terça-feira, 7 de junho de 2016

30 semanas até 35 semanas: muitas emoções, cirurgia e também comemorações



Gente, desapareci, não é?! Pois é, muitas coisas aconteceram no dia seguinte ao último post. Vou tentar resgatar aqui os principais acontecimentos, pois é como sempre digo, a vida tem que ser “como passeio de buggy no Nordeste, só tem graça se for com emoção”. Então vamos lá, vou tentar lembrar de tudo.
  • Semana 30: Tudo caminhava muito bem, eu me sentia disposta para organizar o enxoval do bebê, curtindo lavar as roupinhas, passar tudo (mesmo que sentada na cama para não fazer esforço) e organizar tudo para a chegada tão esperada. Apesar do meu marido encher o saco que estava comprando coisas demais – homens.... Agora que estou realizando o meu maior sonho, não poderia me poupar desta felicidade de cuidar das coisinhas do bebê (desculpem pela revolta, ele acha que tudo é desnecessário...).
Estava trabalhado normal até que em um sábado senti algo estranho lá embaixo, parecia que tinha alguma coisa querendo sair. Como no dia anterior tinha abusado um pouco, porque meu marido me deu carona para voltar do trabalho (já que não posso dirigir deste o início da gravidez), mas ele estava atrasado e me deixou a 4 quarteirões de casa. Fui andando, mas não fazia isso desde o início da gravidez. Me cansei, mas fui devagar e achei que não teria impacto. Tomei um Buscopan e fui dormir. Eis que no sábado não amanheci legal e nem fui trabalhar. No final do dia, quando fui tomar banho, senti que saiu uma secreção diferente, era parte do tampão mucoso!
Fiquei em pânico porque já tinha visto foto de tampão mucoso. Aí continuou saindo alguns pedaços durante o banho e o último tinha um pouco de sangue. Tirei foto e mandei para a médica. Não vou colocar a foto aqui porque é meio nojento. Ela respondeu para ir ao pronto socorro por precaução. Mas enquanto me trocava, começou a sair mais e a escorrer sangue vermelho vivo, entrei em pânico!
Meu marido me levou às pressas para o hospital e com minha mala que já estava pronta (a do bebê ainda não, mas depois daria um jeito dependendo do que acontecesse). O médico plantonista era o mesmo que me atendeu na ameaça de aborto (com descolamento da placenta na 10ª semana e quando tive contrações na madrugada na 20ª semana). Ele perguntou: “você aqui de novo?”. Pois é, mas desta vez era sério. Não conseguiu ouvir o coração do bebê muito bem e no exame de toque viu que o sangue estava saindo do interior do útero e a suspeita era descolamento de placenta (o que poderia exigir um parto de emergência).
Fiz um ultrassom de emergência (isso já era uma 22h do sábado) e o bebê estava bem, ufa! Mas ao voltar com o médico, ele quis fazer outro exame de toque para entender o motivo do sangramento. Aí ele suspeito que um dos miomas, o tal do “mioma parido” ou pólipo, estava saindo do útero e forçando a abertura. Pediu minha internação para que a médica viesse me ver no dia seguinte.
A médica estava fora da cidade, então passei o domingão em observação no hospital, o sangramento continuava, um fator de preocupação. Na segunda ela veio me ver pela manhã e após o exame, suspeitou que pudesse ser o mioma saindo ou um pólipo. Fiquei em jejum e à tarde fiz a cirurgia para retirada.
Me levaram naquela maca até o centro cirúrgico, fui morrendo de medo. Meu marido ficou no quarto me aguardando e então começou o procedimento para extração. Detalhe: sem anestesia! Juro, doeu demais, mas aguentei firme, porque a anestesia poderia afetar o bebê. Senti vontade de desmaiar, foram os 30 minutos mais doloridos da minha vida, mas segurei até o final. A médica me mostrou, era um pedaço de tecido, com uma 5 cm de comprimento, comprido, com bastante sangue, que foi para biopsia. O pior é que ela deixou umas 5 gazes dentro da vagina para estancar o sangramento e eu teria que tirar à noite. Fui para o quarto repousar, com muita dor, mas feliz porque tudo deu certo.
Putz, quando tirei, estava sozinha no quarto, meu marido teve que sair para trabalhar e minha família mora longe (a sogra não conta, não se envolve e até prefiro). Cada gaze que saía era uma dor absurda, mas conseguir puxar todas. Deu um pouco de tontura, chamei a enfermeira e ela disse que minha pressão estava normal e era para repousar.
No dia seguinte, fiz um novo ultrassom, a médica me acompanhou, muito fofa e gentil. Vimos que o colo está fechado, intacto e com ótima espessura. Pronto, tudo certo, tive alta e fui para a casa!

