-in-vitro-fiv-como-implantar-o-embriao-no-utero/

https://www.youtube.com/watch?v=0ierexWtcLA
 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Acabei de chegar da clínica... Foi hoje a transferência dos embriões!!!



Chegou a dia! Cheguei há pouco da clínica, a transferência dos congeladinhos aconteceu em clima de tranquilidade, sem grandes ocorrências. Ontem à noite fiquei na sacada do apê à noite tomando uma cervejinha e olhando a paisagem, com o calorão do interior paulista, como uma despedida já que não poderia tomar álcool nos próximos meses pois estarei grávidaaaaaa!!! Espero que isso se concretize, muita esperança.
Acordei hoje mais tarde pensando que é um dia importante. A faxineira já estava na maior empolgação querendo conversar, mas queria tomar o café bem quietinha, compenetrada, mas não deu muito certo. É minha 4º tentativa de transferência, mas ainda dá um friozinho na barriga...
Tive um breve susto ao aplicar o Crinone logo que acordei, com um sangramento escuro, de leve, junto com os restinhos da medicação que ficam no aplicador. Fiquei bem preocupada e contei na clínica antes do procedimento. O médico olhou e disse que era de um pequeno pólipo e era para ficar tranquila, pois o preocupante é sangue vivo. Se tem “borra” ou leve sangramento escuro, é normal, inclusive após a transferência – e no período interminável até o exame Beta HcG.
Ah, como sempre, o suspense a dúvida mais importante: tínhamos 6 embriões lindões congelados em duas plaquetas (3 em cada). Para descongelar, uma delas com os 3 melhores ficou pronta para o procedimento. O questionamento: transferir 2 e congelar 1 ou transferir logo os 3? Ai, ai... Frio na barriga, ali no centro cirúrgico.
Após uma conversa com o médico, ele disse que as estatísticas são melhores com “2 tentativas com 3 embriões” do que “3 tentativas com 2 embriões”. As chances de trigêmeos são menores pela minha idade, mas podem acontecer. Olhei para meu marido, ele disse que sim e respondi: “Manda os 3 aqui pro forninho!”.
Pronto, depois de ver os pontinhos brilhantes no ultrassom, receber uma gentil saudação de “boa sorte” das embriologistas da salinha que fica com a janela aberta para passar os congeladinhos pelo cateter e um abraço caloroso do médico, fui ao quarto. A enfermeira, sempre muito gentil – e  por coincidência é a mesma que trabalhava na clínica anterior -  me ajudou a ir o quarto. Fiquei lá por 10 minutos e tive que correr até o banheiro depois que deu este tempo porque tinha tomado muita água. Era muito xixi, mas segurei firme porque quanto mais cheia a bexiga, melhor para visualizar no ultrassom na hora de transferir.
Dá aquele medinho de ir ao banheiro logo depois, uma vontade sair dali “plantando bananeira” para os bebês não saírem... kkkk... é bobeira e não faz sentido, mas a gente pensa numas doidices... Acho que quem já fez a FIV entende, apesar da insanidade deste pensamento.
Como sou teimosa, estou descansando um pouquinho porque fiquei trabalhando de casa, mas vou à faculdade à noite para o 3º turno, dar aulas na graduação. Mas não vou me mexer muito, só vou entregar uma atividade. Vou contando as novis por aqui...