terça-feira, 18 de novembro de 2014

Juntando forças: “Nada se constrói parado”

Não tenho conseguido escrever com tanta frequência, mas trago aqui as últimas novidades destes últimos tempos nesta nova tentativa.

Depois da inércia de quase um ano, de ficar em dúvida sobre as orientações da médica que fez a minha primeira FIV, estou retomando com outro especialista.
Ele foi bem recomendado e, na mídia, ficou conhecido por ter feito a fertilização de uma mulher de 62 anos aqui em Campinas. Se estou com 37 e produzo muitos óvulos, como todos os médicos dizem, tem que dar certo!

Bom, vou escrever no próximo post o tratamento que estou iniciando neste novo ciclo, mas fica a mensagem do dia abaixo. Tenho dita e vamos em frente!

sábado, 8 de novembro de 2014

Por que não consigo engravidar?

Gente, como sabem, criei este blog para contar um pouco sobre as angústias e descobertas no processo da FIV. Ainda não consegui realizar o meu sonho na primeira tentativa e por isso estou partindo para a segunda. Estou sentindo um misto de animação e de algo que não sei explicar... talvez um certo conformismo ou racionalização de que “se não der certo, tinha que ser”. Sei que isso é péssimo e por isso o post hoje vai ser em tom bem pessoal e confessional.

Há cerca de 5 anos, quando comecei a investigar as causas de uma possível infertilidade, já com 33 anos, morria de medo que algum dos vários exames – realizados repetidas e exaustivas vezes – mostrasse que eu não podia engravidar. Isso era um fantasma horrível, mas que com o passar do tempo nem achei o pior de todos, pois percebi que outro tão medonho quanto é não saber as causas da infertilidade. A questão é: “Por que não consigo engravidar?”

Apesar de todos os esforços e especialistas consultados, de todo grana, ansiedade e dor, ainda não tenho a resposta.

Sabe... sempre tive horror deste assunto, desde a adolescência e vou contar o porquê. É bem boa, mas vou compartilhar porque assim este besteirol sai da minha cabeça e no texto até pode parecer engraçado – e quando eu começar a rir de tudo isso ou um dia chorar de felicidade por ter superado tudo com meus filhos, fica um registro.

Acho que este blog-diário tem este papel não é?! Acho que sim. OU melhor, espero que sim por poder compartilhar com vocês.

Aos 13 anos, quando todas as amigas já tinham peito, usavam soutien e também já tinham menstruado, eu nada. Nem peito nem o “chico”, como chamavam à época. Era super encanada e pensava: será que não vou menstruar nunca? Será que não vou poder ter filhos?

Aí um dia, morando em cidade beeeem do interior de SP, havia uma vidente muito famosa na região, destas do tipo que resolvem sequestros, aparecem na tela e tal. Ela fazia um trabalho voluntário e meu pai ajudou em um dos projetos. Não lembro bem o motivo, mas ele tinha que entregar algo à ela e fui junto. Chegando lá, ela segurou bem na minha mão e disse: “Que menina linda e vistosa, pena que tem um problema no útero/ovário que não vai conseguir engravidar”.

Putz, morri alí. Imaginem isso na cabeça de uma adolescente normal. E agora, na cabeça de uma adolescente paranoica. Pois bem, sofri por quase um ano em silêncio até finalmente ficar menstruada aos 14 anos. A vida seguiu normal. Os peitos não cresceram e então resolvi com próteses de silicone quando adulta aos vinte e poucos, tudo certo. Até que tudo voltou à tona quando tentei engravidar.

Mais uma vez, se alguém que me conhece estivesse ouvindo isso de mim, não iria acreditar, pois sou muito cética com estas questões, altamente racional. Tenho sempre a ciência como premissa, pois tudo que estudei na pós-graduação, no mestrado e doutorado me levam à objetividade dos fatos. Sei que não é lógico ou coerente, mas julgamos tanto as pessoas e neste caso, me exponho sem querer ser julgada.

Nos tratamentos, continuo me pautando pelas possibilidades que o avanço da ciência oferece, a maravilha do que foi anunciado nos anos 80 como o “bebê de proveta”, lembro bem  quando era criança em uma reportagem do Fantástico. Mas o desabafo é porque há razões que nossa razão não precisa explicar, elas apenas existem. Talvez este fosse o momento para libertar um dos fantasmas que estavam comigo.