  • 31 semanas: Depois de tanto susto, fique me recuperando em casa por alguns dias, trabalhando em home office. Saí para tomar a vacina de Hepatite B e a Tríplice. O sangramento escuro que a médica disse que ficaria no pós-operatório continuou por alguns dias, em tom escuro e em pouca quantidade. Mantive o Utrogestan por 3 vezes ao dia e tentei ficar mais quieta neste período.
A biópsia chegou e era mesmo um pólipo que foi extraído. Era ele estava “saindo” do útero, empurrando o tampão e gerando sangramento. Era benigno e foi um susto, mais um episódio que nos fortalece neste processo todo.

  • 32 semanas: Já estava me sentindo bem e retornei ao trabalho, ficando cerca de 3 a 4 horas. Só deu um pouco de trabalho porque tivemos que recepcionar alguns gringos e eu organizava a agenda de atividades, mas não podia ir às empresas para acompanhar, ficava gerenciamento de minha sala. Tirando a azia e falta de ar, me sinto bem.
Me recuperei do susto e voltei a ganhar confiança. Continuo no repouso intermediário, sem dirigir (isso só depois da recuperação do parto), só cozinhando um pouco e às vezes e no trabalho, fico sentadinha, me levantando só para ir ao banheiro. E por falar em ir ao banheiro, são várias visitas para o xixi noturno, isso está me fazendo dormir muito mal, pouquíssimas horas por noite e um sono “picado”, o que me deixa bem cansada.

  • 33 semanas: Estive em consulta médica e parece que tudo está caminhando bem! Estou sentindo um pouco cansada, mas é normal porque a barriga cresceu e tenho dormido pouco. A azia piora à noite, mas a médica disse que posso tomar Ranitidina, o que aliviará bastante. A minha dor nas costas que está estranha, na altura dos pulmões e não na lombar – mas parece ser postural porque fico com o notebook no colo trabalhando em casa – e não é pneumonia, pois não tenho tosse ou secreção, o que seria péssimo.
Apesar de estar com 80 kg (vixi, nunca pensei que chegaria a tanto), a médica falou que estou na média de ganho de peso (ainda.... mas tenho que controlar) e que, pasmem... posso até tentar o parto normal. Esta notícia foi novidade, mas acho que não vale o risco, preciso pensar melhor. Meu marido está pressionando pelo parto normal deste então, mas não decidi e prefiro aguardar as cenas do próximo capítulo.

  • 34 semanas: Tudo bem, só azia e falta de ar, com noites mal dormidas, o básico desta fase da gravidez. Fiz ultrassom e o bebê já está com 46 cm e quase 2700 kg. Que belezinha! Só não consegui ver o rostinho dele porque colocou o braço na frente, é tímido.
Depois de muito, muito esforço, convenci meu marido a passar na loja para comprar um carrinho para o bebê. Já é o momento e é possível que nos primeiros dias, ele fique conosco no quarto. Escolhi um carrinho que é também moisés e o bebê conforto que encaixa no carro. Achei bonito, mas depois quando fui colocar no carro na saída da loja, vi que é um mega trambolho.

  • 35 semanas: Ainda estou persistindo em trabalhar, mas não consigo ficar muito tempo. Muitas mudanças estão acontecendo no trabalho e estou tentando não me afetar pelo stress.
Gostaria de comprar algumas coisas que faltam para o quarto do bebê, como um aquecedor e um tapete, por exemplo, mas meu marido fala que e é bobeira, que não pode me levar para comprar porque está ocupado e então o jeito será comprar pela internet. Meu carro continua parado na garagem há meses e ele não me deixa pegar taxi. Por fim, fico bem aprisionada. Depender dele me chateia, porque ele tem os próprios compromissos e não quero atrapalhar, mas deixei de fazer várias coisas que gostaria de ter realizado durante a gravidez por esta falta de mobilidade. Sinto até falta de poder ir ao mercado e comprar coisinhas que às vezes me dá vontade de comer. Como ele não quer que eu engorde, só posso comer frutas, um saco. Sinto falta de minha liberdade, mas foi é uma fase, tudo vai dar certo!

Agora entrando na contagem regressiva!!!


domingo, 24 de abril de 2016

Comemorando mais de 300 mil acessos... Obrigada!!!!!!!

Acabei de me dar contar que o blog já tem quase 310.000 acessos, uau!!!!!!!!
Agradeço muito por todo apoio que tenho recebido nesta jornada e pela possibilidade de ajudar outras mulheres que se encontram em dilemas como os que tenho passado.
A internet tem um alcance imenso e espero continuar trazendo boas notícias a todos. O processo não foi fácil, passei por frustrações, dúvidas e muita ansiedade. Foram longas horas em consultórios médicos, exames, resultados frustrantes, injeções e medicamentos. Até que um dia a felicidade chega com uma notícia maravilhosa.

Por isso deixa a mensagem: não desistam, tudo vale a pena e a consciência de que passaremos por momentos complicados faz parte de tudo isso. Mas, por favor, não deixem de tentar tudo o que é possível.
Tenho curtido cada momento desta gravidez, mesmo quando preciso ir ao hospital, cada visita ao pronto-socorro me torna mais forte.
Tive que tomar decisões importantes neste processo e uma delas foi declinar a uma proposta de trabalho pela qual tinha esperado muito, uma chance de assumir cargo de direção, com um excelente salário e responsabilidade, para o qual tinha me preparado. Mas foi em um momento em que estava realizando o projeto mais importante da minha vida, o de ser mãe.
Ainda vivo os conflitos entre a decisão pela maternidade e continuar trabalhando. Não sei o que será no retorno da minha licença e vou tentar não pensar nisso, pois muito em breve terei nos braços a pessoa que mais precisará de mim neste mundo.
Mais uma vez, obrigada pelos acessos, pelo apoio, pelos comentários, pelos e-mails e mensagens de carinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



23 semanas até 29 semanas: um resumo dos acontecimentos



Meninas, como sumi total, vou tentar resumir o que aconteceu nos últimos tempos. Foram tantas coisas que possivelmente vou esquecer muitas passagens e tentarei colocar aqui o que mais me marcou. Vamos lá... acho que ficou longo, só para quem tem paciência para aguentar minhas  neuras no relato.

  • Semana 23: Foi a semana do meu níver, cheguei aos 3.9 e com o meu maior presente na barriga! Tudo transcorreu bem, apesar de sentir algumas contrações. A novidade desta semana foi que saí para ver o berço e outros móveis do quarto do bebê. Passei em algumas lojas e achei o material muito frágil, então resolvi comprar em uma loja em que o preço é um pouco maior que as demais, mas senti que é mais resistência e seguro. N
Não vou colocar muita coisa no quarto, então teremos apenas o berço com gaveteiro e uma cama auxiliar acoplados e uma cômoda. Optei por não ter cadeira de amamentação, pois a cama auxiliar fará este papel e, se bem me conheço, ficarei no sofá vendo TV. Se sentir necessidade, tem uma nova que faz pronta entrega, vamos ver como será.

  • Semana 24: A semana foi tranquila, sem muitas novidades. Tenho sentido muita, muita azia e então haja Milanta Plus e pastilhas de magnésia. Ela chega mais à noite, mas ainda assim não perco o apetite. Acabei perdendo as roupas porque a barriga está crescendo rápido, mas estou rechonchuda como um todo, batendo 76 kg, ufa, logo chegarei aos 80 kg, um susto a cada vez que subo na balança. Estava com 64 kg quando engravidei e não posso descuidar.
Agora todos me tratam com cuidado, é muito engraçado. Tem pessoas que não sabiam de mnha gravidez, mas a barriga pontuda e saliente não tem como esconder - e estou a exibindo com  maior orgulho!

  • Semana 25: Mais um susto. Voltei a sentir contrações e fiquei uns 3 a 4 dias sem sentir o bebê. Comentei com algumas amigas que já são mães e disseram que isso não pode acontecer, que deveria ir ao hospital o mais rápido possível.
Cheguei ao PS perto de meia noite e o médico do plantão era o mesmo de dezembro, de quando tive descolamento da placenta. Ele lembrou e deu outra bronca porque não posso demorar para ir ao médico se não sentir o bebê. Ele fez exame de toque e tudo bem. Mas ao colocar o aparelho para ouvir o coração, demorou para achar, foi um dos momentos mais tensos da gravidez e vi isso também no olhar do meu marido. Foram segundos aterrorizantes. Finalmente ele ouviu o coração, mas apertou a barriga e o bebê não respondeu, então por prevenção fui encaminhada a um ultrassom de urgência na madrugada. Estava tudo bem, só o bebê mais quieto mesmo, já com mais de 30 cm e mais de 1 kg. Ufa, voltei para casa descansar e não fui trabalhar no dia, seguinte, fiquei em home office.