Escrever estes textos mais pessoais tem sido difícil para mim. Como sou acostumada com textos técnicos, falar sobre o que sinto é mais complexo do que escrever um artigo científico, mas só gostaria de registrar o quanto tem sido uma experiência reconfortante, principalmente pelos comentários de apoio que recebo. Achei no começo que ninguém fosse ler e agora são tantas mensagens lidas, obrigada!!!

 
 
 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Resumo do tratamento (medicação) da 1ª FIV


Meninas, como perceberam, estou de volta para iniciar o novo ciclo para a segunda FIV. Acho que agora vai dar certo, estou bem animada, depois de uma fase altamente deprê, que durou um ano (isso mesmo, um ano!).
Descontei no trabalho, com jornadas de 14 horas por dia, mas percebi que era uma forma de não pensar sobre o assunto.

Dando prioridade ao meu projeto de vida, o médico pediu um retrospecto do tratamento anterior. Como passei por email, resolvi colocar aqui também para deixar registrado.

Peço que entendi, como tive hiperestimulação, com muitos folículos, mas poucos óvulos maduros ou embriões de qualidade, este será o foto do tratamento a partir de agora.

Um resuminho para registro o que aconteceu em 2013...


MAIO DE 2013: INDUÇÃO DA OVULAÇÃO

- A partir do 4º dia da menstruação: injeção de Menopur
- Foram duas ampolas por vez  – sempre no mesmo horário – durante 10 dias
- No 10º dia: uma injeção de Ovidrel, no horário indicado pela médica
- Após os 10 dias com uso do Menopur, foram gerados 24 folículos

RESUMINDO: 10 DIAS DE MENOPUR E UMA DOSE DE OVIDREL

 
ASPIRAÇÃO DOS FOLÍCULOS – DIA 15/5/13

- Dos 24 folículos, foram aspirados 20.
- Dos 20 óvulos, sendo somente 8  estavam complementa maduros e 1 que amadureceu no dia seguinte.
- Destes "9", 8 foram injetados no mesmo dia e 1 foi injetado no dia seguinte. Tivemos 6 embriões fertilizados que foram congelados no D2.
- Devido à hiperestimulação ovariana, a médica sugeriu que a transferência fosse adiada para o próximo ciclo, com pausa para descanso até a menstruação.

 
JULHO DE 2013 – PREPARAÇÃO PARA TRANSFERÊNCIA

 
Medicação para preparar o meu endométrio para a implantação: uso de 2 comprimidos por dia de Natifa (a partir do  4º dia da menstruação)

DATAS:
·         30/6/13 (domingo) = Início da medicação
·         05/07/13 (sexta) = primeiro ultrassom e o endométrio estava com 7 mm.
·         08/07/13 (segunda) =  endométrio com apenas 9 mm, a médica pediu para fazer um reforço, além do Natifa, implantar 2 adesivos de Estradot a cada 3 dias.
·         18/07/13 (quinta) = transferência

TRANSFERÊNCIA = 19 DIAS APÓS INÍCIO DA MEDICAÇÃO PARA PREPARAÇÃO DO ENDOMÉTRIO

 
RESULTADO DA TRANSFERÊNCIA  - 18/07/13
 
- No dia, foram descongelados 03 embriões. Um deles não se desenvolveu e foram transferidos dois embriões no D3.
- Foram implantados, portanto, 2 embriões , com 7 e 8 células respectivamente, ambos grau I.
- Com o exame Beta realizado no D 14, foi negativo.

Há ainda 3 embriões congelados:
·         1 embrião injetado no dia seguinte que foi congelado junto com os demais com fertilização 2PN
·         1 embrião com 3 células, grau I, iguais
·         1 embrião com 2 células, grau I, iguais


Além de embriões, esperança!
 
 

Estou de volta! Um novo ciclo...


Pessoal, estou de volta!  Sim... depois de quase um ano, retorno ao blog.

Para quem estava acompanhando, me desculpem pelo sumiço.

Sinceramente, gente, paralisei total neste período, o “baque” do negativo foi muito grande. Não sei explicar e se isso aconteceu com mais alguém, simplesmente não conseguia fazer nada pela sensação de impotência, desamparo e frustação.