  • Semana 26: Foi uma semana em que me senti bem e aproveitei para fazer as compras do enxoval do bebê. Fui até a Feira do Bebê e Gestante em um shopping da cidade e fiz tudo aquilo que disse que não faria: enlouqueci e comprei um monte de coisa, mas tudo bem. Estava muito feliz e já tinha feito uma reservinha de dinheiro para isso. Comprei um kit berço e escolhi a decoração do quarto que terá o tema “safari”.
Também consegui, depois de uma intensa peregrinação em várias clínicas particulares da cidade, tomar a vacina contra H1N1. Só consegui a trivalente, mas está bom porque estou imunizada para o vírus mais crítico. Não tive reação, tudo normal.
Outra coisa bacana desta semana foi que as meninas da equipe fizeram um chá de bebê surpresa para mim, foi emocionante! Até o meu marido sabia, o chefe bancou tudo, um mega buffet e toda a galera do trabalho estava presente, foi demais! Ganhei bastante coisa e teve até brincadeirinhas para adivinhar quem deu para mimo, fiquei feliz demais.

  • Semana 27: Me senti bem, sem novidades, apenas aproveitei para organizar as roupinhas do bebê. Lavei tudo com sabão neutro e amaciante específico para bebês. Depois de tudo seco, como não posso me esforçar, passei as roupas sentadas na cama. A cena devia estar hilária, mas fiz tudo em doses homeopáticas, um pouco por dia. Até tentei pedir para a faxineira me ajudar, mas ele fez com má vontade que desisti. Além disso, foi algo que curti fazer, parte do processo de preparação para a chegada do bebê.
O que senti de diferente nesta semana, quanto ao meu corpo, acho que por causa do calor ou por ter ficado mais tempo no trabalho sentada, foi um inchado absurdo nas pernas e nos pés. Fiquei sem tornozelo... kkkkkk... os pés pareciam dois pãezinhos franceses, nenhum sapato entrava. Fiquei com os pés para cima, coloquei os pés de molho em água quente com sal grosso e só depois de 3 dias melhorou. Acho que deveria ter feito drenagem linfática, mas como estou sem poder dirigir e dependo de meu marido, nem fui. Acabou melhorando, apesar de continuar mais inchado que o normal e nem todos os sapatos servirem. Os saltos eu abandonei logo no início da gravidez, com uns 2 meses, mas agora o pé está maior mesmo, espero que depois volte ao normal (se bem que amigas disseram não voltar e que passaram a calçar um número maior depois da gravidez).
Como a minha pressão subiu um pouco e, associado ao inchaço, este é um fator de risco a ser monitorado nesta etapa da gravidez e também devido à minha idade, por risco de eclampsia. Não estou neste caso, mas como prevenção, estou no maior controle do sal.

  • Semana 28: Foi uma semana importante porque tomei as duas injeções de Celestone Solupan, um corticoide para amadurecer os pulmões do bebê. Foram duas doses em um dia e duas no outro. Não vou mentir, arde um pouquinho e tem que ser no bumbum, nada insuportável. Pra quem já tomou tanta injeção nas FIVs, não é???? De efeito colateral, um pouco de inchaço.
Nesta semana, estava no trabalho, sentadinha e bem comportada, mas comecei a sentir cólicas e contrações. Minha barriga ficou dura e as contrações continuaram a cada hora. Liguei para meu marido me pegar –já que não dirijo há muito tempo, por ordens médicas – e fiquei em casa deitada, preferencialmente do lado esquerdo. Mas as contrações continuaram a noite toda, tomei Dactil e Buscopan. Acordei e continuavam. Então mandei um WhatsApp para as duas médicas que fazem o meu pré-natal e ambas responderam prontamente. Disseram para ir ao hospital para verificar se não estava com dilatação ou ir à clínica. Fui à clinica e uma delas no dia, que fez exame de toque e estava tudo bem, fiquei mais tranquila. No dia seguinte, fui à outra médica, que confirmou e pediu para monitorar tanto as contrações como os movimentos do bebê, pois às vezes ele fica muito quieto. Ela suspeita que o bebê que estava sentado já encaixou de cabeça para baixo, mas pediu ultrassom para confirmar.
Então, se o bebê ficar mais de 8 a 10 horas sem se mexer, não é normal. Devo comer algo, preferencialmente doce, como chocolate, deitar e aguardar alguns minutos. Se ele não se mexer, ir ao hospital por precaução. Ela disse que há realmente bebês que mexem menos ou que fica mais difícil por causa do espaço no útero, mas não podemos deixar de sentir as “mexidas” ou “chutes”.