Mas estou de volta, depois de uma "piradinha básica"... rs....

 
Vou resumir o que aconteceu desde a publicação em dezembro/2013 para entenderem o que vai acontecer, um tipo de “retrospectiva de 2014”:

- Em janeiro, voltei à médica, que recomendou o Dr. Barini para fazermos o exame Cross Match . Como era espero o resultado mostrou que devíamos tomar a tal da vacina. Depois postarei um tópico só sobre isso...

- Como o tratamento com as vacinas é bastante controverso – e caro (tipo R$750 o exame e depois este valor por vacina, sendo 3 doses antes da FIV e 3 depois, no mínimo), acabamos não fazendo.

- Devido à medicação, os meus 3 miomas cresceram muito, um deles ficou gigantes e então tive que fazer novos exames (como ultrassom, ressonância) para decidir o que fazer com eles

- A dúvida passou a ser: retirar os miomas ou partir para uma nova implantação (já que ficamos com 3 embriões congelados).

- A médica que me acompanhou recomendou cirurgia, mas como tinha risco de perda de uma parte do útero pela localização do mioma, resolvi procurar outros médicos.

- Como havia ficado conhecido um médico especialista por ter feito a FIV de uma mulher que engravidou aos 62 anos – e por saber do currículo excelente dele – resolvi me tratar com ele..

- É muito atencioso e pediu vários exames, tudo de novo. Estamos pensando em começar um novo ciclo de estimulação, sim, tudo de novo, apesar de termos alguns embriões, queremos aumentar não só a quantidade, mas a qualidade. A intenção é evitar a cirurgia dos miomas e para isso estou tomando Alluere + Primogyna.

Como o médico é muito ponderado e dá muitas informações, vou compartilhando aqui.

Como a metamorfose da borboleta, estou me transformando para um novo ciclo e é isso que vou dividir com vocês. Vamos lá!
 

domingo, 1 de dezembro de 2013

Enquanto a gravidez não vem... a "percepção seletiva"

Olá, meninas!
Faz um tempo que não escrevo, pois resolvi parar com os tratamentos para terminar tudo o que tenho que fazer no trabalho e retomar nas férias de dezembro com as vacinas.
Tenho andado angustiada e neste final de semana fui até o shopping (uma loucura, pois as pessoas receberam o 13º salário e estavam bombando nas lojas) e aí deu uma sensação estranha, porque para todo lado que eu olhava só via bebês e grávidas.
Acho que é o que chamamos de "percepção seletiva" em marketing, ou seja, programamos nosso cérebro para, de forma inconsciente, "perceber" alguma característica específica do contexto. Assim, parece que tinha tanta grávida e eu pensava: "por que não eu?"
Com a percepção seletiva, as pessoas costumam dar atenção a apenas uma pequena porção dos estímulos aos quais são expostos e isso é um saco, pois ficamos muito mais propensas dar atenção a estímulos relacionados nossas necessidades e desejos atuais.
E quando isso se mistura à frustração, acaba acontecendo uma “defesa perceptiva”, que é o fato de tentar ignorar ou não querer ver algo que incomoda no momento.
Sei que não é legal e que parei com o projeto por um tempo em função do stress do trabalho. Como o tempo urge, não posso deixar passar muito mais. Quero que o meu presente em 2014 seja um (ou dois ou três) lindos bebês. Ai, ai... Por enquanto é só.

Dezembro, que você comece com espera para encerrar o ano com boas energias!


domingo, 10 de novembro de 2013

A “Janela de Implantação” na FIV e o exame ERA - Endometrial Recepty Array

Meninas, estou compartilhando um tema sobre o qual tempo pensando, principalmente depois da FIV negativa, fico elocubrando oque pode ter dado errado.
Um dos fatores que influencia é o momento exato em que é feita a transferência dos embriões, que deve seguir o que os médicos chamam de “janela de implantação”.
Como minha médica atrasou em um dia devido à agenda dela e disponibilidade da clínica, fiquei pensando se isso pode ter afetado. Desde então estou com esta “pulga atrás da orelha” e resolvi pesquisar um pouco.