  • Semana 29: Aproveitando o feriado para descansar, terminei de lavar e passar as roupas do bebê. Agora está tudo comprado, só falta chegar o berço, que está previsto para meados de maio. Isso achei bem ruim na loja, que tem móveis e um atendimento ótimo, mas demoram 60 dias para entregar. Tô com medo que o bebê chegue antes dos móveis e o quarto que será dele ainda está uma bagunça, com um monte de coisa entulhada. Preciso agilizar isso nesta semana e começar a montar a mala de maternidade do bebê.
Acho que é só..........................



Estou de volta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Gente, quanto tempo!!!!!!!!!!!!!!!!
Sumi, mas eu e bebê estamos bem. Pra variar, o processo todo tem as suas emoções aqui e ali, uma visita ao pronto socorro para não perder o hábito, mas exames de ultrassom que nos deixam felizes com nosso lindinho e assim já cheguei à semana 29. Ufa, cada semana é uma vitória, pareço aqueles presidiários que riscam dia a dia para marcar o tempo, mas o meu é para comemorar cada dia de conquista!
Vou tentar resumir o que aconteceu nos últimos tempos, de forma mais genérica, mas para poder manter o registro de tudo aqui no blog. Não serão posts detalhados, só o que marcou mais.

Não sei explicar bem como a gravidez é um processo de autoconhecimento. Isso porque temos que aprender a nos conhecer antes de conhecermos a criaturinha que mudará nossas vidas. Depois farei um post só sobre isso, bem mais filosófico e viajante. O que posso dizer que, além das transformações físicas, são tantas alterações emocionais que fica até difícil colocar em palavras. Fico pensando em tudo o que passei, com os quase 8 anos de tratamento, as 4 FIVs e tudo mais...
No começo, quando chega a notícia da gravidez, tudo parece etéreo, parece que não é verdade ou que é “tão bom  e demorou tanto para acontecer que não é real”. Ficamos naquele inebriante da notícia.
Os primeiros exames como o Beta HcG e as imagens de ultrassom ainda fazem da gravidez uma conceito, uma informação ou uma possibilidade com a afirmação de que “você está grávida”. Os medos iniciais é se vamos segurar o bebê e, no meu caso, com tantos episódios de sangramento, descolamento da placenta e hematoma subcoriônico, a ansiedade estava sempre por perto.
Quando chegamos ao final do primeiro trimestre, ou alcançamos a semana 12, já dá para ver o bebê com seu formato e até saber o sexo, é muito empolgante! Queremos repetir aquela possibilidade de ver a imagem do bebê se mexendo na tela do computador do aparelho ou na TV que projeta o exame para ter certeza que ele está lá, que está bem e em plena agitação com seus movimentos e coraçãozinho acelerado.
Ficamos ansiosas para sentir o bebê se mexer, até que isso acontece! O primeiro chute aconteceu comigo na Semana 18, no feriado de Carnaval. Uma grande emoção, tudo começa a se tornar real.
A partir daí, o que era um conceito, passa a ser uma sensação, aquela sensação gostosa de que a vida que se desenvolve dentro de você está em processo de transformação. Começamos a monitorar e a esperar cada movimento, cada chute, cada sinal de sua presença.
E então os movimentos ficam mais intensos e, quando não acontecem, ficamos preocupadas se está tudo bem com o bebê. Os medos e ansiedades vão mudando, nosso corpo fica mais pesado, procuramos um lugar mais calmo para repousarmos e os hormônios marcam cada uma destas etapas para nos preparar física e psicologicamente para a próxima fase.
Além do enxoval, pensamos muito no parto, em como será sair de casa com um bebê na barriga e voltar com ele em seu colo, com toda a sua fragilidade e você será essencial na vida dele.
Realmente é uma bela jornada, em que nos despedimos de uma pessoa que éramos antes para nos tornamos uma outra pessoa, ainda melhor. É um processo de descobertas, de sensações e de expectativas. Tudo vale a pena e é muito bem estar aqui de volta para compartilhar com vocês!!!! Bjs



domingo, 6 de março de 2016

22 semanas: ultrassom morfológico de 2º trimestre


E cada dia passa a ser uma conquista para chegar logo a semana 28 para começar a aplicar as injeções de corticoide para amadurecer os pulmões do bebê... Mas tenho  muita esperança que tudo vai dar certo e vou aguentar até a semana 36!
Como na semana anterior, vou ao trabalho e fico pouco tempo para não me esforçar muito, apesar que ainda tem o esforço emocional dos problemas que acabo resolvendo à distância, mas não ando muito e bastante coisa dá para resolver por email mesmo. A equipe ajuda e hoje não fico na paranoia de fazer tudo, mas penso que devo fazer o que é possível.  O que não dá, acaba sendo resolvido depois.
Senti bastante azia nestes dias, acho que vai continuar por um tempo, mas nada que incomode muito, é bem mais tranquilo que os enjoos. A barriga continua crescendo e acabei engordando um pouquinho, cerca de 2,5 kg em relação ao mês anterior, preciso controlar a ansiedade e cortar os doces.
Começarei a comprar os itens do enxoval, ainda não tenho nada, só 2 macacões que ganhei de presente de colegas de trabalho e uma almofada de baleia que comprei em uma ida ao shopping... kkkkkkk . Tenho uma lista de enxoval e, como não posso me movimentar muito, tentarei concentrar tudo em uma ou duas lojas de roupas e os móveis e decoração em outra.
Na sexta fiz o ultrassom morfológico de 2º trimestre e o bebê está uma fofura. Está com 28 cm, quase 500 gramas e se mexe muito. Está na posição invertida, ou seja, está sentado e possivelmente não vai virar, mas já teria mesmo que fazer cesárea devido aos miomas e sabia que poderia acontecer.
Este exame é mais detalhado e demora quase uma hora, a médica responsável mapeia todos os órgãos e, devido à minha idade, pedi para ela contar se ele tinha todos os dedinhos nos pés e nas mãos (as mães perto dos 40 anos de idade vão entender minha preocupação). Tudo certo!Ele é serelepe, se mexe muito e coloca a mãozinha na boca, estou muito apaixonada!!!
 
 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

21 semanas: recuperando a confiança e mantendo o repouso

 
Nesta semana estou tentando me manter centrada no bebê e me esquecer dos problemas em paralelo, como trabalho e a construção da casa nova. Não abandonei estes projetos, mas deixaram de ter centralidade na minha vida pois o bebê será minha prioridade para sempre.
No trabalho, desde o episódio da semana passada em que entrei em trabalho de parto prematuro com 20 semanas, com as contrações fortíssimas, algo mexeu muito comigo. Quando a médica disse “Não posso fazer nada pelo seu bebê no momento, somente poderemos aplicar injeções de corticoide para amadurecer os pulmões a partir da 28ª semana e fazer o possível para adiar o parto para a 30ª semana ou até onde vc conseguir. Quero que saia com o bebê no colo e não sofra mais ao deixa-lo no hospital na UTI. Vc já passou por tanta coisa e vamos aguentar firme até o final”.
Pois é, isso resume tudo. Depois de 10 anos de casada, em que no começo me dediquei muito à carreira, nos últimos 6 anos (desde 2010), tenho sistematicamente realizado exames e procedimentos para engravidar. Quando consegui em outubro do ano passado, na 4ª tentativa de FIV, depois de muitos custos financeiros, físicos e emocionais, só tenho que cuidar do meu sonho
Foram momentos tensos desde a resultado Positivo no Beta HcG, com sangramentos, idas e vindas ao hospital, acompanhamento do tamanho dos miomas para que não cresçam demais, efeitos colaterais da medicação e muita ansiedade. Foram 4 episódios graves de sangramento até a 12ª semana, com repouso absoluto em alguns momentos, para chegar ao repouso relativo até a 16ª semana e uma melhoria até a 20ª.
Talvez tenha me abalado na semana passada porque na anterior estava me sentindo tão confiante, acho que realmente podia curtir o fato de estar grávida e exibir a barriga com tanto orgulho, sem ter medo de passar por um aborto espontâneo e as pessoas olharem para mim com aquela cara de pena.
Mas foi somente um susto na semana passada e estou recuperada, me cuidando bastante para resgatar a confiança. Fui trabalhar apenas duas a três horas por dia (alguns até menos) e o restante fiquei em home office (o WhatsApp ajuda muito a a equipe tem colaborado demais). Conversei sobre minha condição com meu gestor e ele concordou que eu não deixasse o atestado no RH e continuasse neste formato remoto, apenas aparecendo em reuniões estratégicas.
Não tive mais cólicas, contrações ou dores nas costas – mas também estive com dose máxima de medicação (3 cápsulas via vagina de Utrogestan por dia, Dactil OB e Buscopan  ambos a cada 6 horas, intercalando um e outro).
Já tinha comentando que estou com duas médicas, uma que começou com meu pré-natal pelo Plano de Saúde (chamarei de médica A) e outra que foi indicada pela clínica de reprodução e que pago consultas particulares (chamarei de médica P) - ainda não sei qual fará o parto. A que me atendou na semana passada por a médica particular, que quer me afastar do trabalho pelo INSS até o nascimento do bebê. Já nesta semana fui à consulta já pré-agendada com a médica A, que me tranquilizou, dizendo que o repouso é essencial, mas posso continuar no esquema de trabalho que fiz nestes dias, se concordarem na empresa. Avisou que não saio do repouso e que devo avisar sobre qualquer dor. Também pediu para reduzir a médica (mantendo 3 vezes ao dia o Utrogestan, diminuindo Dactil para 2 vezes ao dia e tirando Buscopan, para apenas os episódios de dores).
É isso, manter a felicidade a cada chute do bebê que de vez em quando são bem fortes.... mas eu adoro isso e ficou esperando por eles, principalmente depois que como algo gelado, como gelatina ou sorvete (acho que como eu, ele gosta do calorzinho... rs).
Ah, na semana que vem vou postar aqui o nome do bebê, pois o mês de fevereiro já está acabando e vou encerrar a votação. Preciso encomendar o quadro com nome do bebê para maternidade e outra coisinhas. Bjs e uma ótima semana!!!
 