A “Janela de Implantação” é o período de receptividade endometrial. O endométrio é receptivo quando está pronto para a implantação do embrião, e normalmente isto ocorre entre os dias 19-21 do ciclo menstrual (5-7 dias pós-ovulação).

Um dos motivos da falha na FIV decorre de problemas de implantação do embrião no endométrio, que pode ter alterações. Tais problemas podem ser analisadas por alguns exames, como o aumento de células NK (Natural Killer) e processos inflamatórios

O IPGO divulga um novo exame, chamado ERA (Receptividade Endometrial ARRAY), que avalia a receptividade endometrial para esclarecer alguns resultados negativos e melhorar as chances de gravidez.

Segundo o site, o ERA – Receptividade Endometrial ARRAY é um novo método de diagnóstico desenvolvido pela IVIOMICS (departamento de R & D), após mais de dez anos de pesquisa e patenteado pelo grupo IVI (Instituto Valenciano de Infertilidad – Espanha).
O exame ERA consiste em avaliar a receptividade endometrial do ponto de vista molecular, como uma importante análise do fator uterino. Essa ferramenta molecular nos permite diagnosticar se o endométrio é receptivo ou não, analisando a expressão de um grupo de genes responsáveis por esta função. Para isso, uma biópsia endometrial deve ser feita na fase receptiva do ciclo menstrual, no sétimo dia após o pico do hormônio LH, ou após cinco dias de uso da progesterona, em um ciclo estimulado.
Nos casos de falhas repetidas de tratamentos de fertilização, antes de iniciar um novo tratamento o Teste ERA pode identificar se o paciente vai exigir uma janela personalizada de implantação. Desta maneira, caso dê alterado, os médicos podem tomar as medidas corretivas necessárias para que o processo de reprodução assistida possa ser realizado com sucesso.
Há mais detalhes no link: http://www.ipgo.com.br/novos-exames-era/

Pelo que li em um dos fóruns do E-family, custa em torno de R$2mil: http://www.e-familynet.com/phpbb/fiv-tec-mulheres-que-ja-passaram-pelo-negativo-parte-4-t757701-930.html


Se alguém souber de alguma coisa, por favor, compartilhe...




Por que a FIV pode dar errado: motivos da falha de implantação dos embriões

Como muitos outros casais, acho que passamos por histórias parecidas, que começam com a investigação da infertilidade, iniciando com tratamentos de menor complexidade (como coito programado com indutores de ovulação ou Inseminação Artificial), até que chegamos à FIV como último recurso. É muito frustrante quando depositamos todas as nossas expectativas neste tratamento e vimos que todos os esforços foram em vão quando recebemos o negativo.
É desgastante em todos os sentidos, desde os físicos (com injeções, ultrassom), emocional  (disciplina nos horários, expectativa, ansiedade) e financeiros (elevado valor dos remédios e exames que nem sempre os planos de saúde cobrem, além dos tratamentos nas clínicas, que exigem um boa reserva de recursos).
Eu “travei” com o negativo na 1ª FIV, não desisti, apenas senti o impacto, mas leio história de mulheres que conseguiram após a 5ª ou 6ª tentativa.


Uma pergunta comum após o teste negativo é: por que o embrião ou os embriões transferidos para o útero não implantaram? A resposta geralmente não é simples, mas algumas hipóteses devem ser avaliadas e para ajudar nesta reflexão, segue um compilado de fatores que podem afetar o resultado.
É parte deste meu processo de aceitação e busca de compreensão dos motivos para o negativo, até para responder a pergunta: "O que fazer agora?"
Espero que seja útil para vocês também!



Fatores associados à falha de implantação na fertilização “in vitro”


1. Alterações no útero

Como o útero é um órgão muito importante no processo gestacional, não pode ter alterações, sendo que devem ser investigados as seguintes alterações uterinas mais comuns:

  • Miomas (principalmente os submucosos, ou seja aqueles que atingem diretamente o endométrio, que é o tecido que reveste o útero por dentro);
  • Pólipos endometriais (são tumores benignos da parte interna do útero (endométrio) e em alguns casos, podem ser absolutamente assintomáticos
  • Adenomiose (presença de glândulas e estroma endometrial no interior do miométrio, podendo resultar ou não na hipertrofia das fibras musculares uterinas, com hipertrofia do órgão)
  • Septos uterinos (ocorre quando a cavidade interna do útero é dividida por uma parede, chamada septo, que pode ir só até metade do caminho ou chegar até o colo do útero.
  • Mal formações do útero (útero rudimentar ou infantil, útero bicorno, útero didelfo)
  • Doenças infecciosas (endometrite - que é inflamação e/ou irritação do endométrio - revestimento do útero). Nos casos de endometrite crônica, encontra-se microorganismo s como bactérias comuns (streptococos, stafilococos, E. coli em 70% dos casos), ureaplasma urealiticum em 10%, micoplasma em 12% e clamidia em apenas 5%).
  • Prolactina (pacientes com aumento da prolactina podem ter a receptividade do endométrio alterada)
  • TSH (hormônio que reflete o funcionamento da tireóide. O hiper ou o hipotireoidismo podem levar a falha de implantação
  • Hormônios masculinos (Testosterona, Androstenediona, Dehidroepiandrosterona Sulfato de dehidroepiandrosterona - mulheres com aumento destes hormônios, como acontece na Síndrome dos Ovários Policísticos tem mais chances de falha de implantação)
  • Progesterona



Para investigar estas eventualidades uterinas podemos utilizar alguns exames, tais como: ultra-som transvaginal (comum ou em 3D); histerossonografia, histeroscopia e Ressonância Magnética.


2. Alterações Hormonais

Alguns hormônios fazem parte da fisiologia gestacional e as alterações destes podem levar a falha de implantação e/ou abortamento de repetição. Assim, os seguintes hormônios devem ser avaliados, todos por exames de sangue:


3. Trombofilias

Chamamos de trombofilias alterações da cascata da coagulação sanguínea que, quando presentes, levam a um estado de hipercoagulobilidade sanguínea.

Os exames para avaliar este acontecimento são todas dosagens sanguíneas e estão listados a seguir:
- Pesquisa de Mutação do Fator V Leiden
- Pesquisa da Mutação da Protrombina
- Pesquisa da Mutação da MTHFR
- Anticardiolipinas IgM/ IgA/ IgG
- Anticoagulante Lúpico
- Anti-trombina III
- Homocisteína
- Proteína S
- Proteína C


4. Fatores Imunológicos

Alguns problemas imunológicos podem ser causas de abortamento de repetição ou falha de implantação na fertilização “in vitro” (FIV). Nesta caso, os exames que devem ser realizados são os seguintes (todos exames de sangue):

- Pesquisa de células Natural Killer (CD56/CD16)
- Anti-peroxidase Tireoidiana
- Anti-tireoglobulina
- FAN
- Cross-match e as vacinas de linfócitos paternos (que é um dos pontos de  grande controvérsia em reprodução humana)


5. Fatores Genéticos

As falhas de implantação ou aborto podem ser decorrentes de alteração genética na formação e desenvolvimento dos embriões.
Recomenda-se a realização tanto no homem quanto na mulher do seguinte exame de sangue: cariótipo com banda G, realizado antes da transferência.


6. Individualização da receptividade do endométrio: Janela de Implantação

Nos casos em que toda a avaliação acima explicada é normal ou as possíveis alterações foram diagnosticadas e tratadas corretamente, mas, mesmo assim, estas pacientes continuam tendo falha de implantação. Nestas situações, uma explicação plausível decorre da receptividade endometrial, que é conhecida como “janela de implantação”.

Como em todo o mês, seja em ciclo espontâneo ou induzido, o endométrio tem um período em que se encontra receptivo aos embriões e, se colocarmos os embriões fora desta janela de implantação, é como se estivéssemos os jogando fora, pois eles não encontram um ambiente adequado para implantarem.

Assim, um dos desafios na fertilização “in vitro” (FIV) é encontrar a janela de implantação individual para cada mulher, para transferir os embriões neste momento correto. Na maioria dos casos se colocarmos os embriões após 5 dias de ação da progesterona estaremos neste período da janela de implantação, porém em algumas pacientes, a janela de implantação pode ser diferente.
Existe um exame para tratar de forma individualizada a janela de implantação do endométrio, chamado método ERA (Endometrial Receptivity Array).
O teste consiste em fazermos uma biopsia do endométrio em determinado ciclo, que deve ser feita 5 dias após o início da progesterona em ciclo estimulado. É feita análise genética do material, para avaliar os genes responsáveis pela implantação dos embriões no útero. Dependendo do perfil genético visto, o teste dirá se aquele é o momento receptivo do endométrio naquela determinada paciente.