 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

20 semanas: contrações prematuras de parto e situação de risco

Pois é, tudo ia bem, depois dos traumas iniciais eu começava finalmente a me sentir verdadeiramente grávida e começa a planejar enxoval do bebê, até que algo aconteceu nesta semana que mudou todos os planos.
No domingo, não lembro se comentei, comecei a sentir muitas dores e até então achei que eram normais devido à expansão do útero (ou as chamadas "contrações de treinamento") e que no me caso, seriam mais intensas pelos miomas gigantes, que são 3 com cerca de 9,0 cm de diâmetro cada.
Porém, na segunda, quando fui trabalhar, senti estas dores intensas o dia todo e à noite persistiram. Fui para casa repousar pois tinha consulta cedo com a minha médica (não sei se comentei, estou com duas e depois conto isso).
Chegando lá, ela perguntou se estava tudo bem e se nunca mais tinha passado por sangramentos. Aí relatei minhas dores e ela ficou extremamente preocupada. Me deu a maior bronca porque fui trabalhar e por 3 dias estava dirigindo. Sempre tomei cuidado e ela mesmo tinha me liberado para trabalhar.
Imediatamente, ela fez um atestado de 15 dias para me afastar do trabalho e uma carta para o INSS para ficar em casa até o parto. Ou seja, ela estava dizendo que do consultório eu iria para casa e só voltaria a trabalhar depois que o bebê tivesse nascido e minha licença vencido.
O choque não foi o atestado, mas por saber que meu caso é, como ela disse, de “alto risco” devido aos miomas. Já disse que não tem como ser parto normal e que não sabe se conseguirei passar das 30 semanas. Que faremos o possível para preservar meu útero no parto, mas se não tiver como, ela tem que ser sincera e me avisar que este é um risco.
Meu chão desapareceu e eu nem consegui falar nada. Fiquei estarrecida. O meu bebê corre risco, mas segundo ela, não posso sentir contrações com risco de rompimento dos miomas que são intramurais (estão no meio do tecido do útero, que é um músculo).
Ela fez o exame de toque, ouviu o coração do bebê a 160 bpm e disse tudo estar ótimo, mas que o meu útero está muito expandido pelos miomas e o repouso é inevitável. Também descobri que o bebê está sentado e por isso sinto os chutes bem lá embaixo, o que – além de todos os outros fatores que já tenho – gera maior desconforto para a mãe.
Com o atestado na mão, fui para casa atônita. Tentei avisar no trabalho meu diretor, mas como era um dia tenso, com um monte de demissões, estava uma choradeira nos corredores do trabalho, que peguei minhas coisas e fui para casa. Melhor conversar com ele em momento oportuno, que será amanhã.
Mas a história não acaba aí. Tudo isso foi na terça e voltei para a casa. Ontem, quarta, fiquei no repouso e, por volta de 17h, comecei a sentir dores nas costas e contrações. Meu marido sai para trabalhar e fiquei vendo TV, depois de tomar Buscopan. Ele chegou por volta de 23h, não quis assustá-lo, mas avisei das dores. Ficamos assistindo uma série que gostamos, na esperança que dor passasse, mas pelo contrário, pioraram. Então fomos ao hospital.
Para detalhar, o que senti:
- Dor nas costas (lombar) constante
- Dores no baixo ventre, de veze em quando com pontadas como cólica, mas mais forte
- A barriga ficava dura – e os intervalos foram diminuindo para 15 minutos entre uma e outra
 
Eu estava preocupada porque a médica disse que eram sinais do meu corpo se preparando para um parto.
O médico do plantão, que rapidamente nos atendeu, fez o exame de toque, disse que não tinha dilatação e nem sangramento e, pela idade gestacional, não eram contratações, mas que os miomas tornavam minha gestação de alto risco. Fiquei tomando mais uma dose de soro com Buscopan lá no hospital – e como tinha acabado de tomar 40 gotas, foi uma overdose que me deixou grogue. Fui para casa dormir.
Eu tinha enviado um WhatsApp para a médica que retornou hoje cedo e pediu para tomar as seguintes medicações:
 
- Aumentar a dose de Utrogestan 200mg de 2 cápsulas por dia para 3 vezes ao dia
- Tomar Buscopan Duo a cada 6 horas – e intervalar com Dactil OB a cada 6 horas (pois com o intervalo, estou a cada 3 horas me protegendo com uma medicação
- Tomar muita água, no mínimo, 3 litros por dia.
 
E foi isso, hoje fiquei em casa de repouso, tentando me desligar do trabalho e cuidar do corpo e do bebê.
Torçam por mim, realmente nunca senti tanto medo porque o risco de aborto (antes das 22 semanas) ou parto pré-termo é muito grande. Tudo o que sempre temi está acontecendo, mas tenho fé que é apenas uma fase, não vejo a hora de ter o bebê no meu colo. Bjssss
 
 
 
 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

19 semanas: a barriga espichou de repente

 
O bebê ainda não tem nome – a votação ainda tá rolando e vamos decidir até o final do mês – mas ele está todo serelepe, se mexendo muito aqui dentro. Às vezes ele fica quietinho e acho estranho, mas já me avisaram que é normal, tem dia que mexe muito e outros, fica paradinho.
A minha diversão é ficar com a mão na barriga, principalmente depois do almoço ou à noite quando chego do trabalho e me estico para descansar, esperando as mexidas. 
 por falar em barriga, foi como uma mágica, passando da semana 18 para 19, ela cresceu bastante!
Hoje passei o dia todo com muita cólica na parte de baixo da barriga, acho que deve ser o útero se expandindo. Mas, no meu caso, devido aos 3 miomas gigantes que tenho, o médico avisou que a dor seria mais intensa e passaria a gravidez toda com desconforto. Por isso estou quietinha em casa para curtir o domingão quente e preguiçoso.
Acho que os enjoos não voltarão mais mesmo, ufa.... só ficou a azia, principalmente à noite, às vezes soluço, os gases (hihihi) e as cólicas, às vezes muito intensas.
Outra coisa chata é a insônia. Não sei explicar o motivo e olha que antes eu era a pessoa que mais dormia no mundo, tinha um “sono eterno” e era só encostar que dormia. Desde o tratamento da FIV, tenho sentido dificuldade. Agora, toda noite, por volta das 4h30 ou 5h, acordo e fico perambulando pela casa, vou ver TV e me dá sono por volta das 6h, mas logo o despertador toca. No começo, achei que era porque tinha medo – de forma inconsciente – de machucar o bebê, pois sempre dormi de bruços, pode ser parte da explicação, às vezes acordo assustada e fico tentando lembrar qual a posição que estava dormindo. Mais uma para minha lista dos loucuras... rs.
A novidade desde o que comecei a sentir o bebê se mexer é que a gravidez começa a ficar mais real, mais concreta. Não sei explicar, mas antes era a imagem do ultrassom e uma barriga discreta. Agora é uma barriga que esticou rápido e tem movimentos. Que coisinha linda, não vejo a hora de conhecer o rostinho do bebê!
Só farei ultrassom de 2º trimestre daqui a 3 semanas, parece uma eternidade. Enquanto isso, sigo me poupando de levantar peso e outros excessos, vamos estou ficando no horário normal do trabalho. Tá tenso o clima, nesta semana terá uma onda de demissão dos principais cargos de gestão, pois estão em duplicidade com a compra do grupo por outro americano. Vai ser punk e o pior que sei a lista das 40 pessoas que sairão, com família e alguns são amigos, preferia nem saber. Acho que será comunicado na terça, tentarei não me afetar porque não precisarei dar a notícia. Percebi que toda vez que fico nervosa, tenho dores de cabeça muito intensas. A minha área não seria afetada, mas também estou grávida e só me demitirão quando voltar da licença-maternidade, tenho me preparado para isso.
Mas agora estou tão apaixonada pela pessoinha que está crescendo dentro de mim que o restante não importa, como trabalho e outras coisas. Me dedicar ao bebê é a coisa mais importante do mundo!!!