Segundo o site da Clínica Vivitá:
“Se o teste ERA diagnosticar endométrio não receptivo, isso mostra que naquela paciente a janela de implantação é deslocada e, assim, deve-se programar nova biopsia em outro ciclo. Os estudos científicos mostram que a maioria das amostras não receptivas eram, na verdade, pré-receptivas e portanto esta nova biopsia deve ser feita no sétimo dia após o início da progesterona em um ciclo estimulado. Novamente, após análise genética do material, o teste nos dará um novo resultado que na maioria das vezes virá endométrio receptivo. Neste caso programaríamos a transferência de embriões ocorrendo no sétimo dia após o início da progesterona. Se mesmo assim, o diagnóstico for de endométrio não receptivo, vamos repetindo o procedimento sucessivamente até encontrarmos a janela de implantação individual  da paciente em questão.”



Como reagir perante a infertilidade?

Oi, meninas! Depois de um longo inverno, estou de volta e com energia na primavera para retomar o trabalho.
Agradeço o apoio de minhas leitoras que nem imagina que tinha tanta gente lendo. Queria que soubessem o quanto o apoio de vocês tem sido importante, de verdade! :)
Eu e meu marido optamos por não contar para ninguém da família e este blog tem me ajudado muito com o apoio de vocês, pois há um misto de sensação de solidão, medo, ansiedade e esperança, tudo ao mesmo tempo e em doses alternadas, mas que nos fazem oscilar demais.
Para quem está acompanhando minha história sabe que depois de uma FIV negativa, fiz o exame de Cross Match, que deu negativo, ou seja, que há necessidade que eu tome as “vacinas do marido”, como apelidaram, para resolver o problema imunológico.
Apesar de todo a polêmica que envolve este tratamento, resolvi que não tenho muito tempo e questionamentos e resolvi tentar. Todavia, a clínica do Dr. Barini, onde farei o tratamento, exige que todos os exames de sorologia sejam refeitos (ou seja, não podem ter mais do que um mês de realização). Como tinha feito tudo em junho para a FIV, terei que refazer tudo!
Fiquei p... porque já sei que estes tratamentos, além de caros, são decorrentes de uma modelo de negócios para estes médicos que é altamente rentável, já que estamos tão desesperadas que topamos tudo para engravidar. Não questiona a idoneidade dos profissionais e a eficácia, mas a verdade é que gastamos uma grana absurda investindo em um sonho.
Para justificar o título do post, é só para justificar que tinha sumido porque o impacto do negativo da FIV em julho me acertou forte, ou seja, não reagi bem, talvez porque as expectativas fossem muito altas ou porque não queria aceitar que isso seria um problema a ser enfrentado em novas etapas.
Como reagir diante da infertilidade? Realmente não sei, mas o importante é juntar forças e usar todos os recursos da ciência. Outro coisa importante é o apoio do marido, pois a mulher não pode carregar este peso sozinha (e muitas vezes tendemos a isso...)
Dei um tempo em tudo por causa da pressão no trabalho. Gente, estou trabalhando  de 12 a 14 horas por dia! Sempre fui workaholic, mas estou tão pressionada no trampo que até dei um tempo nos tratamentos. Juntar o stress, minha ansiedade natural e a pressão por metas, tenho certeza que isso atrapalhará o tratamento.
Em dezembro, estarei com um pouco mais de tempo por causa das férias nas aulas da faculdade. Amo dar aulas e os meus alunos são fofos, mas a grande está sendo muito pesada junto com o trabalho e as consultorias.
Portanto, vou refazer todos os exames de sorologia para tomar as vacinas ILP. Já sei que dói, pois quem tomou avisou. Tudo bem, estes esforços serão recompensados. Contarei tudo com detalhes.
Agora é só dar um tempo para recuperar as energias. Preciso estar bem para retomar o grande projeto da minha vida: ser mãe!